sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Alexandre Kalil é o 48º presidente do Galo

Coluna Luciano Dias - Memória e calculadora esportiva

Foram 43 dias sem presidente. Mas, enfim, nesta quinta-feira, 30, o Atlético elegeu o seu novo mandatário: Alexandre Kalil, 49 anos. O ex-presidente do Conselho Deliberativo do clube e ex-diretor de futebol, recebeu 271 votos dos conselheiros, contra 130 para Sérgio Bias Fortes e apenas um para Itamar Vasconcellos. Houve um voto nulo. Compareceram 403 dos 474 conselheiros com direito a voto.

Logo após o resultado da eleição, o vencedor tomou posse para um mandato até o dia 31 de dezembro de 2011. Alexandre Kalil vai substituir Ziza Valadares, que não suportou a pressão e renunciou no dia 18 de setembro passado, seguido por seus quatro vice-presidentes.

Alexandre Kalil é o 48º presidente na história alteticana – uma média de um comandante há cada dois anos. O primeiro foi Margival Mendes Leal, de 1908 a 1910. Na história centenária, o Galo teve presidentes de diversos estilos e de variados comportamentos. Alguns foram vitoriosos, outros ficaram marcados por catástrofes.

A torcida alvinegra não se esquece de Nelson Campos, presidente da maior conquista do clube: o Campeonato Brasileiro de 1971. Walmir Pereira assumiu em 1975 e junto com ele surgiram grandes revelações para o futebol nacional, como Toninho Cerezo, Reinaldo, João Leite e Marcelo Oliveira. Em 1977, o Atlético foi vice-campeão Brasileiro com uma curiosidade: o time perdeu o campeonato nos pênaltis para o São Paulo, no Mineirão, e terminou a competição de maneira invicta. Nelson Campos retornaria entre 1985 a 1988.

Elias Kalil, pai de Alexandre Kalil, foi o presidente de 1980 a 85. Ele não era tão polêmico igual ao filho, mas tão apaixonado quanto. Quando assumiu, Elias declarou que o Cruzeiro não comemoraria títulos enquanto ele fosse o presidente. A projeção quase deu certo, se não fosse o título do Campeonato Mineiro que o time celeste conseguiu em 1984. No seu primeiro ano de mandato, o Galo foi vice-campeão do Brasileirão novamente, desta vez sendo derrotado para o Flamengo, em 1980.

Afonso de Araújo Paulino assumiu em 1989 e com ele surgiram dívidas, contratações decepcionantes, escassez de títulos e crescimento do maior rival. A “Selegalo” de 1994, com Neto, Renato Gaúcho, Éder e Gaúcho, foi o estopim para a torcida alteticana. Paulo Cury (1995-98) e Nélio Brant (1999-01) deixaram as dívidas alvinegras alarmantes.

Como resolver a dívida? Talvez contratar um bancário. E o escolhido foi Ricardo Guimarães (2001-06). Após vários projetos, ele ficou marcado por ser o presidente do rebaixamento da equipe para a segunda divisão em 2005. Ziza Valadares assumiu em 2007 e ficou marcado por promessas, e só. Veio 2008, esperado ano do centenário, mas os vexames eclodiram por sua renúncia em setembro.

Agora é a vez de Alexandre Kalil. Apaixonado, polêmico e, acima de tudo, atleticano. Mas isso não basta para a torcida alvinegra.

Primeiras missões de Kalil

O principal desafio do eleito será organizar as finanças e armar uma equipe vencedora. Para Kalil, o melhor caminho é justamente apostar no futebol. E, para isso, a torcida é a principal aliada. Ele pretende promover a reaproximação dos torcedores, afastados do time depois de tantos fracassos. Kalil informou que os ingressos para o jogo contra o Vasco, dia 16 de novembro, pelo Brasileirão, custarão R$ 5 em qualquer setor do Mineirão.

As dívidas do Atlético ultrapassam R$ 200 milhões. O clube tem um déficit mensal de R$ 2 milhões. De cara uma grande dor de cabeça: o clube caminha para três meses de salários atrasados, período que se for completado, no final da próxima semana, pode resultar na saída de jogadores via Justiça do Trabalho.


Imagem: Jorge Gontijo/ Estado de Minas

3 comentários:

Saulo disse...

Que esse novo presidente do Galo faça um belo trabalho para o clube. O Atlético-MG precisa muito de pessoas competentes administrando o clube.

bruno miranda disse...

melhor q o kalil acho q não tem.
vamo v como vai ser

Anderson Siqueira disse...

Vocês não tem RSS aqui não?