quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A maldição da camisa 4 santista

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Reginaldo Araújo, Paulo César, Marco Aurélio, Flávio, Neto, Dênis, Pedro Silva, Alessandro, Apodi, Wagner Diniz, Luizinho, George Lucas, Pará, Maranhão, Danilo...Ufa!

A lista de laterais-direitos que não deram certo no Santos, nos últimos sete anos, é extensa. Por incrível que pareça, se transformou em um problema crônico após a saída de Maurinho, campeão Brasileiro em 2002.

Com vários laterais que decepcionaram, os técnicos que passaram pelo Peixe tiveram que improvisar no setor. O meia Wesley, que hoje atua no Werder Bremen, por exemplo, foi a solução encontrada por Dorival Júnior este ano. Mas Wesley foi negociado em agosto e a lateral-direita se transformou em um verdadeiro revezamento. Pará, Maranhão e Danilo foram testados, mas não agradaram muito os torcedores.

Apesar de ainda não ter se firmado com a camisa santista, o jovem Danilo, de 19 anos, é considerado uma grande promessa . O jogador, que foi convocado por Ney Franco para a seleção sub-20, também atuou em várias partidas no meio-campo.

De fato, o lateral-direito, revelado pelo América-MG, fez poucas participações em sua posição de ofício. A derrota diante do lanterna Grêmio Prudente na 31ª rodada do Brasileirão, por 3 a 2, em plena Vila Belmiro, foi uma dessas oportunidades. E Danilo não foi bem. Foi vaiado pela torcida após falhar no lance em que originou um pênalti para o Grêmio Prudente

Em 2011, o problema da camisa 4 (o Santos usa este número para a lateral direita) pode ser solucionado com a chegada de Jonathan, ex-Cruzeiro. Para contar com o jogador, que foi eleito o melhor da posição do Brasileirão de 2009, o Santos desembolsou 2 milhões de euros (cerca de R$ 4.430 milhões) por 50% de seus direitos econômicos. A outra metade permanecerá com o Cruzeiro, clube que revelou o atleta de 24 anos.

Será que Jonathan vai acabar com a síndrome da camisa 4 santista? Como gosta de dizer o próprio treinador do Santos, "vamos aguarldar (sic)"

Veja a lista de laterais que atuaram no Santos nos últimos sete anos:

- Reginaldo Araújo - 2003
- Paulo César - 2004-05
- Marco Aurélio- 2004
- Flávio - 2004
- Neto - 2006
- Dênis - 2006-08
- Pedro Silva - 2007
- Alessandro - 2007
- Apodi - 2008
- Wagner Diniz - 2009
- Luizinho - 2009
- George Lucas - 2009-10
- Pará - 2008-10
- Maranhão - 2010
- Danilo - 2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Retrospectiva do futebol mineiro em 2010

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Um 2010 sem títulos, mas com o bi do Brasileirão

A Raposa começou até bem o ano. Ainda na pré Libertadores, o Cruzeiro passou pelos bolivianos do Real Potosí. No primeiro jogo, o time celeste ficou no empate de 1 a 1. E, na partida da volta, no Mineirão, a Raposa não tomou conhecimento dos bolivianos e fez 7 a 0.

Mas a alegria na Libertadores não durou muito. O time, então comandado por Adilson Batista, ficou em segundo lugar no grupo 7 da competição, que contava com Velez Sarsfield (ARG), Colo-Colo (CHI), e Deportivo Itália (VEN).

Para piorar, a Raposa foi eliminada precocemente do torneio. Nas quartas-de finais, o Cruzeiro perdeu os dois jogos por 2 a 0 para o São Paulo. Era o adeus do sonhado tricampeonato. De consolo, Thiago Ribeiro foi o artilheiro da competição com oito gols.

O time celeste também não foi bem no Campeonato Mineiro. A equipe priorizou a Libertadores e foi eliminada pelo Ipatinga, nas semifinais do Estadual. No jogo da volta, o Tigre calou o Mineirão com a vitória por 3 a 1.

As eliminações na Libertadores e no Estadual e o início irregular no Campeonato Brasileiro culminaram com a demissão de Adilson Batista. Para o lugar do comandante, Cuca foi o escolhido.
Além da mudança no comando técnico, a diretoria trouxe alguns jogadores que foram importantes para a arrancada cruzeirense no Brasileirão. Destaque para o argentino Montillo, que conquistou rapidamente a torcida estrelada.

O Cruzeiro chegou a ficar nove jogos invicto no Brasileiro. Brigou pelo título com Fluminense e Corinthians ponto a ponto até a última rodada e acabou ficando com o vice campeonato. De quebra, conseguiu a classificação direta para a fase de grupos da Libertadores de 2011.

Para muitos cruzeirenses, a perda do título é depositada na atuação do árbitro Sandro Meira Ricci, na derrota para o Corinthians, no Pacaembu, pela 35ª rodada.

Uma curiosidade do Cruzeiro no Brasileirão é que o time mandou seus jogos em quatro estádios diferentes. Além do Mineirão, que começou a ser reformado para a Copa de 2014, o time celeste jogou na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, no Ipatingão, em Ipatinga, e no Parque do Sabiá, em Uberlândia.

Sim, o time profissional não conseguiu nenhum título este ano. Mas a equipe de 66, campeã da Taça Brasil, conseguiu o Bi do Brasileiro. A CBF agora reconhece oficialmente que os Torneios Roberto Gomes Pedrosa e Taça Brasil, disputados entre 1959 e 1970, valem como títulos brasileiros.

Também é válido destacar os garotos do sub-20. Eles também conseguiram o bi campeonato Brasileiro da categoria.

Entre fracassos e reações

O 2010 atleticano se resume no projeto fracassado de Vanderlei Luxemburgo e numa bela arrancada com Dorival Júnior na reta final do Brasileirão.

Luxemburgo chegou ao Atlético com carta branca para contratar, dispensar e implantar a gestão que quisesse. O projeto era, em dois anos, fazer o Galo conquistar títulos importantes.

Além de trazer uma comissão técnica extensa, o comandante pediu as contratações de jogadores renomados, como Diego Souza, Obina , Fábio Costa, Réver, Caceres, Daniel Carvalho e Edison Mendez . Com a exceção de Réver e Obina, as contratações não vingaram.

O título que veio foi o Campeonato Mineiro contra o Ipatinga. A conquista foi coroada com um gol do ídolo Marques, que semanas depois anunciou a aposentadoria.

Na Copa do Brasil, o time vinha fazendo uma boa campanha até encontrar com o badalado Santos, nas quartas de finais. No primeiro jogo, o Galo venceu 3 a 2. Mas, o time não resistiu a pressão dos meninos da Vila na partida de volta e perdeu por 3 a 1.

O Brasileirão com Luxemburgo foi um desastre. Nada dava certo e as desculpas dadas pelo treinador irritavam a torcida. Mas não teve como continuar com Luxa no comando, principalmente após a goleada de 5 a 1 sofrida para o Fluminense, no Maracanã.

Com Luxa no Brasileirão, o Atlético disputou 24 jogos. O aproveitamento foi muito negativo. Apenas seis vitórias, três empates e 15 derrotas. O time ficou 22 das 24 rodadas na zona de rebaixamento. Luxemburgo ainda deixou o Galo com a pior defesa da competição, com 45 gols sofridos.

Dorival Júnior foi a solução encontrada por Alexandre Kalil. E que solução! O treinador chegou e arrumou a casa. Uma das principais mudanças foi apostar no jovem Renan Ribeiro no gol. Antes, Luxemburgo havia apostado em Carini, Aranha, Marcelo e Fábio Costa. Mas não deu nenhuma oportunidade para Renan.

Dorival focou o trabalho para o Brasileirão. Para a Copa Sul-Americana, o treinador utilizou um time repleto de reservas. Fato que pesou na eliminação diante do Palmeiras, nas quartas de finais.

Eliminado na competição continental, o Galo teve uma bela arrancada no Brasileirão. Um dos jogos que simbolizou a recuperação foi o clássico contra o Cruzeiro, em Uberlândia. Numa partida movimentada, o time desbancou o favoritismo do rival e venceu por 4 a 3.

Se com Luxemburgo foram 21 pontos em 24 jogos, com Dorival foram 24 pontos em 14 jogos. O dobro do aproveitamento. Resultado: o Galo escapou do temido rebaixamento e, de quebra, conquistou uma vaga na Copa Sul-Americana de 2011.

O Atlético ainda comemorou este ano a eleição da Cidade do Galo como o melhor Centro de Treinamento do Brasil. O levantamento foi feito por iniciativa do canal Sportv, em parceria com o Curso de Especialização em Futebol da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

O retorno à elite

O Coelho não conquistou nenhum título em 2010. Mas, não importa. 2010 foi o ano em que o América renasceu. Afinal, o time conseguiu o sonhado retorno à elite do futebol brasileiro.

O primeiro semestre não foi tão bom para o Coelho. No Campeonato Mineiro, o time foi eliminado nas quartas de finais para o Atlético. O lateral-direito Danilo, um dos destaques do América na competição, foi vendido para o Santos.

A alegria americana em 2010 veio na disputa da Série B. Com uma campanha muito regular, se mantendo sempre entre os primeiros colocados, o Coelhão ficou em quarto lugar e conseguiu o retorno à primeira divisão após nove anos.

Depois da vitória na penúltima rodada contra o concorrente Sport, o time comandado por Mauro Fernandes precisava apenas de um empate no último jogo, contra a Ponte Preta, em Campinas. E foi o que aconteceu. A torcida americana compareceu em peso e, num jogo nervoso, a partida não saiu do 0 a 0.

Festa americana! O mercado distrital do bairro Santa Tereza, por exemplo, foi um dos pontos de encontro dos americanos em BH.

O atacante Fábio Júnior foi o destaque do Coelho na temporada. Ele terminou a Série B como o vice-artilheiro, com 19 gols. E como presente para os americanos, o atacante e o técnico Mauro Fernandes continuam em 2011.

Caminhos opostos

Ipatinga e Ituiutaba tiveram trilhas completamente diferentes em 2010. O Tigre fez uma grande campanha no Campeonato Mineiro. Terminou em segundo lugar, eliminando, inclusive, o Cruzeiro nas semifinais. Mas, na Série B, o time foi uma decepção. Esteve sempre entre os últimos colocados.

Resultado: acabou na penúltima posição e rebaixado para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro. O único consolo foi Alessandro que terminou a competição como artilheiro, com 21 gols. Inclusive, ele foi o artilheiro de Minas na temporada, com 28 gols.

Já o Ituiutaba foi rebaixado no Campeonato Mineiro. Ficou em último lugar. Em compensação, o Boa conseguiu dar a volta por cima na disputa da Série C. Com uma bela campanha, o time ficou em segundo lugar e conseguiu o acesso à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.

Entre a alegria e a tristeza

O Uberaba também merece destaque este ano. Afinal, o Zebu sagou-se bi-campeão da Taça Minas Gerais. Mas, nem tudo foi alegria para o time do Triângulo. O atacante André Nascimento foi assassinado em aparentemente por um crime passional, segundo a Polícia Civil. O jogador, de 28 anos, morreu baleado quando voltava de carro para casa por um homem mascarado que o aguardava.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Crise no Villa Nova

Luciano Dias (@jornlucianodias)

O Villa Nova, um dos times mais tradicionais do futebol mineiro, está em crise. Funcionários com salários atrasados, falta de verba...

O Leão do Bonfim, como é conhecido, tem 102 anos. É o segundo time mais antigo de Minas Gerais, ficando atrás apenas do Atlético Mineiro por causa de três meses de diferença. É um time que tem no currículo cinco campeonatos mineiros e é o primeiro campeão da Série B, feito conquistado em 1971 (foto).

Imagem: Villa Nova

De fato, o Villa é uma equipe que sempre incomoda as equipes da capital. A história mostra isso. Afinal, quem não se lembra da campanha no Estadual de 1997? O time eliminou o Galo nas quartas-de-finais e deu muito trabalho para o Cruzeiro na decisão.

Mas, hoje a realidade é bem diferente. O último título foi a Taça Minas Gerais, em 2005. O presidente Zuca, que tenta fazer milagres, pode ser considerado um "tampão" no cargo após a saída do então presidente Adão Gomes. Os salários dos jogadores e dos funcionários estão atrasados.

O goleiro Alex, que está no clube há quase um ano, é uma das vítimas da crise. Ele não recebe há dois meses. A situação dos outros funcionários (jardineiros, cozinheiros, faxineiros, porteiros etc) é ainda pior, segundo o goleiro. "Tem funcionário que não recebe desde o início do ano", destaca.

Alex foi revelado no América, em 2005. No ano passado, foi um dos destaques do Democrata de Governador Valadares na disputa do Campeonato Mineiro. O goleiro chegou ao Leão do Bonfim em dezembro de 2009. Este ano, disputou o Estadual e a Taça Minas Gerais pelo time de Nova Lima. Mas uma goleada sofrida para o Uberaba, por 6 a 1, nas semifinais, tirou o sonho do título.

Alex está de férias até o dia 7 de dezembro e, segundo ele, o seu contrato termina no final do estadual de 2011. Mesmo com os salários atrasados, o goleiro deve continuar no clube.

De fato, a crise deixa os rúgidos do Leão cada vez mais decadentes. Mas, há expectativa de dias melhores com as eleições para novo presidente, no dia 14 de dezembro.

Assista ao drama de funcionários e o descaso no clube:

Programa: Esporte Record
Repórter: Maíra Lemos
Produção: Luciano Dias e Samuel Venâncio


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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Qual o segredo de Dorival Júnior?

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Imagem: Atlético

Dorival Júnior teve boas passagens em todos os clubes que passou. No Galo, a história não é diferente. Se o time alvinegro vencer o Palmeiras neste fim de semana, Dorival iguala o número de pontos conquistados por Vanderlei Luxemburgo neste Brasileiro no comando do Atlético com a metade de jogos.

Luxa assumiu o Galo nas 24 primeiras rodadas neste Campeonato Brasileiro. O retrospecto foi muito negativo. Foram apenas 21 pontos. A goleada, de 5 a 1, sofrida para o Fluminense foi um prato cheio para ele ser demitido.

Mas, os ventos são outros. Quem comanda o Galo agora é Dorival Júnior. E, com ele, o Atlético já conquistou 18 pontos em apenas 11 rodadas.

Veja a comparação:

- Era Dorival: 11 jogos - 18 pontos
- Era Luxa: 24 jogos - 21 pontos.

A boa fase deixou o Atlético fora da zona de rebaixamento nas últimas rodadas.

Dorival, que volta à Araraquara, sua cidade natal neste domingo, teve boas passagens em vários clubes do país, inclusive no maior rival do Galo, o Cruzeiro.

Ele pegou o time celeste em princípio de crise após a perda do Campeonato Mineiro de 2007 para o Atlético e o classificou para a Libertadores do ano seguinte. Outra campanha de destaque foi no Vasco em 2009, quando Dorival conquistou a Série B daquele ano.

No Santos, este ano, veio a glória. Ele conseguiu os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil com o Peixe. Mas, os atritos com o atacante Neymar foram essenciais para a demissão de Dorival.

Dorival também pode ser considerado um especialista em estaduais. Ele foi campeão catarinense (Figueirense-2004),cearense (Fortaleza-2005), pernambucano (Sport-2006) e paranaense (Coritiba-2008). Além disso, foi vice-campeão paulista com o São Caetano, em 2007.

Afinal, qual o segredo de Dorival Júnior?

Confira a resposta na matéria do Esporte Record:


Reportagem
: Sálua Zorkot
Produção: Luciano Dias

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Zica 2010

Luciano Dias (@jornlucianodias)

O maior ídolo do Flamengo ficou apenas quatro meses no cargo de diretor executivo do clube. Zico anunciou a sua saída na madrugada desta sexta-feira (01), em uma carta divulgada em seu site. O Galinho alegou que tem sido atacado injustamente dentro do Flamengo e que não seria possível fazer o que planejava.

De fato, a volta de Zico era o sonho dos flamenguistas. Para muitos torcedores, ele tinha moral suficiente para colocar o Flamengo nos eixos depois de um primeiro semestre pífio.

Inclusive, no mesmo período, outro ídolo rubronegro saiu pelas portas dos fundos. Andrade não resistiu à pressão pelos resultados negativos e a divisão do grupo. Olha que ele era o técnico do impressionante título do Campeonato Brasileiro do ano passado.

O Rubronegro parece está sem presidente. As inúmeras brigas políticas fortalece ainda mais a falta de um comando firme. Ainda na carta, Zico afirma que há pessoas no Flamengo atuando como se fossem donas do clube e que tomará medidas judiciais contra elas.

Um desses donos é o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro. É um tal de Capitão Léo, ex-chefe de uma torcida organizada do Flamengo. E a presidente Patrícia Amorim nesta história? Bem, parece ser uma boa pessoa, mas, por enquanto, despreparada e sem firmeza para comandar o time de maior torcida do Brasil.

Neste tempo que ela esteve a frente do clube, deu para observar uma série de confusões que não foram muito bem contornadas. Prisão do goleiro Bruno, saída pelas portas dos fundos de Andrade e Rogério Lourenço, saídas de Vágner Love e Adriano, contratações equivocadas (leia-se Val Baiano, Borja, Jean etc)...

Dentro de campo, o time está rachado. Declarações equivocadas do técnico Silas e de jogadores. É válido destacar que Zico tem participação em algumas contratações. Mas, o ídolo eterno do Flamengo não merece esse tipo de pressão.

O resultado das confusões: crise que parece interminável. O Flamengo só venceu um dos últimos 12 jogos e ocupa a 15ª colocação do Campeonato Brasileiro, bem próximo da zona de rebaixamento.

Uma verdadeira zica rubronegra, que passa por um triste capítulo com a saída de Zico. De fato, o final desta história está longe de ser feliz como no ano passado.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Luxa e seu projeto fracassado

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Vanderlei Luxemburgo chegou ao Atlético-MG no início do ano com um belo PROJETO. Em dois anos, o Galo conquistaria títulos e disputaria a Libertadores. Segundo ele, um time com a estrutura e com a torcida como a do Atlético não poderia ficar sem títulos. E ele tem toda razão.

Até que Luxa começou bem ao conquistar o Campeonato Mineiro. Desbancou a hegemonia cruzeirense nos últimos dois anos. Mas, a torcida do Galo queria mais. Não queria ficar só nas conquistas de Estaduais.

Assim, para acalmar a massa alvinegra, Luxa sempre destacava, principalmente após a eliminação da Copa do Brasil, o tal PROJETO de dois anos. E, além de mencionar a palavra-chave do seu trabalho, o treinador tinha outras frases que enaltecia a sua história no futebol.

"Não vou prometer que vou ganhar títulos. Mas vou ganhar."

"Minha carreira é marcada por 80% de vitórias. Por isso, a torcida do Galo pode ficar tranquila"

"Tô acostumado a disputar lá em cima."

Os tempos mudaram Luxa. O PROJETO não deu certo. Luxemburgo não prometeu, mas também não ganhou títulos. Se a carreira dele é marcada por 80% de vitórias, a sua média caiu muito enquanto esteve a frente do Galo. E se Luxa está acostumado a disputar lá em cima, viu que tirar um time de uma situação complicada não é para qualquer treinador. Não basta ter currículo, ter um histórico de conquistas.


A goleada de 5 a 1 para o Fluminense nesta quinta-feira (23) foi o estopim. Mas, o fim de Luxa no Galo poderia ter sido, por exemplo, nas derrotas em casa para o São Paulo, para o Palmeiras ou para o Vitória. A diretoria preferiu esperar, com a esperança de que o PROJETO daria certo. A cúpula alvinegra teve muita paciência. De fato, foi uma espera que já está trazendo sérios prejuízos ao Galo.

Contratações ilimitadas para o PROJETO

Para o PROJETO que não deu certo, Luxemburgo pediu a diretoria 22 contratações. Nomes como Daniel Carvalho, Diego Souza, Rever, Mendez, Obina, Cáceres, Jairo Campos e Leandro se juntaram aos renomados Ricardinho e Diego Tardelli.

De fato, a diretoria atleticana tirou o dinheiro do bolso. São jogadores que ganham mais de 80 mil reais por mês. Sem contar com os salários da comissão de Luxa, que chega a quase um milhão de reais.

O novo treinador que chegar ao Atlético tem que fazer um novo PROJETO, com urgência. Luxemburgo deixou o Galo na 18ª posição do Brasileiro. É o time que mais perdeu (15) na competição e que mais sofreu gols (45).

Mas, espera-se que o novo treinador (que vai ter muito trabalho) chegue e não fique falando de PROJETO em toda a coletiva. A torcida do Galo já cansou de enganação. Luxemburgo deixou os atleticanos traumatizados com o seu PROJETO fracassado.

Números de Luxemburgo no Atlético:

- 53 jogos: 22 vitórias, 12 empates e 19 derrotas - 49% de aproveitamento
91 gols marcados
73 gols sofridos

No Campeonato Brasileiro:
- 24 jogos : 6 vitórias, 3 empates e 15 derrotas - 29% de aproveitamento
29 gols marcados
45 gols sofridos


Imagem: Wagner Meier/ Foto Arena

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

POR ONDE ANDA? Luis Mário

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Rápido e habilidoso, Luis Mário Miranda da Silva fez sucesso e conquistou títulos com as camisas de Corinthians e Grêmio, entre 1999 e 2003. A fase era tão boa, que seu nome foi cogitado nas convocações de Felipão para as Eliminatórias e para a Copa do Mundo de 2002.

A convocação não veio. E pior: nos últimos anos, Luis Mário não consegue resgatar a habilidade que o consagrou no início da década passada. Inclusive, as torcidas de Atlético-MG, Ponte Preta, Botafogo e Criciúma não gostam nem de ouvir o nome dele. De fato, A velocidade e a habilidade do meia-atacante estão cada vez mais escassas.

Hoje, com 33 anos, Luis Mário sobrevive no futebol alagoano.

O surgimento e o sucesso

Luis Mário surgiu no Remo, em 1995. Logo, chamou a atenção de clubes do sudeste do país. No ano seguinte, foi contratado pelo Mogi Mirim, equipe tradicional do interior paulista. A adaptação foi complicada. Mas, aos poucos, Luis Mário começava a se destacar com gols e belas jogadas pelo time paulista.

Em 1999, o meia-atacante foi contratado pelo Corinthians. Coincidentemente, Luis Mário trilhava caminho semelhante ao de Rivaldo. Um meia-atacante que saía do Norte-Nordeste do país, destacava no Mogi Mirim e ganhava uma oportunidade no Corinthians.

Exageros de lado, Luis Mário colocou no currículo o Mundial de 2000 com a camisa corintiana. Mas, o meia-atacante não teve muito espaço no Timão. Era difícil barrar jogadores como Marcelinho Carioca, Edilson e Ricardinho. Por isso, em 2000, o jogador se transformou em uma boa moeda de troca corintiana.

Luis Mário foi emprestado ao Grêmio. De fato, foi a melhor fase da carreira. O meia-atacante foi fundamental no tetracampeonato da Copa do Brasil de 2001. Por ironia, a decisão foi contra o Corinthians, clube que o fez moeda de troca.

No Grêmio, Luis Mário acertava chutes incríveis de fora da área, fazia belas jogadas, fazia gol de voleio em Gre-Nal. Só faltou uma convocação para a seleção brasileira para coroar a boa fase.

Em meados de 2003, Luis Mário não entrou em acordo com a diretoria gremista e foi em busca de dinheiro no Anyang LG Cheetahs, da Coréia do Sul. Ficou pouco tempo por lá. Em 2004, o meia-atacante foi repatriado pelo Coritiba, participando da campanha do Coxa na Libertadores. No mesmo ano, o jogador foi atuar no Vitória de Guimarães, de Portugal.

Do céu ao inferno

Luis Mário voltou ao Brasil em 2005 para defender as cores do Atlético Mineiro no Brasileirão daquele ano. Começava o inferno astral na carreira. Nada dava certo. Ao lado de nomes como Fábio Júnior, Fábio Baiano, Rodrigo Fabri, Danrlei e Euller, o atleta foi rebaixado com o Galo.

No ano seguinte, outro rebaixamento. Desta vez, pela Ponte Preta. Em 2007, uma oportunidade no Botafogo. Mas, com várias contusões, não conseguiu repetir, nem de longe, as belas atuações com a camisa do Grêmio. Resultado: acabou dispensado.

Para fugir do inferno astral no Brasil, Luis Mário foi respirar novos ares no futebol suíço. Mais precisamente no ST Gallen. Em 2008, voltou para a cidade onde foi revelado. Disputou o Campeonato Paraense pelo Paysandu, maior rival do Remo, clube que apareceu para o futebol.

Ainda em 2008, outro rebaixamento. Ao lado de Jardel, Luis Mário não conseguiu evitar a queda do Cricíuma para a Terceira Divisão.A fase negra parecia sem fim. Em 2009, voltou para o Mogi Mirim. Este ano, disputou o Paulistão pela equipe, mas não conseguiu o objetivo, que era classificar o time para a Série D do Brasileiro.

Tentando voar com o ASA

Nesta temporada, Luis Mário foi resgatado pelo ASA de Arapiraca, time que está na Segundona do Nacional. Sim, os gols e as belas jogadas estão cada vez mais escassas. Mas, Luis Mário é um importante trunfo para dar experiência ao modesto time alagoano.

O principal objetivo do ASA é se manter na Série B. Objetivo parecido com o de Luis Mário, que é se manter no mundo do futebol.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Neymar: uma mistura de talento e arrogância

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Santos 4 x 2 Atlético-GO. Foi uma bela virada do Peixe na Vila Belmiro na última quarta-feira (15). Mas Neymar, em mais um ato de rebeldia, fez questão de apagar o bom desempenho de sua equipe.

No final do duelo com o time goiano, o camisa 11 do Santos discutiu com o treinador Dorival Júnior porque foi proibido pelo técnico de cobrar um pênalti no final da partida. Revoltado com a atitude de Neymar, o comandante também respondeu da mesma maneira.

De fato, é impressionante. Neymar é destaque em todas as rodadas. Seja pelos gols ou belas jogadas, seja pelas seguidas confusões que ele consegue arrumar em 90 minutos.

Sim, é um jogador de apenas 18 anos. Mas é valido lembrar que alguns craques (Pelé, Rivelino, Zico, Romário, Ronaldo, Ronaldinho e Kaká , por exemplo), em diferentes épocas , também faziam sucesso com a mesma idade. Nem por isso, saíam aprontando por aí.

Não me lembro de ter visto um jogador esbanjar tanto talento com 18 anos e, ao mesmo tempo e na mesma proporção, demonstrar tanta arrogância e teimosia. Mesmo maior de idade, Neymar parece com aqueles adolescentes chatos, mal criados e paparicados. Aqueles garotos que depois de aprontar, pede desculpas como se tudo estivesse resolvido. No caso do camisa 11 santista, as desculpas são feitas via twitter.


Não restam dúvidas que Neymar é um grande jogador. Tem tudo para se tornar um dos melhores do planeta e fazer a alegria da torcida brasileira e dos amantes do futebol alegre.

Mas, categoria não é tudo na vida de um jogador. É preciso ter habilidade na cabeça também para saber lidar com a fama, com o dinheiro, com as belas mulheres... Neste contexto, Neymar parece deslumbrado com todas essas vantagens que o futebol pode proporcionar.

Sem dúvidas, é preciso que o jogador tenha apoio e orientações da família, da diretoria e do técnico do Santos. É preciso que Neymar amadureça o mais rápido possível. Caso contrário, o Brasil pode perder um grande jogador, que, por enquanto, é apenas um esboço de craque.

Imagens: Santos e twitter oficial

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

POR ONDE ANDA? Maurinho

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Com um vígor físico incrível, Mauro Sergio Viriato Mendes, o
Maurinho, conquistou as torcidas do Santos e do Cruzeiro, entre 2002 e 2004. A velocidade era a sua principal característica, que o levou, inclusive, à Seleção Brasileira.

Mas, o futebol de Maurinho caiu, e muito, nas últimas temporadas. Com várias contusões e, até mesmo, denúncias de bebedeiras, o lateral não conseguiu manter o rítmo. Hoje, com 31 anos, o jogador tenta mostrar força no interior do Rio Grande do Sul.

Confira os altos e baixos da carreira de Maurinho:

Brilho demorado

Maurinho começou a carreira no time de sua cidade natal: Fernandópolis, de São Paulo, em 1997. De fato, o sucesso demorou. Antes de chegar ao Santos, em 2002, o lateral rodou por vários outros clubes do interior paulista, como Rio Preto (1997), Capivariano (1998), Ituano (1998/99), São Bento (1999), Sertãozinho (2000) e Etti Judiaí, hoje Paulista, (2001/02).

O bom desempenho pelo time de Jundiaí o levou para o renovado Santos de 2002. Um time com poucos recursos, que apostava em jogadores da base, como Robinho, Diego e Elano, e atletas baratos, caso de Maurinho. E não é que a receita deu certo?!

Maurinho, então com 25 anos, conquistava a torcida santista e o Brasileirão. Era o anúncio de um grande lateral para o futebol brasileiro. No ano seguinte, o técnico Vanderlei Luxemburgo levou o jogador para o Cruzeiro.

O atleta, além de rápido, mostrava que era pé quente. Pela Raposa, foi o lateral titular da conquista da Tríplice Coroa (Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro). Ele deixou no banco Maicon, considerado o melhor lateral-direito do mundo atualmente.

Vivendo grande fase, Maurinho, enfim, vestia a amarelinha em amistosos naquele ano.

Brilho apagado

O calvário de Maurinho no futebol começou no segundo semestre de 2004, quando o jogador passou a conviver com sérios problemas no joelho direito. Por causa das contusões, o jogador não conseguia ter uma sequência de jogos. Deixou o Cruzeiro em 2006 para tentar a recuperação no São Paulo.

No Tricolor Paulista, o atleta usufruiu a estrutura do Reffis (Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica). Quando ganhou condições de jogo, Maurinho foi preterido por Muricy Ramalho, que contava no elenco sãopaulino com Ilsinho e Reasco para a posição.

Em 2007, Maurinho foi a aposta do Goiás para a lateral-direita. Não deu certo. Além das contusões, a torcida esmeraldina acusava o jogador de "baladeiro". Em 2008, Maurinho retornou ao Cruzeiro. Mesmo com o carinho da torcida cruzeirense, o jogador não conseguiu repetir, nem de longe, o brilho de 2003. Sem sequência de jogos, Maurinho reincindiu, amigavelmente, o contrato com o clube.

Era o fim de Maurinho na elite do futebol brasileiro.

O refúgio em Pelotas

O Pelotas-RS anunciou a contratação de Maurinho no início deste ano. Prestes a completar 32 anos, o jogador disputou o Gaúchão e a Série D do Campeonato Brasileiro.
O problema é que o Pelotas foi eliminado da competição nacional na semana passada, e o jogador não está sendo utilizado nas últimas partidas da Copa Ênio Costamilan - torneio com equipes do interior do Rio Grande do Sul. Nova rescisão a vista?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Rugidos decadentes

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Quando se fala em Emerson Leão, como treinador, o que vem em sua cabeça? Provavelmente, a sua resposta pode ter relação com as várias confusões que o técnico se envolveu durante a carreira.

Você também pode ter lembrado do excelente trabalho que ele fez pelo Santos, Campeão Brasileiro de 2002. Um time cheio de garotos, como Robinho e Diego, que encantou o Brasil. A torcida do Sport também não esquece da primeira experiência de Leão como treinador, em 1987, quando o comandante conquistou o Brasileiro daquele ano.

E no mais? Você se lembra de algum outro bom trabalho de Leão nestes 23 anos de carreira como treinador?

Talvez pelo Atlético-MG em 1997, quando o técnico conquistou a extinta Copa Comenbol e a Copa Centenário. Quem sabe no São Paulo em 2005, quando o comandante venceu o Paulistão.

Mas, você arrisca algum outro bom trabalho? Provavelmente não. Leão não foi bem na maioria dos times que treinou. Olha que foram mais de 20 clubes. O técnico também teve a oportunidade de treinar a Seleção Brasileira em 2001. Também não foi bem. Decepcionou nas Eliminatórias e na Copa das Confederações. Morreu abraçado com apostas que ele levou para a Seleção, como o volante Leomar e o lateral Russo.

De fato, Emerson Leão é um treinador em decadência no cenário do futebol. Seus rugidos não assustam mais. O comandante sobrevive, principalmente, com o Brasileirão conquistado pelo Santos em 2002. O último título do técnico, por exemplo, foi o Campeonato Paulista de 2005 pelo São Paulo. No mais, Leão só é lembrado em (várias) confusões.

Nos últimos cinco anos, foram só decepções. Neste período, Leão treinou nove clubes diferentes, sendo duas passagens, em 2007 e em 2009, pelo Atlético-MG. Mesmo considerado caro e renomado, o que ele conseguiu acumular nesses últimos anos foram apenas polêmicas. Só isso!

Sim, Leão conseguiu levar um time na Sul-Americana ali e tirou um outro do rebaixamento aqui. Mas título que é bom, nada... Muito pouco para um treinador caro como ele.

Veja os trabalhos pífios de Leão nos últimos anos:

Vissel Kobe-JAP (2005)
Foram apenas quatro partidas. Leão não continuou o trabalho porque recebeu um convite para treinar o Palmeiras.

Palmeiras (2005/06)
Assumiu o comando do Palmeiras durante o Brasileirão de 2005, classificando o time para a Libertadores. Leão foi demitido em 2006 após uma sequência de resultados negativos. A goleada, por 6 a 1, sofrida para o Figueirense foi o estopim. O técnico deixou o Palmeiras com a suspeita de ter sido "derrubado" pelos jogadores. Os atletas teriam feito "corpo mole" depois que Leão declarou que aquele elenco era apenas "nota 5".

São Caetano (2006)
Outra rápida passagem. Novamente, o dinheiro falou mais alto depois que o rico Corinthians/MSI o convidou para ser o treinador. Não deu outra: Leão fez as malas e deixou o São Caetano no início do Paulistão de 2006.

Corinthians (2006/07)
Leão "conseguiu" levar um time cheio de grandes jogadores no modesto 9º lugar do Brasileirão de 2006. Um dos motivos do desempenho pífio, foi uma declaração do técnico, que o colocou em choque com os jogadores argentinos do time: Sebá Dominguez, Mascherano e Tévez. Leão declarou que não gostava de argentinos. Inclusive, o comandante tirou a faixa de capitão de Tevez, alegando que não entendia o que o jogador portenho falava. Foi o suficiente para os argentinos deixarem o clube em 2007. Leão também deixou o Corinthians, devido a péssima campanha no Paulistão.

Altético-MG (2007)
Com um elenco considerado fraco, Leão levou o time à oitava colocação do Brasileirão de 2007, classificando-o à Copa Sul-Americana. Deixou o Galo no ano seguinte para receber mais dinheiro no Santos.

Santos (2008)
A esperança santista era que Leão repetisse o bom desempenho de 2002. Mas, o técnico não foi tão bem. No Paulistão, o time não se classificou para as semifinais. Na Libertadores, o Santos foi eliminado e goleado (4 a 0) pelo América-MEX, nas quartas-de-finais. Os maus resultados e as críticas no Brasileirão decretaram para mais uma demissão do técnico.

Al Saad-CAT (2008)
Outra rápida passagem. Outra demissão. Em nove jogos pelo Al Saad, Leão conseguiu quatro vitórias. Desempenho pífio para os dirigentes do Catar.

Atlético-MG (2009)
Uma nova chance no Galo. Leão até que começou bem pelo alvinegro. Mas a goleada sofrida para seu maior rival na final do Campeonato Mineiro de 2009, e a eliminação frente ao Vitória na Copa do Brasil foram suficientes para mais uma demissão.

Sport (2009)
Após três vitórias, dois empates e cinco derrotas em apenas um mês e 22 dias a frente do time pernambucano, Emerson Leão foi demitido do Sport após empate contra o Náutico e uma polêmica sobre a contratação do atacante Marcelo Ramos. O veterano, artilheiro do Campeonato Pernambucano de 2009, pelo Santa Cruz, chegou a ser anunciado pelo diretor de futebol, Álvaro Figueira, mas foi vetado pelo treinador.

Goiás (2010)
Após nove partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro e com o Goiás na última colocação, Leão pediu demissão do clube esmeraldino.


Leão está desempregado mais uma vez. Você pode ter certeza que não vai ser por muito tempo. Não duvide que Leão consiga mais um bom contrato por aí. A carência de bons treinadores no futebol brasileiro ainda permite a presença de comandantes decadentes.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

POR ONDE ANDA? Dill

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Ele foi um dos destaques no Goiás, pentacampeão goiano (de 1996 a 2000). Artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2000, ao lado de Romário e Magno Alves. Esse é Elpídio Barbosa Conceição, mais conhecido como Dill.

O começo da carreira anunciava um atacante rápido e fazedor de gols. Mas, os anos se passaram e Dill e o seu futebol desapareceram. Hoje, com o anúncio da aposentadoria cada vez mais próximo, o jogador tenta fazer a alegria da torcida de um modesto time da Segunda Divisão de Portugal.

Confira como foi o desaparecimento de Dill e de seus gols.

Artilheiro

Dill surgiu no Goiás em 1994. E a grande fase na carreira aconteceu pelo time esmeraldino, em 2000. Ele ficou famoso por ser o maior artilheiro de uma única edição do Campeonato Goiano daquele ano. Na mesma temporada, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro, junto com Magno Alves e Romário - todos com 20 gols.

Pronto! Dill se transformava em um dos grandes atacantes do futebol brasileiro. Imediatamente, chamou a atenção do futebol europeu. E a chance de jogar fora do país aconteceu em 2001. Ele foi contratado pelo Olympique de Marsellie.

Desaparecem os gols e a velocidade

Os gols pelo Olympique de Marsellie não apareceram. Foi apenas um em 14 jogos. Sem destaque no time francês, Dill foi tentar a sorte no Servette, da Suíça. Período catastrófico na carreira do atacante. Nenhum gol em sete jogos.

Em 2002, o São Paulo apostou no futebol de Dill. Mas o atacante não fez jus à contratação. Seu único gol marcado pelo tricolor paulista foi na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2002, contra o Botafogo. Por ironia, foi o gol que levou o alvinegro, o seu novo time em 2003, para a Segunda Divisão.

Mesmo reserva no Fogão, Dill fez oito gols na Série B daquele ano e ajudou a equipe a retornar à elite do futebol brasileiro. Em 2004, foi atuar pelo time “bom e barato” (pelo menos, era essa a intenção) do Flamengo. Não deu certo. O barato saiu caro para o Rubronegro. Dill foi uma grande decepção. Pior: protagonizou um lance grotesco que eliminou o Flamengo da Copa Sul-Americana de 2004. Na disputa por pênaltis contra o Santos, Dill "recuou" a bola para o goleiro do Peixe e selou de uma vez por todas sua sorte com a camisa rubronegra.

Em 2005, o atacante foi artilheiro do Campeonato Baiano pelo Bahia. Depois, disputou a Série A daquele ano pelo Brasiliense, que estreava na elite do futebol brasileiro. Mas, Dill caiu junto com o time candango.

Sem espaço no futebol brasileiro, o jogador foi tentar a sorte na segunda e na terceira divisões de Portugal. Atuou no Panafiel (2006), Deportivo Aves (2006/07) e Famalicão (2007/08). A carreira decadente o levou para o FK Suduva, da Lituânia. Também não deu certo. Dill não jogou nenhuma partida e seu contrato foi reincidido.

Em 2009, o atacante retornou ao Brasil. Atuou no Santa Cruz, durante o Campeonato Pernambucano e na Quarta Divisão do Nacional.

Com poucos gols pelo Santa, Dill voltou para Portugal nesta temporada. Com 36 anos, ele atua pelo Futebol Clube da Foz, da Segunda Divisão Portuguesa. O anúncio da aposentadoria está cada vez mais próximo.

A velocidade e o faro de gols deram lugar ao desaparecimento. Depois de uma carreira promissora, Dill conheceu os dois lados da moeda do mundo do futebol.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A receita do sucesso colorado

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Em dezembro de 2008, postei Inter cada vez mais internacional. Passados quase dois anos, o texto continua mais do que pertinente à realidade colorada. Nesta semana, o Saci faturou mais uma Libertadores, a segunda na história. Se igualou, em número de conquistas, ao Grêmio, o maior rival.


Foi a vitória da organização. De um time que ganha títulos consecutivos desde 2002. De um clube que, nos últimos quatro anos, faturou duas Libertadores, um Mundial, uma Recopa e uma Copa Sul-Americana. Para a Conmebol, entidade que comanda o futebol do Continente, o Inter se transformou em 2008 no clube mais "internacional" do Brasil.

O Colorado fez milagres e quebrou tabus. Fez Celso Roth conquistar, finalmente, um título importante. Até então, o técnico tinha só dois Gaúchos (Inter-97 e Grêmio-99) e um Nordestão (Sport-00) no currículo.

O Inter, enfím, quebrou uma sequência de derrotas de clubes brasileiros para equipes estrangeiras em decisões da Libertadores. O último triunfo de um time nacional sobre um clube do exterior em final aconteceu em 1999, quando o Palmeiras derrotou o Deportivo Cali nos pênaltis. Depois disso, os brasileiros entraram em choque contra clubes estrangeiros na final outras seis vezes. Mas sucumbiram em todas as decisões.

Veja a lista de derrotas:

2000 - Boca Juniors campeão; Palmeiras vice (2x2, 0x0 - 4x2 nos pênaltis)
2002 - Olimpia campeão; São Caetano vice (0x1, 2x1 - 4x2 nos pênaltis)
2003 - Boca Juniors campeão; Santos vice (2x0 e 3x1)
2007 - Boca Juniors campeão; Grêmio vice (3x0 e 2x0)
2008 - LDU campeã; Fluminense vice (4x2, 1x3 e 3x1 nos pênaltis)
2009 - Estudiantes campeão; Cruzeiro vice (0x0 e 2x1)

Exemplo de gestão

As glórias sempre aparecem em times organizados. É questão de tempo. No caso do Inter, Fernando Carvalho revolucionou o clube a partir de 2002, seja como presidente ou como vice-futebol. O Colorado voltou a ser grande depois de ver o Grêmio vencer tudo nas décadas de 80 e 90.

Carvalho deu organização ao Inter. Firmou contratos maiores com os atletas, para que eles se vinculassem ao clube. Índio e Guiñazu são grandes exemplos. O cartola também devolveu a auto-estima ao torcedor – primeiro, voltando a ganhar Gre-Nais; depois, conquistando títulos.

Outro fator interessante na direção de Carvalho é o número de sócios do Colorado: são mais de 100 mil. O maior número do Brasil e o sexto do mundo. Isso é sinônimo de vantagens para os torcedores e de dinheiro certo no caixa do clube. Em 2002, por exemplo, o Inter contabilizava apenas 7 mil sócios.

A aposta em jovens promessas que aparecem em outros clubes também é uma fórmula de sucesso da atual direção. O Colorado adquire esses jogadores com um preço muito baixo e ganha milhões sobre eles. O meia Giuliano é um grande exemplo. Ele foi comprado junto ao Paraná em 2008 quando tinha 18 anos. Agora, o jogador está supervalorizado e o Inter pode ganhar muito dinheiro em cima dele.

Do atual elenco, a mesma fórmula foi utilizada com os jogadores Leandro Damião, Taison, Everton, Dalton, Marinho e Oscar. Promessas compradas em outros clubes que se transformaram (ou podem se transformar) em realidade no Inter. Não é dinheiro jogado fora, apenas um investimento barato. Além de pensar na renovação do elenco, o Colorado pensa em dinheiro no caixa.

Por esses artifícios e vários outros, o Inter é um exemplo de gestão, que deve ser, sem nenhuma vergonha, copiado.

Imagem: Vipcomm

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

POR ONDE ANDA? Paulo Almeida

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Robinho, Diego, Elano, Renato... Jogadores que entraram para a história do Santos ao conquistarem o Campeonato Brasileiro de 2002. A maioria dos atletas daquele time ganhou prestígio após o título. Jogadores que chegaram ao futebol europeu e à Seleção Brasileira.

Mas, para o volante Paulo Almeida, o sucesso não durou muito. Ao contrário da ascensão dos companheiros, a carreira do jogador teve efeito contrário. Uma queda incrível.

Conheça a carreira decadente do volante.

Capitão dos Meninos da Vila

Famoso por sua garra e determinação dentro de campo, Paulo Almeida comandava a marcação do habilidoso meio-campo santista, campeão Brasileiro de 2002. Ele era o capitão da geração talentosa, conhecida como "Meninos da Vila".

Um time que ainda chegou à final da Libertadores do ano seguinte, contra o Boca Juniors. E naquela decisão, na qual o Santos foi derrotado, uma cena ficou marcada na carreira do baiano. Inconformado com a atuação do árbitro uruguaio Jorge Larionda, o volante tirou o cartão amarelo das mãos do juiz e mostrou-lhe como forma de repreensão.

A garra do volante o levou à Seleção Brasileira, na disputa da Copa Ouro. Mas, coincidentemente, o seu bom futebol parou por aí.

Em 2004, Paulo Almeida teve a chance de jogar na Europa. Foi negociado para o Benfica (POR), onde ficou aquém da expectativa. Com um péssimo futebol, chegou a ficar na reserva do Benfica B.

Sem espaço no clube português, Paulo Almeida retornou ao Santos em 2005. Fora de forma, foi pouco aproveitado na sua segunda passagem pelo Peixe. No ano seguinte, teve a oportunidade de disputar a Libertadores pelo Corinthians. Mas, também não teve muitas chances no time corintiano, que vivia um tumultuado período com a parceria com a empresa MSI.

Depois, Paulo Almeida passou por Coritiba (2007), Náutico (2008) e ABC de Natal (2008/09). O impressionante é que o volante foi dispensado nos três clubes por deficiência técnica.

O refúgio em Mato Grosso

Paulo Almeida, com 29 anos, ainda é considerado um jogador novo para o mundo do futebol. Mesmo assim, o seu desempenho não atrai clubes das Séries A e B do Brasil. Este ano, o volante foi mostrar a sua determinação no União Rondonópolis, do Mato Grosso. Com todo respeito, uma queda assustadora e rápida na carreira.

Pelo menos, Paulo Almeida foi um dos destaques da equipe que conquistou, pela primeira vez, o Campeonato Matogrossense. Assim como no Santos, o jogador também entra para a história do modesto União Rondonópolis.

Com o fim do Estadual de Mato Grosso, o clube encerrou o contrato com Paulo Almeida. Agora, o volante busca um novo time, que também aposte em sua "garra".

De fato, o jogador sentiu na pele a importância da regularidade, uma palavra-chave para se manter bem no sinuoso mundo do futebol.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Brasil se prepara para o Mundial de Basquete

Paulo Marques (@paulo16marques)

No final deste mês, mais precisamente no dia 28, começa o Mundial de Basquete masculino, na Turquia. A competição irá reunir 24 seleções, distribuídas por quatro grupos com seis equipes cada. Este vai ser o teste de fogo para a seleção e para o novo treinador, o argentino Rubens Magnano.

A esperança é que nossa seleção tenha uma boa passagem nesse Mundial. A experiência dos principais atletas que formam o elenco pode ser um dos principais ganhos para a equipe. Além de jogadores de grande nível que atuam no basquete nacional, o grupo de Magnano tem o suporte de jogadores que atuam no basquete europeu e na NBA.

Mesmo com a incerteza de que poderá contar com Nenê, que trata de lesão nos dois tendões de Aquiles, e Thiago Splitter, que sofreu uma contratura na cocha esquerda, o treinador ainda tem em mãos um elenco competitivo para o torneio.

O que pode fazer a diferença nesse mundial é a habilidade individual de alguns jogadores somada com a disciplina do pensamento em equipe de Magnano. Um dos destaques desta seleção é o armador Marcelinho, que faz parte da nova geração do basquete brasileiro. Dentro do garrafão, espera-se boas atuações do Ala/pivô Anderson Varejão, que atualmente joga no Cleveland Cavaliers, na NBA. Mais um jogador que é esperança para a torcida brasileira é o ala Leandrinho, do Toronto Raptors.

Outro ponto positivo na atual seleção é o próprio técnico. O argentino Rubens Magnano veio para colocar a equipe num padrão internacional, coisa que há muito tempo não se via. O treinador, que tem a fama de disciplinador, tem uma Olimpíada no currículo e vem para a seleção brasileira com o objetivo de levá-la a esta mesma competição, o que não acontece desde Atlanta-1996.

O pensamento de estar em Londres, em 2012, é só o primeiro passo almejado por Magnano para o basquete nacional. Igual ao que defendemos no Acréscimos, o técnico pretende desenvolver um trabalho com as categorias de base no país. Ele entende que com seleções de base com qualidade, teremos uma seleção adulta cada vez mais qualificada e competitiva.

O caminho dessa jornada já começou. O grupo que disputará o Mundial da Turquia já está reunido e realizando alguns jogos preparatórios. Em dois confrontos válidos pelo Super Four, o Brasil venceu Venezuela (92 x 50) e Angola (89 x 59). Foi na primeira partida que Splitter se machucou, mas o treinador ainda conta com ele para o Mundial.

Após estas duas partidas a seleção viajou para Nova York, nos Estados Unidos, para realizar outros jogos. Ontem, 12, os brasileiros venceram a china por 84 x 70. E nesta sexta-feira, 13, foi realizado mais um jogo, agora contra a seleção de Porto Rico, mas, diante de muito sol e muita cadência das duas equipes, o Brasil comandado por Magnano sofreu sua primeira derrota (77 x 55).

Nas quatro partidas a seleção se comportou bem e a única preocupação do técnico é a situação dos dois pivôs, Nenê e Thiago Splitter, que se recuperam de lesão. Ainda hoje os brasileiros viajam para Espanha, onde jogam contra a Argentina no dia 16 e contra a Espanha no dia 17. O último compromisso dos atletas antes do Mundial é na França, quando serão realizados os últimos três amistosos, entre os dias 22 e 24, deste mês – contra a Austrália, Ilhas Virgens e França.

O 16º Mundial de Basquete da Turquia começa no dia 28 de agosto e termina no dia 12 de setembro. Das 24 equipes, 16 passarão para as oitavas de final da competição. Antes, durante e depois do Mundial daremos informações sobre a competição. Acompanhe a cobertura ao vivo das partidas da seleção via o Twitter do Acrescimos.

Abaixo segue as equipes separadas por seus respectivos grupos:


Jogadores que disputarão o Mundial:

Pivôs

Maybyner Hilário “Nenê” – Pivô – 27 anos – 2,11m – Denver Nuggets (USA)

Murilo Becker – Pivô – 26 anos – 2,11m – São José (SP)

Tiago Splitter – Pivô – 25 anos – 2,11m – San Antonio Spurs (USA)

Anderson Varejão – Ala/Pivô – 27 anos – 2,11m – Cleveland Cavaliers (USA)

Alas

Marcus Vieira “Marquinhos” – Ala – 25 anos – 2,07m – Pinheiros (SP)

Guilherme Giovannoni – Ala – 29 anos – 2,04m – Universo (DF)

Leandro Barbosa – Ala – Toronto Raptors (EUA)

Marcelo Huertas – Ala – 26 anos – 1,91m – Caja Laboral (ESP)

Armadores

Marcelo Machado – Ala – 34 anos – 2,00m – Flamengo (RJ)

Alex Garcia – Ala/Armador – 30 anos – 1,91m – Universo (DF)

Welington Santos "Nezinho" – Armador – 29 anos – 1,85m – Universo (DF)

Raul Togni Neto – Armador – 18 anos – 1,80m – Minas Tênis (MG)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

POR ONDE ANDA? Sandro Hiroshi

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Os torcedores do São Paulo nunca vão se esquecer dele. Seja por lembranças positivas ou por lambanças da carreira do atacante. Com uma técnica refinada aliada à velocidade, Sandro Hiroshi despontou para o futebol como uma grande promessa. Chegou ao Tricolor Paulista, em 1999, para substituir o já renomado Dodô.

E o garoto nipo-brasileiro começou muito bem no São Paulo. Mas o que ficou marcado na carreira do atacante foi a falsificação de sua certidão de nascimento. O jogador se transformou no "gato" (apelido que se dá a jogadores que adulteram a idade) mais famoso do futebol brasileiro.

Depois do episódio, Hiroshi rodou, literalmente, pelo mundo. E após ficar um bom tempo sumido da mídia, o "Japonês voador" reapareceu no Santo André, o seu novo clube. É a chance de retomar a carreira no futebol brasileiro.

Conheça agora, a vida de Sandro Hiroshi no mundo do futebol.

Velocidade...

... Dentro de campo, para surgir, para desaparecer...

Um jogador que saiu da cidade de Tocantinópolis (TO), em 1999, com apenas 19 anos, para brilhar no Campeonato Paulista jogando pelo Rio Branco. No mesmo ano, chamou a atenção dos dirigentes do São Paulo, que o contratou para substituir Dodô. Esse foi o início meteórico de Sandro Hiroshi Parreão Oi no futebol.

Aliás, rapidez era a principal característica do atacante. Velocista, mostrou entrosamento imediato com o centroavante França. Mas, a queda da carreira de Sandro Hiroshi foi tão rápida quanto o seu sucesso meteórico. O jogador foi punido após um escândalo de adulteração de sua identidade. A certidão de nascimento teria sido adulterada pelo pai quando o jogador era criança.

Depois do episódio, o futebol de Sandro Hiroshi nunca mais foi o mesmo. Com poucas oportunidades no São Paulo, Hiroshi tentou a sorte no Flamengo, em 2002. Era uma nova chance na carreira. Era! Mas atacante não conseguiu brilhar no rubronegro. Também não conseguiu sucesso no Guarani, no Figueirense, no Al Jhazira (EMI)...

Sem espaço no futebol brasileiro, Hiroshi tentou recomeçar a carreira na Coréia do Sul, em 2005. Os gols até que reapareceram, mas de maneira moderada. Foram 20 gols em quatro anos atuando pelo Daegu e pelo Chunnan Dragons (f).

De fato, Hiroshi nem parecia um brasileiro jogando no futebol coreano. Não era considerado um atleta diferenciado no país. Começando pelas características físicas, que são orientais (o atleta tem descendência japonesa). A velocidade, que era a sua principal caracterísitica, também era muito encontrada no futebol coreano.

Em 2009, voltou ao futebol brasileiro. O América-RN apostou no seu futebol - não por muito tempo. Foram nove jogos pelo time potiguar e apenas um gol. No mesmo ano, voltou ao futebol coreano para atuar no Suwon Bluewings. Convivendo com várias contusões, fez apenas um jogo pelo clube.

Um novo Santo para ajudar

Para retomar a carreira, Sandro Hiroshi direciona a fé para um novo santo. Mais precisamente para o Santo André. Atualmente, com 30 anos, segundo seu RG verdadeiro, ele tenta mostrar seu futebol na difícil Série B.

“A intenção agora é ficar no Brasil e o Santo André está me dando esta oportunidade”, afirmou Sandro Hiroshi ao Diário do Grande ABC, logo na apresentação, em julho. O contrato do atacante foi feito até o final da temporada.

Até agora, Sandro Hiroshi só ficou de fora do último jogo, contra o América-MG. Neste retorno ao futebol brasileiro, o atacante, que em algumas partidas está atuando como armador, marcou um gol nos cinco jogos que disputou com a camisa do Santo André.

Será que o japonês vai voltar a decolar?

Reviravolta na carreira e no futebol brasileiro

Tudo estava indo muito bem na carreira de Sandro Hiroshi. Em menos de um ano, o jogador saía de Tocantinópolis, fazia a ponte em Americana e aterrizava em São Paulo. Mas, veio o inesperado. Hiroshi foi punido por uma adulteração de idade feita supostamente por seu pai.

A acusação mudou os rumos do Campeonato Brasileiro de 1999. O São Paulo fazia grande campanha, terminando com um brilhante terceiro lugar (depois, alterado para quarto nos tribunais) na fase classificatória.

Já na terceira rodada do Brasileirão, o atacante já havia sido acusado pelo Botafogo - que foi massacrado pelo São Paulo por 6 a 1 - de possuir uma irregularidade na transferência do Tocantinópolis para o Rio Branco. As acusações custaram três pontos do Tricolor no tapetão, que virariam seis após o Internacional entrar com o mesmo recurso na Justiça e levar a melhor.

O imbróglio não foi só um divisor de águas na carreira de Sandro Hiroshi. Foi também na história do Campeonato Brasileiro. Graças aos pontos obtidos por Botafogo e Internacional, o Gama acabou rebaixado - o que não teria acontecido se os resultados conquistados pelo São Paulo dentro de campo fossem mantidos.

Por isso, o time de Brasília não aceitou a situação imposta e partiu para a Justiça comum, onde conseguiu uma liminar que lhe dava o direito de disputar a Série A de 2000. Pressionada, a CBF preferiu não organizar o torneio nacional e deu o aval ao Clube dos 13.

A organização se aproveitou e trouxe de volta Fluminense, Bahia e América Mineiro à primeira divisão e criou a Copa João Havelange, que seria conquistada em 2000 (o último jogo foi disputado em 2001) pelo Vasco.

POR ONDE ANDA?

Luciano Dias (@jornlucianodias)

O Acréscimos estreia hoje (12) a série POR ONDE ANDA?. Um quadro que vai encontrar aqueles jogadores que apareceram e se destacaram em determinado momento da carreira, mas depois desapareceram.

A série será postada, a princípio, nas quintas-feiras. Sugestões para saber POR ONDE ANDA aquele jogador que fez sucesso em um grande clube e, depois, sumiu são bem vindas.

No primeiro post, vocês vão saber POR ONDE ANDA um nipo-brasileiro que se destacou no São Paulo no final da década de 90, mas depois pouco se ouviu falar dele. Trata-se de um atacante que teve a carreira manchada pela adulteração da idade.

Acompanhem o POR ONDE ANDA?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Alegria, Mano!

Luciano Dias (@jornlucianodias)


Brasil 2 x 0 Estados Unidos, em Nova Jersey. Gols de Neymar e Alexandre Pato. Podemos dizer que foi um placar normal, já que a Seleção Brasileira tem muito mais time que a norte-americana. Mas, além da esperada vitória, o Brasil voltou a jogar o futebol brasileiro. Sem depender das arrancadas de Kaká, da inspiração de Maicon, das pedaladas de Robinho, das loucuras de Lúcio, das defesas de Júlio César ou mesmo dos braços e da raça de Luis Fabiano.

Diante dos Estados Unidos, a "Era Mano Menezes" colocou a bola no chão, fez belas tabelas, driblou quando necessário e criou várias chances de gols. Tudo bem: os norte-americanos não têm um futebol de ponta. Mas, deu para perceber nestes 90 minutos a alegria retornando ao futebol brasileiro.

É Interessante ver jogadores como Neymar e Paulo Henrique Ganso não sentirem o peso da camisa amarela. Observar Alexandre Pato sintonizado como nunca na seleção. Conhecer a segurança de David Luiz, tão mencionada em Portugal. Assistir Lucas e Ramires, que além de vários desarmes, deram velocidade à saída de bola. Ao contrário de Gilberto Silva e Felipe Melo na Copa do Mundo (melhor esquecer). De fato, há muito tempo eu não vejo o Brasil com três atacantes e com um meio-campo que sabe tocar a bola.

Jogar bem e estrear com vitória é muito importante. Os três últimos treinadores da seleção, por exemplo, não conseguiram vencer no primeiro jogo. A equipe de Dunga empatou em 1 a 1 com a Noruega. A de Parreira não saiu do zero contra a China. Já Felipão estreou com derrota para o Uruguai por 1 a 0, em Montevidéu.

Mano Menezes, em apenas uma partida, conquistou a torcida e a imprensa brasileira. Dunga, em quatro anos, não conseguiu isso, mesmo vencendo a Copa América e a Copa das Confederações. Isso acontece porque carisma conta muito - em todos os segmentos da vida. E carisma faltou na "Era Dunga" e não deve faltar na "Era Mano".

Sim, ainda é cedo para eleger Mano Menezes como o "Grande Treinador da Seleção Brasileira". Até porque se não tiver resultados positivos, o técnico não presta, principalmente no Brasil.

Mas, por enquanto, vamos celebrar apenas a volta do futebol alegre. A torcida brasileira agradece. E a imprensa também!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Em busca do equilíbrio... Até quando?

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Um clube que tem um dos melhores elencos do país. Um time que tem Vanderlei Luxemburgo, um dos treinadores mais vitoriosos do futebol brasileiro. Que possui o melhor Centro de Treinamento do Brasil, segundo uma universidade mineira. Uma equipe que tem cinco jogadores de seleção, seja brasileira, paraguaia ou equatoriana.

Essas qualidades são do Clube Atlético Mineiro, que, teoricamente, estaria brigando pelo título do Campeonato Brasileiro. Apenas teoricamente mesmo. O time está na penúltima colocação do Nacional. Na última rodada, o Atlético perdeu, por 1 a 0, o clássico para o Cruzeiro, em Sete Lagoas. Aliás, nos últimos 16 jogos, o Galo derrotou o maior rival apenas uma vez.

A cada rodada, o discurso do treinador é o mesmo. "Daqui a pouco, tudo vai dar certo". "Daqui a pouco, a coisa vira". O problema é que o daqui a pouco pode ser tarde demais. Em 2005, o discurso era parecido. E o plantel também tinha jogadores renomados. O resultado foi o rebaixamento para a Série B.

Mas, o que está dando errado para o Galo? Seria a ausência do Mineirão? Seria o excesso de confiança com o título do fraco Campeonato Mineiro? Por coincidência, o Ipatinga, vice-campeão do Estadual de Minas, também sofre na zona de rebaixamento da Série B.

Contratações, contratações... desentrosamento

Talvez, o principal obstáculo atleticano é o desentrosamento. Afinal, foram 21 contratações pedidas por Luxemburgo só este ano. Praticamente um elenco inteiro. Isso prejudica, e muito, o equilíbrio da equipe. Além disso, a maioria dos jogadores ainda não mostrou a que veio. Será que isso é normal? Veja a extensa lista:

Goleiros:
Fábio Costa e Marcelo

Laterais direito:
Diego Macedo e Rafael Cruz

Zagueiros:
Cáceres, Lima, Jairo Campos e Réver

Laterais esquerdo:
Leandro e Fernandinho

Meias:
Zé Luis, Daniel Carvalho, Diego Souza, Edison Mendez, Nikão e Jackson

Atacantes:
Muriqui, Obina, Neto Berola, Ricardo Bueno e Jheimy


Destes contratados, apenas Muriqui deixou o clube. O atacante foi negociado para o futebol chinês. Podemos observar que somente Diego Souza e Fábio Costa são titulares absolutos. Por enquanto, por causa do nome mesmo. Afinal, Diego Souza foi o melhor jogador do Brasileirão do ano passado, quando atuava pelo Palmeiras. Já Fábio Costa tem um histórico de conquistas, principalmente, pelo Santos.

Jairo Campos começou o ano muito bem. Mas, quando o Galo começou a enfrentar adversários mais fortes, o zagueiro da seleção equatoriana passou a apresentar algumas falhas. Da mesma forma, Zé Luis também caiu de produção.

Cáceres, da seleção paraguaia, e Lima não mostram, nem de longe, o futebol de outras passagens pelo clube. A irregularidade dos laterais Leandro e Fernandinho também impressiona. Aliás, não foi por falta de aviso, já que os dois jogadores viveram altos e baixos nos últimos anos.

Diego Macedo, Ricardo Bueno e Neto Berola mostram algumas qualidades, mas a situação do time prejudica o desempenho dos atletas, que ainda buscam reconhecimento no futebol brasileiro. Nikão, Jackson e Jheimy são completamente desconhecidos. Somente apostas.

Edson Mendez e Réver, das seleções equatoriana e brasileira, respectivamente, ainda não estrearam. São grandes esperanças, principalmente, por causa do currículo dos dois atletas. Daniel Carvalho também é um grande jogador. Fez apenas uma partida e foi expulso. Mesmo assim, é esperança de dias melhores para o Galo.

Obina é um caso a parte. O jogador fez muitos gols no inicio do ano. Mas, uma contusão tirou o atleta dos gramados por três meses. Obina precisa, mais do que outros jogadores, de rítmo de jogo. Não é solução imediata, já que é um atleta que demora adquirir bom condicionamento físico.

O lateral direito Rafael Cruz, contratado em fevereiro, ainda vive a expectativa de estrear com a camisa alvinegra. Ele, que estava machucado, deixou o departamento médico há duas semanas. Mas, sinceramente, Rafael Cruz não é nenhuma solução para o Atlético.

Inspiração colorada

Para a tranquilidade da torcida atleticana, em 2009, o Internacional também figurava na zona de rebaixamento na mesma 12ª rodada. No final da competição, os colorados se classificaram para a Libertadores com o vice-campeonato.

Se Luxemburgo conseguir o sonhado equilíbrio, o final do Atlético pode ser o mesmo do Inter. Caso contrário, o filme de 2005 pode se repetir para os alvinegros.

Imagem: Atlético Mineiro

domingo, 1 de agosto de 2010

PERFIL: Vettel, mais um alemão veloz

Pedro Rotterdan (@protterdan)


Um alemão que leva no bolso dois amuletos. Um porquinho da sorte, com uma moeda dentro, comprado pelo pai. O presente foi dado depois de um acidente quando ainda corria kart. Na prova seguinte, com o talismã, venceu e não parou mais de carregá-lo no bolso. Mas esse não é o único objeto de sorte que o piloto leva no macacão durante as corridas. Em 2007, no GP dos Estados Unidos, ele encontrou uma moeda de um centavo de dólar na rua e, desde então, o “trocadinho” o acompanha durante os finais de semana de Grandes Prêmios.

Esse é Sebastian Vettel, o piloto alemão que ofuscou o retorno do compatriota Michael Schumacher para a Fórmula 1. A carreira começou no kart em 1995, antes de completar oito anos. Em 2001, quatro títulos: Europeu, Francês, Alemão e o Campeonato de Mônaco. Pela F-BMW, em 2004, foi campeão Alemão com 18 vitórias em 20 provas e 15 pole positions.

Nas horas livres, para relaxar, curte snowboard, mountain bike e natação. O prato preferido? Macarrão. Bebida favorita? Nada de álcool, só leite mesmo. Deve fazer isso tudo ao som de Beatles, a banda favorita do piloto.

Em 2007, Vettel era o terceiro piloto da BMW Sauber e correu no GP dos Estados Unidos pela escuderia. A moedinha encontrada dias antes da prova já estava no bolso e deu sorte ao piloto, que conseguiu o oitavo lugar. Depois do bom resultado, Vettel foi para a Toro Rosso (STR) para substituir o norte-americano Scott Speed, que havia brigado com a equipe. Na temporada, foram oito corridas (uma pela BMW Sauber) e a melhor colocação foi um quarto lugar na GP da China.

Em 2008 a primeira vitória, dele e da STR. O GP da Itália entrou, definitivamente, na história do piloto, já que a Toro Rosso estava entre as piores equipes da F-1. Vencer o GP deu a Vettel o primeiro recorde dele na F-1. Se tornou a pessoa mais jovem a terminar uma corrida em primeiro lugar com 21 anos, três meses e oito dias. Geralmente, as equipes ficam com o troféu da corrida e dão uma réplica aos pilotos, mas a SRT deixou Vettel ficar com o original.

Muito supersticioso, o alemão disse, para um site de fãs, que se cruzar com um gato preto na rua certamente muda o caminho, além de ter medo de ratos. Ele também confessa um trauma de infância "Quando eu era pequeno, eu levei um troféu para a escola comigo. Os outros meninos o quebraram. Desde então, eu só falo sobre o meu esporte se me perguntam". Mesclando estudos e velocidade, em 2005 teve que sair correndo de uma cerimônia de premiação pra fazer uma prova na escola.

Em 2009 chegou à Red Bull (RBR) e foi vice-campeão com quatro vitórias, 11 pódios e 84 pontos. A segunda vitória na categoria e a primeira pela nova escuderia aconteceram no GP da China. Como prêmio, Vettel guardou o macacão usado na corrida para, sempre que quiser, se lembrar do feito.

GP da Hungria – Safety Car define posições e F-1 tem novo líder

Com muito sol e pista quente, o australiano Mark Webber soube aproveitar a entrada do Safety Car, na 17ª volta, levou a prova e assumiu a ponta da competição. O piloto foi beneficiado com o abandono de Lewis Hamilton na corrida deste domingo (01). Sebastian Vettel largou na frente, manteve o primeiro lugar, mas foi prejudicado pela entrada do carro de segurança e terminou a prova em terceiro. O espanhol Fernando Alonso ficou em segundo. Sebastian Vettel largou na frente, ficou em primeiro até a entrada do carro de segurança na pista e terminou em terceiro. Felipe Massa largou e terminou a prova em quarto lugar.

Em uma prova sem muitas emoções, Rubens Barrichello e Michael Schumacher protagonizaram a cena mais forte do GP. Os ex-companheiros de Ferrari disputavam posição e, a 4 voltas do fim, o brasileiro ultrapassou o desafeto na reta dos boxes. Em uma ação desesperada para evitar a ultrapassagem, Schumacher fechou Barrichello e, se o muro não chegasse ao fim, poderia ter causado um grave acidente. Com isso, Rubinho terminou a prova em 10º e marcou um ponto. Schumacher foi punido pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e perderá 10 posições no grid de largada no próximo Grande Prêmio, na Bélgica, no próximo dia 29.

Após o GP da Hungria, a classificação geral ficou assim: Mark Webber lidera com 161 pontos, seguido de Hamilton (157), Vettel (151), Button (147), Alonso (141) e Massa (97). Barrichello é o 11º, com 30 pontos. Di Grassi e Senna seguem sem pontuar.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Geração Londres

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Após a decepção da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira de Futebol já pensa nas Olimpíadas de 2012, que será disputada em Londres. Trata-se da única competição que o nosso país nunca venceu. Inclusive, Londres 2012 pode ser a útima oportunidade de conquista, já que cogita-se que o futebol deixe de ser disputado nos Jogos Olímpicos.

A classificação (são duas vagas para a América de Sul) estará em jogo no Sul-Americano Sub-20, que será disputado no Peru, no início de 2011.

Já pensando em Londres, observa-se no Brasil uma safra muito boa de jogadores. Uma geração talentosa, praticamente pronta. Sem contar que em nosso país sempre surgem promessas momentos antes das competições. Também é válido lembrar que só poderão atuar em Londres atletas nascidos a partir de 1989 - além dos três jogadores acima de 23 anos que cada seleção pode escolher.




Mano Menezes, o novo técnico da seleção, já está pensando nos Jogos Olímpicos e, consequentemente, na Copa de 2014. Basta observar a primeira convocação do treinador para o amistoso contra os Estados Unidos, em Nova Jersey, no dia 10 de agosto. Uma seleção muito renovada.

Dentre os 24 jogadores chamados por Mano, sete tem idade para defender a seleção nas próximas Olimpíadas. São eles:

Renan (goleiro) - Avaí
Rafael (lateral-direito) - Manchester United-ING
Sandro (volante) - Internacional
Paulo Henrique Ganso (armador) - Santos
Alexandre Pato (atacante) - Milan-ITA
André (atacante) - Santos
Neymar (atacante) - Santos

Confira agora uma lista com outros bons jogadores que podem servir a seleção nas Olímpiadas de 2012:

Goleiros:
Rafael - Cruzeiro
Renan - Botafogo
Renan Ribeiro - Atlético-MG
Rafael - Santos
Darley - Feyenoord-HOL
Neto - Atlético-PR

Laterais direitos:
Douglas - Goiás
Raul - Atlético-PR
Patric - Avaí
Danilo - Santos

Zagueiros:
Mário Fernandes - Grêmio
Breno - Bayern de Munique-ALE
Sidnei - Benfica-POR
Rafael Tolói- Goiás
Manoel - Atlético-PR
Bruno Costa - Atlético-PR
Dalton - Internacional
Welington - Cruzeiro

Laterais esquerdos:
Diego Renan - Cruzeiro
Alex Sandro - Santos
Fábio - Manchester United-ING
Bruno Collaço - Grêmio (emp. Ponte Preta)
Dodô - Corinthians

Volantes:
Airton - Benfica-POR
João Pedro - Atlético-MG
Fransérgio - Atlético-PR
Tinga - Palmeiras
Uchoa - Cruzeiro
Casemiro - São Paulo

Armadores:
Phillipe Coutinho - Inter de Milão-ITA
Giuliano - Internacional
Douglas Costa - Shakhtar-UCR
Maylson - Grêmio
Elkeson - Vitória
Alex Teixeira - Shakhtar-UCR
Bernardo - Cruzeiro (emp. Goiás)
Tartá - Fluminense
Renan Oliveira - Atlético-MG (emp. Vitória)
Alan Patrick - Santos
Mithyuê - Grêmio (emp. Atlético-PR)
Dudu - Cruzeiro (emp. Coritiba)
Oscar - Internacional
Erick Flores - Flamengo (emp. Ceará)
Zezinho - Santos
Éverton Ribeiro - Corinthians (emp. São Caetano)
Sérgio Mota - São Paulo

Atacantes:
Dentinho-Corinthians
Wellington Silva - Arsenal-ING
Alan - Fluminense
Walter - Internacional
Ciro - Sport
Caio - Botafogo
Mazola - São Paulo (emp. Guarani)
Jonathan Reis - PSV-HOL
Diego Maurício - Flamengo
Alan Kardec - Benfica-POR
Bergson - Grêmio
Jonathan - Vasco

Um dos principais problemas enfrentados pela seleção em Olimpíadas é o fato de os clubes europeus não serem obrigados a liberarem seus atletas para a competição. Como os jogadores brasileiros deixam o país muito cedo, boa parte deles já está atuando na Europa antes dos 23 anos.

Mano Menezes prometeu iniciar de forma bastante antecipada um trabalho de planejamento com vistas à Olimpíada, com o qual pretende convencer os times europeus a cederem os principais jogadores brasileiros para a competição.

A safra é boa. Resta selecionar os grãos com sabedoria e tranquilidade. Sem contar que novos talentos ainda vão aparecer. Além disso, as perspectivas com Mano Menezes são muito positivas.