terça-feira, 25 de março de 2008

Um século de paixão e conquistas


História

Um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro completa hoje 100 anos de glórias. Este é o Clube Atlético Mineiro, time marcado pela raça e fanatismo de sua imensa torcida. Tudo começou no dia 25 de março de 1908, quando um grupos de amigos funda o Atlhetico Mineiro Football Club (quatro anos depois recebera o nome atual), no Parque Municipal, centro de Belo Horizonte.

O Atlético foi o primeiro time mineiro o deixar as bolas de meias, para jogar com bolas de couro como em outros estados. Em 1914, venceu seu primeiro campeonato, a Taça Bueno Brandão. Seu primeiro grande rival foi o Sport Club Futebol, também de Belo Horizonte. A primeira partida entre eles foi feita em 21 de março de 1909, com vitória alvinegra por 3 a 0. Inconformado com a derrota, o Sport pediu uma revanche e perdeu novamente, desta vez por 2 a 0, e na terceira partida mais um triunfo alteticano, 4 a 0. Após essa derrota, o rival deixou de existir. Em 1915 foi disputado o primeiro Campeonato Mineiro, vencido pelo Galo que ainda seria campeão mais 38 vezes.

Em 1929, o time alvinegro foi o primeiro de Minas a disputar uma partida internacional. O Galo recebeu no recém inaugurado estádio Antônio Carlos (uns dos primeiros a sediar jogos noturnos) o campeão português Victória de Setúbal, os mineiros venceram por 3 a 1. O estádio da partida era conhecido com Estádio de Lourdes, que deu lugar ao Diamond Mall. No dia 17 de agosto do mesmo ano o então presidente da FIFA Jules Rimet veio a Belo Horizonte para assistir a primeira partida noturna. Ainda em 29, o atacante Mário Castro foi o primeiro jogador fora do eixo Rio-São Paulo a ser chamado para a seleção, mas rejeitou o convite alegando que em sua vida vestiria apenas a camisa alvinegra. Em 100 jogos com a camisa do galo, Mário fez 195 gols,possivelmente a maior media de gols marcados por partida de um jogador por um clube.

Em 1937, o Galo tornou-se campeão do primeiro campeonato interestadual do Brasil, o torneio Campeão dos Campeões, que reuniu times dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A competição foi organizada pela Federação Brasileira de Futebol (FBF), que mais tarde se fundiu com a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), surgindo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Nos anos 50, o Atlético já tinha uma das maiores torcidas de Minas, principalmente porque o time aceitava negros e pobres na equipe, ao contrário dos outros clubes brasileiros, por isso se tornou o time do povo. Em 1950, realizou uma inédita viagem a Europa, para disputar uma série de pequenos torneios, entre os dias 2 de novembro e 7 de dezembro, entre times da Alemanha, França, Áustria, Luxemburgo e Bélgica. Como foi uma excursão, os jornalistas que acompanharam a viagem ao ver as dificuldades enfrentadas, principalmente pelo frio do forte inverno europeu, intitularam o Atlético como Campeão do Gelo. Na campanha foram disputados 10 jogos, com 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Depois desta participação as portas do mercado europeu se abriram para o futebol brasileiro.

Nos anos sessenta o Atlético ganha mais um grande rival, o Cruzeiro Esporte Clube, antigo Palestra Itália, que surge na época como a terceira força do estado - a segunda era o América Mineiro. Em 1969, o clube venceu a Seleção Brasileira por 2 a 1, gols de Amaury e Dadá Maravilha para o Galo, e Pelé descontou. O detalhe é que depois da derrota a seleção nunca mais marcou jogos contra clubes brasileiros.

Em 1971, a CBF criou o Campeonato Brasileiro, que foi conquistado pelo Atlético após vencer o Botafogo dentro do Maracanã por 1 a 0, gol do irreverente Dadá Maravilha. Ele tocou de cabeça após o cruzamento de Humberto Ramos. Na conquista, o treinador era Mestre Tele Santana, o que mais comandou a equipe do Galo na história. Em 1977, o time foi o primeiro vice-campeão brasileiro invicto. Na primeira fase venceu quase todos o jogos, e na final, perdeu para o São Paulo nos pênaltis. Naquele ano o atacante Reinaldo marcou 28 gols em 16 jogos, se tornando o maior goleador do Brasileiro. Sua marca foi quebrada vinte anos depois pelo atacante Edmundo que marcou 29 gols em 34 jogos. Reinaldo ainda é dono da maior média de gols por partida.

Nos anos 70 e 80 o Galo foi o verdadeiro celeiro de craques, revelando grandes nomes como: Reinaldo, João Leite e Toninho Cerezo. Com esta saga de excelentes jogadores, o Atlético conquistou oito campeonatos Mineiros na década de 80. Contrastando com a década vitoriosa, os anos 90 foram marcados por dificuldades financeiras. Mesmo assim, em 92 e 97, o alvinegro venceu a Conmenbol. Entretanto, o que mais marcou nesta década foram as conquistas nas quadras do Mineirinho, com dois títulos Brasileiros no futsal, em 97 e 99, além do título mundial interclubes vencido na Rússia em 98. O Galo contava com grandes jogadores, dentre eles o rei do futsal Manoel Tobias, Falcão, Wander Carioca e Rogério.

O Século XXI é marcado por reestruturações. Começa-se com a construção de um dos melhores centros de treinamentos do Brasil, a Cidade do Galo, em Vepasiano. Em 2005, a massa atleticana viu sua equipe ser rebaixada para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, mas com muita raça, principalmente da fiel torcida, o Atlético retornou a elite do futebol nacional no ano seguinte. Enquanto clubes e seleções imortalizaram as camisas que os grandes ídolos vestiram, o Atlético homenageou seu maior patrimônio, a Massa Alvinegra. A camisa 12 saiu da numeração oficial dos jogos e agora só a torcida pode vestí-la e ser o décimo segundo jogador.

Patrimônio
Apesar da atual dívida o clube possui um grande patrimônio, além do CT de Vespasiano que é um dos mais modernos do pais. O Centro de Treinamento possui um hotel com 20 quartos, podendo hospedar até a Seleção Brasileira. O Galo ainda conta com os Clubes Labareda e Vila Olímpica, Lojas Oficiais, bares temáticos e um dos shoppings mais modernos do Brasil.

Ídolos

Ao longo desses 100 anos de existência, o Atlético teve em todas as épocas grandes jogadores que se identificaram com a massa. Os primeiros foram Mário Castro, Said e Jáiro (Trio Maldito), nas décadas de 40, 50 e 60, os “Campeões do Gelo” Kafunga, Vavá, Lucas Miranda, Tomazinho, Lacy entre outros. Os campeões de 71 também entraram para história, como Dadá Maravilha, Humberto Ramos, Lola, Spencer, Normandes, Zé Maria, , Guará, Salvador e Careca. No final dos anos 70 e início do anos 80 o Brasil viu Reinaldo, Cerezo, Luisinho, Paulo Isidoro, Paulo Roberto Prestes, Zenon, Éder Aleixo, Nelinho entre outros. E nos anos 90 e 2000, Renaldo, Taffarel, Dedê, Caçapa, Moacir, Negrini, Lincoln, Marques, Valdir Bigode, Guilherme, Robert, Beletti, Veloso, Doriva, Euller, Mancini, Cicinho, Gilberto Silva, Diego e Lima.

Artilheiros

O Atlético sempre contou com grandes jogadores com presença de área. Muitos chegaram a artilharia de vários campeonatos como, Brasileiro e Mineiro, e na lista dos quinze maiores goleadores somente Marques pode melhorar sua colocação, pois é o único que ainda joga profissionalmente, e está na décima posição com 126 gols, empatado com Nívio.
1º Reinaldo 255 gols
2º Dadá 211 gols
3º Mário de Castro 195 gols
4º Guará 168 gols
5º Lucas Miranda 152 gols
6º Said 142 gols
7 º Guilherme 139 gols
8º Ubaldo 135 gols
9º Nívio 126 gols
10º Marques 126 gols
11º Nilson 125 gols
12º Éder Aleixo 122 gols
13º Jairo 122 gols
14º Tomazinho 118 gols
15º Rezende 104 gols


Jogadores com mais jogos pela equipe

João Leite 684 jogos
Wanderlei Paiva 559 jogos
Luisinho 537 jogos
Vantuir 507 jogos
Paulo Roberto e Kafunga 504 jogos


Treinadores que mais comandaram o Time

O Atlético sempre teve grandes treinadores experientes, com passagens até pela Seleção Brasileira. Como o Mestre Telê Santana, Emerson Leão, Carlos Alberto Parreira, Levir Culpi, Iustrich, Barbatana, Abel Braga, Carlos Alberto Silva entre outros.
Telê Santana 434 jogos
Procópio 328 jogos
Barbatana 227 jogos
Levir Culpi 174 jogos
Ricardo Diez 171 jogos
Iustrch 159 jogos

Imagens: Arquivos Pessoais


Pedro Rotterdan

4 comentários:

Shakadal disse...

See please here

Anônimo disse...

cem anos, sem títulos...

Anônimo disse...

Parabéns! A matéria retrata na íntegra os grandes momentos do eterno Clube Atlético Mineiro.

Anônimo disse...

galooooooooooooo