sexta-feira, 20 de maio de 2011

POR ONDE ANDA? Aloísio Chulapa

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Atacante trombador, de fala engraçada... Conquistou vários títulos, principalmente, no São Paulo. O POR ONDE ANDA? de hoje encontrou Aloísio José da Silva ou Aloísio Chulapa, que tenta reencontrar o caminho das redes no interior de Santa Catarina.

Alagoano promissor

Nascido em Atalaia, cidade alagoana marcada pelo episódio da destruição do Quilombo dos Palmares, Aloísio despontou no CRB, ainda no time júnior. Em 1995, aos 19 anos, foi contratado pelo Flamengo. Ficou no rubronegro por dois anos, mas não teve muitas oportunidades em um time repleto de estrelas, como Romário, Sávio e Edmundo.

Em 1997, foi contratado pelo Guarani, mas também teve passagem apagada. Marcou apenas um gol em 17 jogos. No mesmo ano, foi negociado ao Goiás, onde o atacante começou a se destacar. Ficou no clube esmeraldino por três anos, o suficiente para conquistar o tricampeonato estadual.

Com o sucesso em Goiás, o atacante teve a chance de jogar no futebol francês, em 1999. Atuou por quase dois anos no Saint Etienne. Em 2001, veio a chance de vestir a camisa de um time grande da França: o Paris Saint German (PSG) , onde atuou com Ronaldinho Gaúcho. Título mesmo apenas da Copa Intertoto da UEFA, campeonato com equipes que não alcançavam a classificação para as principais competições europeias, ou seja Liga dos Camepeões e Copa da Uefa.

Em 2003, Aloísio foi contratado pelo Rubin Kasan, da Rússia. Foram dois anos de frio, nenhum título e apenas dois gols.

O belo retorno

Depois de passagem apagada no futebol russo, Aloísio foi contratado pelo Atlético Paranaense, em 2005. Um retorno na hora certa. O Furacão foi campeão paranaense e chegou à decisão da Libertadores. O atacante foi um dos destaques da equipe.
No mesmo ano, a chance de jogar no São Paulo. Aos 30 anos, chegava o grande momento na carreira. Ele ficou no Tricolor por quatro anos. Logo na primeira temporada, Aloísio conquistou o Mundial de Clubes. Foi dele a assistência para o gol de Mineiro na grande final contra o Liverpool.

Nos anos seguintes, em 2006, 2007 e 2008, veio o tricampeonato Brasileiro. Aloísio se transformou em uma das referências da equipe. Ganhou apelidos... No Tricolor, ele virou Aloísio Chulapa, apelido relacionado à semelhança física do jogador com Serginho Chulapa, ídolo sãopaulino entre as décadas de 1970 e 80.

O jogador também ganhou apelidos engraçados. O meia Souza, mesmo trocando o C pelo S, passou a chamar o atacante de “CB” (Sangue Bom).

Em busca de dólares, Aloísio se transferiu para o Al Rayyan, do Qatar, no final de 2008.

Um novo retorno... Sem sucesso!

Aloísio retornou ao futebol brasileiro, em 2009, para jogar no Vasco. Mesmo sem destaque, foi campeão da Série B com a camisa do time cruzmaltino. No ano seguinte, voltou ao Nordeste para atuar no Ceará. Uma passagem desastrosa pelo Vovô. Foram três jogos, nenhum gol marcado e um pênalti perdido.

Depois de três meses, acertou com o Brasiliense. Outra decepção. Foram apenas quatro gols no time candango e um rebaixamento para a Série C no currículo.

Uma nova chance na Colônia do Itajahy

Em 2011, com 36 anos, Aloísio ganhou uma nova oportunidade na carreira. Ele foi contratado pelo Brusque,de Santa Catarina para a disputa do Estadual. Chulapa marcou apenas dois gols pela equipe e o time não foi bem no Catarinense, ficando em sexto lugar nos dois turnos da competição.

Com o fim do Estadual, cogitou-se a saída de Aloísio para o CRB, time que o revelou, mas dirigentes do Brusque fizeram esforços para manter o atacante no clube. O espírito de liderança de Chulapa falou mais alto para a disputa da Série D.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A polêmica de 56

Luciano Dias (@jornlucianodias)


A hegemonia de Cruzeiro e Atlético em Minas não se discute. Juntos, eles possuem 76 títulos estaduais - 40 conquistas do Galo e 36 da Raposa.

Mas, os dois clubes se enfrentam na decisão do Estadual apenas pela 18ª vez , em 96 campeonatos realizados.

Das 17 finais diretas entre os rivais, a hegemonia é cruzeirense. Foram 11 triunfos contra sete do Galo.

Você pode achar estranho esta conta. Foram 17 finais, mas o cálculo 11 (vitórias do Cruzeiro) + 7 (vitórias do Atlético) é igual a 18.

Calma! Vamos resolver isso agora. O motivo da confusão é o Campeonato de 1956, quando a Federação Mineira declarou ambas as equipes campeãs da competição.

Naquele ano, o Campeonato Mineiro ainda se chamava Campeonato da Cidade e era disputado somente por clubes da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O Atlético foi campeão do 1º turno e disputou o título com o Cruzeiro, campeão do 2º, em uma melhor de três partidas.

Placar das três partidas:
Atlético 1 x 1 Cruzeiro
Atlético 0 x 0 Cruzeiro
Atlético 1 x 0 Cruzeiro

Pelos números, o Atlético deveria ser o campeão. Mas, o alvinegro havia escalado o lateral-esquerdo Laércio irregularmente no campeonato e a Raposa entrou com um recurso exigindo os pontos do segundo jogo da decisão, que terminara empatado em 0 a 0. O recurso foi aceito pelo STJD, que exigiu que houvesse uma quarta partida. O Atlético recorreu da decisão, o processo se arrastou em várias instâncias e, em março de 1959, os clubes aceitaram a proposta do Conselho Nacional do Desporto de dividir o título.

Estaduais decididos entre os rivais:
1940 - Cruzeiro campeão
1954 - Atlético campeão
1956 - Ambos foram declarados campeões
1962 - Atlético campeão
1967 - Cruzeiro campeão
1972 - Cruzeiro campeão
1976 - Atlético campeão
1977 - Cruzeiro campeão
1985 - Atlético campeão
1987 - Cruzeiro campeão
1990 - Cruzeiro campeão
1998 - Cruzeiro campeão
2000 - Atlético campeão
2004 - Cruzeiro campeão
2007 - Atlético campeão
2008 - Cruzeiro campeão
2009 - Cruzeiro campeão

Veja a matéria do Esporte Fantástico Minas:

Produção: Luciano Dias
Repórter: Maicon Mendes

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