domingo, 21 de setembro de 2008

Muita obediência e vontade e pouco brilho na Ilha do Retiro

Coluna tática por Thiago Ricci


Sport e São Paulo deixaram qualquer amante do futebol de péssimo humor hoje a tarde, após machucarem a bola na Ilha do Retiro. O placar, como citado na Band, poderia ser a nota da partida: 0 a 0.

Vamos às considerações táticas.

Os dois times jogaram de formas parecidas na defesa: três zagueiros e dois alas fechando o meio-campo e apoiando o ataque. A diferença neste ponto é a qualidade dos zagueiros são-paulinos e Carlinhos Bala como ala direita.

Pouco à frente dos zagueiros, o Sport se protegia com Andrade e Júnior Maranhão, este último saindo um pouco mais. O tricolor paulista jogou um pouco diferente. Zé Luís ficou visivelmente mais recuado (às vezes se posicionando como um quarto zagueiro), enquanto Hernanes tentava tabelar com Joílson.

Se no ataque as equipes estavam bem parecidas (um mais enfiado, outro recuando para buscar jogo), o "camisa 10" se posicionaram de formas diferentes. Hugo, mais recuado, se preocupou em marcar mais e cair bastante para a esquerda. Kássio teve menos obrigação para marcar e fez um papel maior de distribuidor - mesmo que tendesse a ficar mais na esquerda.


São Paulo não consegue aproveitar espaço de Carlinhos Bala



O grande vacilo do limitado, tecnicamente, time do São Paulo foi não aproveitar os espaços deixados pelo ala improvisado Carlinhos Bala. O jogador, atacante de ofício, deixou uma verdadeira avenida na faixa da esquerda do time paulista.

Quando a equipe de Muricy Ramalho recuperava a bola, Andrade cobria o ala-direito, e Igor tinha que sair em busca de Hugo. Com isso, sobrava um verdadeiro buraco (ver tabela ao lado) que não foi aproveitado pelo tricolor.

Hernanes, em tarde infeliz, poderia ocupar aquela faixa, assim como Joílson. O próprio Dagoberto poderia se desvencilhar da marcação e fazer alguma jogada no setor.

Se nenhuma dessas opções fossem realizadas (como não foram), o São Paulo tinha ainda como vantagem o fato da defesa do Sport ser obrigada a jogar sem nenhum jogador na sobra. Mas faltou brilho para conseguir o êxito.

Obs.: Mais uma vez, lamentável a transmissão da Bandeirantes. Agora, foi o grande, mas velho, Luciano do Valle quem fez feio. O consagrado locutor não conseguiu identificar um jogador do meio-campo do Sport. Sem comentar a pronúncia esdrúxula do nome Keirrison. Neto, pra variar, só conseguiu se destacar com os gritos.

Obs.2: Horrível a arbitragem de Djalma Beltrame. Começou distribuindo inúmeros amarelos e depois não manteve o critério. Entre outros erros, Dagoberto deveria ter sido expulso aos 14 min da etapa final depois de dar um chute, mesmo sem querer, no rosto de um jogador rubro-negro.

Um comentário:

fernanda resende disse...

parabeeeens acrescimos... Mudanças em breve... bjs