sábado, 30 de abril de 2011

Coxa faz história

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Caxias-RS 0, Coritiba 1. Mais uma vitória do Coxa. Foi o 22º triunfo consecutivo da equipe, quebrando o recorde do badalado Palmeiras de 1996. Os belos números não param por aí. Já são 27 jogos invictos, com 25 vitórias e dois empates.

Foto: Coritiba

Impressionante!! Mas, afinal, qual é o segredo do clube paranaense?

Na verdade, não tem nada de segredo. A boa fase do Coritiba é apenas fruto da manutenção de um trabalho iniciado por Ney Franco, em 2009, e continuado, este ano, pelo “tampão” (agora deixou de ser “tampão) Marcelo Oliveira, aquele mesmo rejeitado várias vezes pelo Atlético-MG.

O clube manteve boa parte do grupo campeão da série B do Brasileirão, em 2010. Assistindo poucas partidas da equipe, vejo um Coxa unido e rápido, que ataca e defende em bloco. Os jogadores estão sempre se movimentando, o que deixa o time versátil e difícil de marcar. E com este futebol moderno, as vitórias apareceram e não pararam mais...

O melhor veio na semana passada. Ganhar o Bicampeonato Paranaense, contra o rival Atlético-PR, dentro da Arena da Baixada, com goleada (3 a 0), não tem preço para os Coxas Brancas.

Sim, tudo bem: o Coritiba fez apenas quatro jogos com times de primeira divisão nesta temporada, mas RECORDE é RECORDE. É o suficiente para transformar jogadores médios, como Emerson, Bill, Davi, Marco Aurélio, Léo Gago e Rafinha em estrelas.

Na Copa do Brasil, a bela campanha se repete – seis jogos e seis vitórias. Na sequência da competição, o Coritiba tem um belo teste contra o Palmeiras. Um jogo que vai colocar em prova o time paranaense.

Mas é bom deixar claro. Perdendo ou não para os paulistas e fazendo boa campanha ou não no Campeonato Brasileiro, o Coritiba e o “tampão” Marcelo Oliveira já entraram para a história do futebol. E não adianta contestar!

Veja as 22 vitórias seguidas do Coxa:


Outros recordes:

Se levarmos em conta o período de invencibilidade, contando vitórias e empates, Botafogo e Flamengo lideram o ranking. A dupla ficou 52 jogos sem perder. O Flamengo, entre outubro de 1978 e maio de 1979, enquanto o Bota não foi derrotado entre setembro de 1977 e julho de 1978.

A surpresa está na terceira colocação. Entre 1967 e 1968, o Desportiva-ES ficou 51 jogos sem derrotas. Três jogos a mais que Bahia, Grêmio e Santa Cruz. Já o São Paulo ostenta invencibilidade de 46 jogos na temporada de 1975.

sábado, 16 de abril de 2011

POR ONDE ANDA? Wellington Dias

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Quando o Brasiliense apareceu com destaque no cenário nacional, em 2002, ele era o craque do time. O POR ONDE ANDA? encontrou o meia-atacante Wellington Dias. De promessa do futebol brasileiro, o jogador passou a conviver com a palavra decepção. Hoje, por incrível que pareça, ele disputa apenas o campeonato municipal de Orizona, interior de Goiás.

O começo em Goiás

Wellington Vicente Dias nasceu em Caldas Novas, na região sul de Goiás. E foi em sua cidade natal que o jogador começou a sua carreira, em 1994. No mesmo ano, então com 17 anos, o promissor tentou a sorte no Flamengo. Ele foi aprovado na peneira rubronegra, mas a falta de adaptação no Rio de Janeiro e, principalmente, a saudade dos pais fizeram com que o meia-atacante voltasse ao Caldas Novas.

Em 1996, Wellington Dias conseguiu a chance de jogar na capital goiana. Primeiro, atuou pelo Atlético Goianiense. Ficou três anos no Dragão, onde viveu bons momentos. Em 1999, foi contratado pelo Vila Nova, mas não conseguiu fazer boas partidas. No mesmo ano, começou a peregrinação pelo interior goiano. Atuou pelo Anapolina (1999/2000), Grêmio Inhumense (2001) e CRAC (2001).

Tempos que Wellington Dias também era conhecido como Zezé, pois tinha o cabelo igual ao do cantor sertanejo Zezé di Camargo.

Brasiliense: o grande momento


Depois das andanças pelo interior goiano, Wellington Dias foi contratado pelo Brasiliense, time presidido pelo ex-senador Luis Estevão, em 2001. Era o começo da fama. O meia-atacante comandou a equipe de Taguatinga no vice-campeonato da Copa do Brasil de 2002. Wellington fez grandes partidas e foi o vice-artilheiro da competição, com oito gols.

Pronto! Com 24 anos, era questão de tempo para Wellington Dias jogar por um grande clube do futebol brasileiro. Rápido e habilidoso, o jogador foi disputado por times como São Paulo, Flamengo, Atlético-MG e Corinthians. Mas, a negociação não aconteceu. O motivo? Luis Estevão não liberou o jogador, que foi obrigado a permanecer no Brasiliense. Para se ter uma ideia, a multa rescisória para tirar o atacante do time candango era muito alta, cerca de R$ 15 milhões.

O sonho acabou


Insatisfeito, Wellington Dias permaneceu no Brasiliense, ajudando o time candango a conquistar a Série C, em 2002, e a Segundona, em 2004. A equipe de Taguatinga cresceu, mas o futebol de Wellington desapareceu na mesma proporção. Sem muito destaque no Brasiliense e convivendo com seguidas contusões, o jogador deixou o clube em 2006, depois de quatro anos.

Wellington Dias nunca mais foi o mesmo jogador. Rodou por várias equipes de menor expressão do futebol brasileiro. Em dois anos, foram seis clubes: Guaratinguetá-SP, Esportivo Guará-DF e Fast Club-AM, em 2007, e Guarani de Divinópolis, Iporá-GO e Funorte-MG (foto), em 2008.

Em 2009, Wellington Dias voltou ao Brasiliense. Mas passou longe de ter o mesmo sucesso da passagem anterior. Ele ainda foi emprestado para o Brasília, para o CFZ e para o Capital. Ano passado, na disputa da Segundona, o jogador recebeu algumas chances no Brasiliense. No entanto, o rebaixamento do time de Taguatinga para a Série C decretou a dispensa do meia-atacante.

O sonho de Wellington Dias de vestir a camisa de um grande clube acabava com aquela demissão.

Orizona

Você conhece Orizona? É uma simpática cidade do sul de Goiás, com pouco mais de 15 mil habitantes. E é neste município que Wellington Dias, agora com 33 anos, está jogando. O meia-atacante é um dos destaques do Guarani local, que disputa o Campeonato Municipal.

Isso mesmo! De promessa do futebol brasileiro, Wellington Dias se transformou no grande nome do disputado Campeonato Municipal de Orizona.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Preocupação cruzeirense!?

Luciano Dias (@jornlucianodias)

A primeira fase do Cruzeiro na Copa Libertadores deste ano foi memorável. O time teve a melhor colocação geral com números incríveis: 16 pontos (cinco vitórias e um empate), 20 gols marcados e apenas um sofrido. Foram quatro goleadas, sendo duas no Estudiantes (5 a 0 e 3 a 0), o algoz da decisão da Libertadores de 2009.

Números que credenciam ainda mais o favoritismo do Cruzeiro rumo ao tricampeonato. Foi a segunda vez que o time celeste teve a melhor campanha geral na primeira fase. Antes, o fato aconteceu em 1976, quando o time conquistou a América pela primeira vez. Ótima coincidência para os cruzeirenses.

Mas a empolgação deve parar por aí. Ser líder na classificação geral da primeira fase não quer dizer muito. A última vez que o time dono da melhor campanha sagrou-se campeão foi em 1996, quando o River Plate levou o caneco. De lá pra cá, apenas o Fluminense chegou à decisão, em 2008. Lembrança dramática para os tricolores, que perderam a final para a LDU (EQU), com o Maracanã lotado.

Para piorar, desde que a nova versão da Libertadores foi criada em 2000, com oito grupos, nenhum time que teve a melhor campanha na primeira fase conseguiu levar o título. Para ser ter uma ideia como não é bom ficar empolgado, o Santos, em 2007, e o Vasco, em 2001, tiveram 100% de aproveitamento na primeira fase, mas foram eliminados nas quartas de finais da competição. O Peixe caiu para o América (MEX), do carrasco Cabañas, e o Vasco foi eliminado para o Boca Juniors de Riquelme, que semanas depois seria o campeão.

O Corinthians foi líder geral neste começo em três oportunidades (1999, 2003 e 2010) nos últimos 15 anos, mas passou longe de conquistar o caneco. Por outro lado, o próprio Cruzeiro, bi campeão em 1997, mostra que ter melhor campanha neste início não é tudo. O time teve uma primeira fase muito irregular, mas conquistou o título naquele ano.

Injustas ou não, estas são apenas algumas peças que o mundo do futebol pode apresentar. Um esporte que nem sempre a primeira impressão é a que fica.

Veja a tabela que mostra o drama dos times que tiveram a melhor colocação geral na primeira fase, mas não levaram o título da Libertadores:


Manter as belas atuações

Números e coincidência de lado, o Cruzeiro tem tudo para quebrar o tabu este ano. Além de ter um bom elenco nas mãos, o técnico Cuca está dando um show tático. Variações de jogadas, padrão de jogo... O resultado é visto dentro de campo, com belas atuações e goleadas.

Um grande time começa com um grande goleiro. No Cruzeiro não é diferente, já que Fábio mostra que é realmente o melhor da posição no Brasil na atualidade. Pena que Mano Menezes não enxerga isso. Na zaga, a contratação do uruguaio Victorino caiu como uma luva. Inclusive, o contestado Gil teve um crescimento considerável . Pablo está surpreendendo na lateral direita e Gilberto esbanja categoria e experiência na esquerda.

No meiocampo, Cuca encontrou a formação ideal com dois volantes e dois meias. Quatro jogadores em grande fase. Marquinhos Paraná mantém a média, Henrique virou jogador de seleção, Roger está resgatando o bom futebol e Montillo (foto) é o craque do time. De fato, o argentino é o jogador que faz toda a diferença.

No ataque, a imprensa e os torcedores questionaram a ausência de um camisa 9. O que não está fazendo tanta falta assim. Vinte gols em seis jogos não é para qualquer equipe. Thiago Ribeiro e Wallyson, que costumam jogar pelos lados do campo, fazem gols em todos os jogos.

Agora começa uma nova Libertadores. O Cruzeiro tem tudo para ser campeão, caso mantenha as belas atuações desta primeira fase. O complicado é manter estas belas atuações.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Atlético-MG: o México da Copa do Brasil

Luciano Dias (@jornlucianodias)

O Atlético-MG entrou na Copa do Brasil novamente como um dos sérios favoritos ao título. Afinal, o time tinha no inicio da temporada jogadores como Diego Tardelli, Diego Souza, Obina, Réver, Daniel Carvalho, além dos contratados Jobson, Mancini e Richarlyson. Mas, passados quatro meses, o Galo caiu novamente na competição. O time não conseguiu superar a ''força'' do Grêmio Prudente e acabou eliminado precocemente, nas oitavas de finais.

Guardando as proporções, o Atlético na Copa do Brasil é o México nas Copas do Mundo. Não que os mexicanos entrem como favoritos nos Mundiais. Mas a seleção sempre participa do torneio, parece que vai dar trabalho por ter bons jogadores, mas é eliminado precocemente, sem sequer chegar à decisão.

Se por um lado, o alvinegro é o clube que mais disputou a Copa do Brasil (22 participações), tem o ataque que mais marcou ao longo da história (260 gols), é dono da maior goleada em todos os tempos (11 a 0 sobre o Caiçara-PI, em 1991) e fez o artilheiro da Copa em duas edições (Gérson, em 1989 e 1991), por outro, o time não consegue deslancahar na segunda competição mais importante do país. As semifinais de 2000 e de 2002 foi o ponto máximo que o alvinegro alcançou.

A eliminação para o Brasiliense, nas semifinais de 2002, talvez seja a mais dolorida. O Goiás é outro que assusta. O clube esmeraldino é o maior algoz atleticano na história da competição. Foram três eliminações: 1989, 1990 e 2001.

Confira todas as eliminações do Galo na Copa do Brasil:






















Preocupação com o caos


A Copa do Brasil foi embora mais uma vez. Mas o Atlético não pode ficar ''chorando o leite derramado" e deve se preocupar rapidamente com o restante da temporada. Estamos em abril e o time de Dorival ainda não tem padrão de jogo. A bela equipe que se desenhava no início da temporada com as grandes contratações não vingou. Vendas, como as de Tardelli e Obina, e saídas estranhas, como as de Diego Souza, Ricardinho e Zé Luis, deixaram uma preocupação para os atleticanos.

Para se ter uma ideia do drama, o veterano Magno Alves e o inconstante Neto Berola viraram soluções. O técnico Dorival Júnior não consegue encontrar os laterais. O ataque sofre com o vaiado Ricardo Bueno. Renan Oliveira é o eterno craque, que nunca vinga. Na defesa, o time só não levou gol este ano justamente contra o Grêmio Prudente. Mancini e Daniel Carvalho não entram em forma. Até os elogiados Renan Ribeiro e Réver apresentaram falhas nos últimos jogos.

Diante de tantos problemas, o nome Guilherme se transformou em remédio, na lateral e no ataque. Se o antibiótico vai amenizar a dor, temos que esperar. O certo é que o Atlético precisa de uma operação, com urgência. Caso contrário, vamos ver um raio-x sofrido, como o do ano passado. Diante do caos na saúde, os sintomas de preocupação da torcida atleticana estão cada vez maiores.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

POR ONDE ANDA? Jorginho Paulista

Luciano Dias (@jornlucianodias)

O que dizer de um jogador que já atuou por Palmeiras, Vasco da Gama, PSV Eindhoven, Boca Júniors, São Paulo e Cruzeiro? Currículo invejável né?! Parece que estamos falando de um craque. Mas, não estamos. O POR ONDE ANDA? encontrou o Jorge Henrique Amaral de Castro Nascimento ou, simplesmente, Jorginho Paulista. Depois de atuar em grandes clubes, o lateral tenta mostrar que ainda tem futebol no Campeonato Candango.

Um começo promissor

Jorginho Paulista começou a carreira no Palmeiras. Mas, antes mesmo de conseguir uma chance no profissional do Verdão, o lateral já havia chamado atenção de vários clubes da Europa. O motivo? Ele foi um dos destaques da Seleção Brasileira sub-17, campeão do Mundo pela primeira vez, em 1997. Para registro, naquele time estavam nomes como Ronaldinho Gaúcho e o goleiro cruzeirense Fábio.

Rapidamente, o PSV Eindhoven (HOL), mesmo clube que buscou Ronaldo Fenômeno também com 17 anos, foi atrás do lateral promissor. Mas Jorginho não teve uma boa adaptação na Holanda. Voltou ao Palmeiras em 1999, mas não apareceu. Afinal, na sua posição estava Júnior, atleta que tinha como duas das principais características raramente se machucar e, também, receber poucos cartões.

No mesmo ano, Jorginho foi para a Itália vestir a camisa da Udinese. Sem sucesso. Em 2000, foi emprestado ao promissor time do Atlético Paranaense, que apresentava bons valores, como Lucas, Kelly, Kleber Pereira e Adriano Gabiru. Mesmo assim, Jorginho Paulista não conseguiu deslanchar no Furacão.

A grande fase

Vasco da Gama. Foi neste clube que Jorginho Paulista deu mostras de que seu bom início no futebol não aconteceu por acaso. No time cruzmaltino, Jorginho Paulista foi campeão Brasileiro (Copa João Havelange), em 2000.

Naquela equipe, o lateral teve bom desempenho ao lado de nomes como Romário, Euller e os Juninhos Paulista e Pernambucano.

O cigano

A boa fase de Jorginho Paulista o levou para o Boca Júniors (foto), em 2001. O time argentino era considerado o melhor das Américas naquele momento. Mas Jorginho não teve grande desempenho na equipe de Riquelme, que vivia excelente momento. O preconceito (desculpa?) seria um dos fatores para a sua saída.

Em 2002, Jorginho Paulista voltou ao Brasil para atuar no Cruzeiro. Outra passagem frustrada. O lateral não aguentou a pressão da torcida celeste, que cobrava um jogador a altura do ídolo Sorín, que foi negociado após a Copa Sul Minas.

No mesmo ano, Jorginho foi para o São Paulo. Viveu altos e baixos no Tricolor Paulista. Ele revezava na lateral esquerda com Gustavo Nery. No fim das contas, prevaleceu o melhor momento de Nery.

Em 2004, Jorginho teve bons momentos no Botafogo, durante a disputa da Série B. Talvez, tenha sido este o último ano que o jogador conseguiu mostrar um bom futebol. Repito: na Série B.

No ano seguinte foi para o Vasco. Mas não foi bem como na passagem anterior. Em 2006 e 2007, tentou a sorte no exterior. Primeiro, no Tianjin Teda, da China. Depois, no Pumas, do México.

Ainda em 2007, o lateral jogou pelo Paulista e pelo Real Salt Lake, dos Estados Unidos. Em 2008 e em 2009, atuou pelo Bragantino e pelo Campinense.

No primeiro semestre do ano passado, o lateral apenas treinou no La Coruña, da Espanha. Havia a possibilidade de contratação após a grave fratura sofrida pelo também brasileiro Filipe Luis. Jorginho chegou até a participar da pré-temporada no clube galego, após a Copa do Mundo, mas não fechou contrato e, a partir de agosto, ficou completamente parado.

"Amanhã às duas horas na Ceilândia, em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou"

Com 31 anos, Jorginho Paulista foi contratado pelo Ceilândia, atual campeão Candango. No time do Distrito Federal, o lateral está jogando como meio-campo.

Mas, o Ceilândia não anda tão bem. No estadual, a equipe ocupa apenas posição intermediária. O pior aconteceu logo na estreia da Copa do Brasil. O time foi goleado, em casa, por 5 a 0, pelo Caxias-RS e já foi eliminado da competição. Veja a foto e a frustração do jogador.

Será que o cigano Jorginho Paulista vai ficar por muito tempo em terras candangas?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O adeus de um FENÔMENO

Luciano Dias (@jornlucianodias)

O dia 14 de fevereiro entra para a história do futebol. Ronaldo, um dos melhores jogadores de todos os tempos, se despede oficialmente dos gramados, com 34 anos. O atacante não resistiu a batalha contra os desgastes físicos, os problemas com a balança e, até mesmo, o hipotireoidismo, revelado hoje em sua coletiva de despedida.


É o fim... Acabou a carreira do maior jogador que este que vos escreve viu jogar.

FENÔMENO, apelido que caiu como uma luva. FENÔMENO de gols, FENÔMENO de marketing, FENÔMENO de mídia.

Ronaldo também é FENÔMENO quando o assunto é superação. Basta observar as voltas por cima depois de várias contusões no joelho durante a carreira. Ao todo, ele enfrentou oito cirurgias.

Mais motivos para Ronaldo ser FENÔMENO? Foi eleito o melhor jogador do mundo por três vezes: 1996, 1997 e 2002. Somente o camisa 9 e o francês Zinedine Zidane (1998, 2000 e 2003) conseguiram faturar o título em três temporadas.

Ronaldo tem duas Copas do Mundo no currículo – em 1994 e em 2002. No penta, inclusive, calou os críticos e foi o artilheiro da competição com oito gols.

Por falar em Copa, Ronaldo é simplesmente o maior artilheiro da história do Mundial. São 15 gols em quatro edições, sendo que em 1994 nem pisou em campo.

Ronaldo é FENÔMENO de mídia. Tudo que ele faz, vira notícia. E é bom destacar que os fatos negativos extra-campo não mancham a bela trajetória dentro das quatro linhas.

Ronaldo é o cara dos arranques incríveis. Ele parecia passar por dentro dos adversários. É um atacante de dribles desconcertantes e de belas finalizações.

Mas, já estava na hora de parar. A carreira de um FENÔMENO não pode ser manchada com atuações pífias, como as deste ano. É válido ressaltar que os títulos conquistados, os prêmios individuais, os belos gols, as impressionantes arrancadas não podem e não serão apagados pelos amantes do futebol.

Valeu FENÔMENO!

"Foi uma carreira linda, vitoriosa, emocionante... Tive muitas derrotas, infinitas vitórias, fiz amigos e não lembro de ter feito um inimigo. Tenho muitos agradecimentos a fazer. A todos os clubes em que passei: São Cristóvão, Cruzeiro, PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid, Milan... O Corinthians eu agradecerei logo mais. Quero agradecer a todos os jogadores que atuaram comigo e aqueles que jogaram contra, aos que foram leais e aos que foram desleais também. Agradecer aos treinadores com os quais tive boa relação e aos que eu tive divergências. E também agradecer aos patrocinadores que sempre acreditaram em mim."

RONALDO, 14 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Drama nas laterais do Galo

Luciano Dias (@jornlucianodias)

O Atlético-MG não consegue encontrar laterais que caiam nas graças da torcida e dos treinadores. Seja na esquerda ou na direita, nos últimos 10 anos, mais de 50 nomes foram testados. A maioria sem sucesso.

Com a camisa 2, o último jogador que teve destaque foi Cicinho, em 2003. Lá se vão mais de sete anos. Mancini, em 2002, também foi muito bem na lateral. E depois de fazer um "tour" no futebol italiano, o jogador voltou ao Galo, oito anos depois, para atuar como meia-atacante. Após a saída de Cicinho, vários laterais tentaram a sorte na direita. Para ser mais preciso, 25 nomes.

Coelho até começou bem na primeira passagem, em 2007. Só começou bem... Retornou em 2009 mas não teve uma boa sequência. Foi vaiado pela torcida e... Foi descartado por Dorival Júnior para esta temporada.

Veja alguns nomes que não caíram nas graças dos atleticanos na direita: Rodrigo Dias (2004 a 2006), Tesser (2004), George Lucas (2005), Evanilson (2006), Luisinho Netto (2007), Sheslon (2008), Cesar Prates (2008), Elder Granja (2009)... Alguns jogadores, como os volantes Carlos Alberto e Zé Antônio, chegaram a ser improvisados.

No atual elenco, Dorival conta com Rafael Cruz e Patric no setor. Nenhum garantiu a posição. Inclusive, o atacante Neto Berola chegou a ser improvisado na lateral direita durante os treinamentos. Na estreia do Campeonato Mineiro, o volante Serginho também foi testado.

Se você pensa que o problema é só com os camisas 2 do galo, está enganado. O Atlético também tem dificuldades para achar um lateral esquerdo que agrade a torcida. O último foi o hoje meia Felipe, que está no Vasco da Gama. Lá se vão quase 10 anos. A passagem de Felipe pelo Galo aconteceu em 2001, quando o alvinegro chegou às semifinais do Campeonato Brasileiro, sendo eliminado pelo São Caetano.

De lá para cá, observou-se vários laterais tentando se firmar. Michel (2002 a 2004), Rubens Cardoso (2004/05), Thiago Feltri (2006 a 2010), Agustin Viana (2008), Calisto (2008), Fernandinho (2010), Leandro (2010)... Nem mesmo o penta campeão Júnior, que ficou entre 2009 e 2010, agradou muito.

André Santos, constantemente lembrado por Mano Menezes nas convocações e que hoje brilha no futebol turco, também atuou pelo Galo. Foi em 2006, na disputa da Série B, mas na época ficou na reserva de Thiago Feltri.

Atualmente, apenas Leandro é lateral esquerdo no elenco atleticano. O jogador, que brilhou no Cruzeiro em 2003, ainda não conseguiu mostrar o mesmo futebol no Atlético. O técnico Dorival Júnior tranquiliza a carência: “Foi a única posição que não contratamos ainda. Temos apenas o Leandro neste momento. Mas o Richarlyson tem esta característica e pode ser improvisado no setor”.

Paulo Roberto Prestes foi um dos maiores laterais esquerdos da história do Galo. Ele brilhou no alvinegro entre 1985 e 1996. Para o ex-jogador, o problema não é só no Atlético. "Atualmente, é difícil encontrar bons laterais no mercado. A solução seria fazer um trabalho concentrado nas categorias de base", destaca.

Veja a lista de laterais que passaram pelo Galo nos últimos anos:


Veja a matéria do Esporte Record sobre a situação das laterais atleticana:


sábado, 29 de janeiro de 2011

POR ONDE ANDA? Jardel

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Artilheiro dos gols de cabeça. Autor de célebres frases. Rodou o mundo, chegando a atuar por 10 países diferentes e por todas as regiões do Brasil. Vai jogar em 2011 pelo 20º clube na carreira. O POR ONDE ANDA? conta a trajetória do cearense Mário Jardel Almeida Ribeiro ou simplesmente Jardel. O atacante, que em 20 anos de carreira tem muita história para contar, vai jogar este ano em Manaus.

O começo e a glória

Jardel foi revelado em 1990 pelo Ferroviário, terceira força do futebol de Fortaleza. Ainda no juvenil do time cearense, o atacante despertou o interesse do Vasco. Não demorou e a equipe cruzmaltina comprou o jogador. Começava o sucesso de Jardel. No início, era aproveitado apenas no time júnior do Vasco. Mas o título brasileiro da categoria e a conquista do Mundial sub-21 pela seleção lhe renderam o primeiro contrato profissional.

A titularidade de Jardel no time principal veio depois de uma tragédia, em 1994. Ele substituiu o velocista Denner, que morreu após um acidente automobilístico. Apesar das circunstancias, o técnico Jair Pereira lançava um matador no futebol. Jardel não decepcionou e, além de conquistar o título carioca, foi o artilheiro da competição com 17 gols, marcando dois na final contra o Fluminense.

No ano seguinte, Jardel foi emprestado ao Grêmio, onde formou a "dupla infernal" com Paulo Nunes. O atacante caiu nas graças de Felipão, que montou um esquema tático especial para o jogador. No Tricolor Gaúcho, Jardel conquistou a Libertadores. Novidade: foi artilheiro do torneio com 12 gols. Em 1996, foi campeão gaúcho e da Recopa Sul-Americana.

No mesmo ano, se transferiu para o Porto (POR). A fama de artilheiro rendeu o apelido "Super Mário" em Portugal. Além de conquistar por três vezes o Campeonato Português, foi artilheiro em quatro edições da competição. Em 1999, recebeu o prêmio de artilheiro da Europa dado pela revista inglesa World Soccer.

Mas Jardel não conseguia demonstrar o mesmo futebol pela seleção. Por isso, não se firmou com a amarelinha. Manteve a esperança de ser convocado para a Copa de 1998, mas não conseguiu. Foi convocado onze vezes para a seleção brasileira jogando sete e marcando um gol contra a Tailândia.

Em 2000, transferiu-se para o Galatasaray, da Turquia. Logo na estreia marcou 5 gols. Para não perder o hábito, foi o artilheiro da competição, marcando 24 tentos em 22 partidas. Mas os problemas pessoais e a falta de adaptação fizeram com que o ciclo de Jardel no futebol turco terminasse.

Em 2001, voltou a Portugal para jogar no Sporting. O “Super Mario” continuava fazendo sucesso. Foi campeão Português, da Taça de Portugal e da Supertaça. Marcou 42 gols em 30 jogos na temporada 2000/2001.

Com o sucesso, tornou-se inevitável as especulações de uma transferência de Jardel para um grande clube europeu. Negociação que não aconteceu. E pior: o jogador ganhou peso e perdeu forma.

A queda e a peregrinação

Em 2003, Jardel se transferiu para o Bolton, da Inglaterra. Era o começo do declínio da carreira do atacante. Jogou apenas sete partidas pelo time inglês. Perdeu espaço na equipe e foi emprestado ao Ancona, da Itália. Também sem sucesso. No ano seguinte, foi emprestado ao Palmeiras, mas não chegou a atuar. Motivo: foi ao velório da avó, em Fortaleza, mas não avisou aos dirigentes do Verdão.

Em 2005, foi liberado pelo Bolton e se transferiu para o News Old Boys, da Argentina. Mesmo jogando apenas três partidas, foi campeão do Torneio Argentino de Abertura.

Depois, Jardel rodou, literalmente... E como rodou! Goiás (2006), Beira Mar-POR (2007), Anathosis do Chipre (2007), United Jets da Austrália (2008), Criciúma (2008), Ferroviário (2009), América do Ceará (2009), Flamengo do Piauí (2010), Cherno More da Bulgária (2010)...

As contusões, a briga com a balança e, até mesmo, uso de cocaína foram motivos para Jardel não se firmar nesses clubes.

E a peregrinação continua...

Em 2011, Jardel é a esperança de gols do Rio Negro de Manaus para a disputa do campeonato Amazonense. A chegada do atacante de 37 anos foi motivo de festa dos torcedores manauenses. Fora de forma, está “treinando”. Ou melhor, fazendo embaixadinhas e dando umas corridinhas pelo campo.

Falta apenas saber se Jardel vai jogar ou vai continuar a sua peregrinação em todos as regiões do Brasil e em todos os continentes.

Frases marcantes de Jardel

- "Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol."

- "Clássico é clássico e vice-versa"

- "Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe"

- "Minha nossa!! Como tem carro importado por aqui" Jardel ao chegar no Japão

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Jabulani no Campeonato Mineiro?

Luciano Dias (@jornlucianodias)

A polêmica já está "rolando" no Campeonato Mineiro. Jogadores de Cruzeiro e Atlético destacam que a bola do Estadual tem efeitos estranhos.

Para os atacantes Thiago Ribeiro e Thiaguinho, do time celeste, a redonda muda de direção e faz muita curva. Já o zagueiro Edcarlos resume a bola em: mais seca e mais pesada. Entendeu?

A bola do Campeonato Mineiro está até parecendo com a Jabulani, que roubou a cena na Copa do Mundo da África do Sul, no ano passado. Na época, o goleiro Júlio César comparou a bola do Mundial com aquelas de supermercado. O atacante Luis Fabiano também ironizou: "ela é sobrenatural".

Meio a tantas polêmicas, cientistas analisaram a Jabulani. Eric Berton, diretor adjunto do Instituto de Ciências do Movimento de Marselha (França), especializada em ciências do esporte, explicou que as costuras da Jabulani são internas e ela parece então uma esfera perfeita. Em outras palavras, a Jabulani seria redonda demais.

Em Minas, também já tivemos outra bola polêmica. Em 2006, a redonda do Campeonato Mineiro era laranja. Motivo de muitas reclamações dos jogadores, já que a visualização ficava prejudicada.

Para o zagueiro Edcarlos, a bola com efeitos estranhos não é motivo de desculpas caso a equipe celeste tropeçe nesta temporada. O volante Serginho, do Atlético, usa o mesmo discurso. "Estamos acostumando. Tudo é costume né!?".

Veremos se os jogadores se adaptaram realmente com a bola no Campeonato Mineiro, que começa no dia 29 de janeiro.

Veja a matéria do Esporte Record:

Produção: Luciano Dias
Narração: Dudu

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dez nomes e duas vagas

Luciano Dias (@jornlucianodias)

A briga pela titularidade no ataque atleticano promete ser acirrada. A diretoria resolveu buscar vários reforços, principalmente, para o sistema ofensivo. O time, que já contava com peças de qualidade como Diego Tardelli e Obina, contratou mais alternativas para montar um elenco forte e capaz de brigar por títulos nesta temporada.

Chegaram Magno Alves, Wesley e Jobson. O ex-botafoguense foi o principal reforço trazido para o ataque até o momento. Mas, Magno Alves e Wesley também ganharam grande destaque no Campeonato Brasileiro do ano passado com os gols que marcaram por Ceará e Grêmio Prudente, respectivamente.

O elenco atleticano tem hoje 10 atacantes. Isso, contando com Mancini, revelado pelo Galo como lateral, mas que estava atuando na Europa como atacante. Neto Berola, Ricardo Bueno, Jheimy e o recém promovido Wescley completam a lista de homens de frente do Galo.

Veja a lista de atacantes:

- Diego Tardelli
Contrato até janeiro de 2013
É o principal atacante do elenco atleticano. É possível dizer que uma das vagas no ataque é dele. Em duas temporadas pelo Galo, marcou 67 gols.

- Obina
Contrato até dezembro de 2012
Artilheiro do Atlético em 2010 com 27 gols em 39 partidas. Caiu nas graças da torcida, principalmente, após o clássico contra o Cruzeiro, em Uberlândia, quando marcou três gols na vitória por 4 a 3. Apelidado de "Obination", terminou o ano muito valorizado. Já recebeu sondagens de clubes do futebol do Qatar.

- Jobson
Contrato até dezembro de 2011
Principal contratação para o ataque, está emprestado por um ano. Porém, ainda é um reforço incerto, pois deverá ser julgado pelo Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça, pelo caso de doping no Brasileirão de 2009.

- Magno Alves
Contrato até dezembro 2011
É uma aposta da diretoria e do técnico Dorival Júnior para 2011. Apesar de já ter 35 anos, mostrou estar em forma no Brasileiro, quando em apenas quatro meses fez nove gols e foi o artilheiro do Ceará. É uma opção de velocidade como segundo atacante

- Wesley
Contrato até dezembro de 2012
Mesmo com 29 anos, o atacante era desconhecido no Brasil. Mas os 10 gols pelo rabaixado Prudente chamaram a atenção e o Atlético venceu a concorrência com o Fluminense.

- Mancini
Contrato até janeiro de 2013
O jogador volta ao Galo depois de oito anos. Ele começou a carreira como lateral, mas, na Europa atuava no meio e no ataque.

- Jheimi
Contrato até junho de 2013
Chegou ao Galo com o aval de Luxemburgo para ser observado. Passou nos testes, fez gols em jogos-treino, mas atuou apenas com o time reserva na Sul-Americana.

- Neto Berola
Contrato até junho de 2013
Espera-se muito do velocista baiano para a próxima temporada. Se conseguir evolução na parte física e participar mais coletivamente das partidas, poderá ser uma boa opção para o Galo em 2011.

- Ricardo Bueno
Contrato até maio de 2012
Chegou credenciado pela artilharia no Paulistão, mas o desempenho pelo Galo foi fraquíssimo. Com apenas dois gols em 24 partidas.

- Wescley
Jogador das categorias de base que foi relacionado em algumas partidas do Brasileirão do ano passado.

Veja a matéria do Esporte Record sobre a briga no ataque atleticano:

Repórter: Rafael Martins
Produção: Luciano Dias

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A maldição da camisa 4 santista

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Reginaldo Araújo, Paulo César, Marco Aurélio, Flávio, Neto, Dênis, Pedro Silva, Alessandro, Apodi, Wagner Diniz, Luizinho, George Lucas, Pará, Maranhão, Danilo...Ufa!

A lista de laterais-direitos que não deram certo no Santos, nos últimos sete anos, é extensa. Por incrível que pareça, se transformou em um problema crônico após a saída de Maurinho, campeão Brasileiro em 2002.

Com vários laterais que decepcionaram, os técnicos que passaram pelo Peixe tiveram que improvisar no setor. O meia Wesley, que hoje atua no Werder Bremen, por exemplo, foi a solução encontrada por Dorival Júnior este ano. Mas Wesley foi negociado em agosto e a lateral-direita se transformou em um verdadeiro revezamento. Pará, Maranhão e Danilo foram testados, mas não agradaram muito os torcedores.

Apesar de ainda não ter se firmado com a camisa santista, o jovem Danilo, de 19 anos, é considerado uma grande promessa . O jogador, que foi convocado por Ney Franco para a seleção sub-20, também atuou em várias partidas no meio-campo.

De fato, o lateral-direito, revelado pelo América-MG, fez poucas participações em sua posição de ofício. A derrota diante do lanterna Grêmio Prudente na 31ª rodada do Brasileirão, por 3 a 2, em plena Vila Belmiro, foi uma dessas oportunidades. E Danilo não foi bem. Foi vaiado pela torcida após falhar no lance em que originou um pênalti para o Grêmio Prudente

Em 2011, o problema da camisa 4 (o Santos usa este número para a lateral direita) pode ser solucionado com a chegada de Jonathan, ex-Cruzeiro. Para contar com o jogador, que foi eleito o melhor da posição do Brasileirão de 2009, o Santos desembolsou 2 milhões de euros (cerca de R$ 4.430 milhões) por 50% de seus direitos econômicos. A outra metade permanecerá com o Cruzeiro, clube que revelou o atleta de 24 anos.

Será que Jonathan vai acabar com a síndrome da camisa 4 santista? Como gosta de dizer o próprio treinador do Santos, "vamos aguarldar (sic)"

Veja a lista de laterais que atuaram no Santos nos últimos sete anos:

- Reginaldo Araújo - 2003
- Paulo César - 2004-05
- Marco Aurélio- 2004
- Flávio - 2004
- Neto - 2006
- Dênis - 2006-08
- Pedro Silva - 2007
- Alessandro - 2007
- Apodi - 2008
- Wagner Diniz - 2009
- Luizinho - 2009
- George Lucas - 2009-10
- Pará - 2008-10
- Maranhão - 2010
- Danilo - 2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Retrospectiva do futebol mineiro em 2010

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Um 2010 sem títulos, mas com o bi do Brasileirão

A Raposa começou até bem o ano. Ainda na pré Libertadores, o Cruzeiro passou pelos bolivianos do Real Potosí. No primeiro jogo, o time celeste ficou no empate de 1 a 1. E, na partida da volta, no Mineirão, a Raposa não tomou conhecimento dos bolivianos e fez 7 a 0.

Mas a alegria na Libertadores não durou muito. O time, então comandado por Adilson Batista, ficou em segundo lugar no grupo 7 da competição, que contava com Velez Sarsfield (ARG), Colo-Colo (CHI), e Deportivo Itália (VEN).

Para piorar, a Raposa foi eliminada precocemente do torneio. Nas quartas-de finais, o Cruzeiro perdeu os dois jogos por 2 a 0 para o São Paulo. Era o adeus do sonhado tricampeonato. De consolo, Thiago Ribeiro foi o artilheiro da competição com oito gols.

O time celeste também não foi bem no Campeonato Mineiro. A equipe priorizou a Libertadores e foi eliminada pelo Ipatinga, nas semifinais do Estadual. No jogo da volta, o Tigre calou o Mineirão com a vitória por 3 a 1.

As eliminações na Libertadores e no Estadual e o início irregular no Campeonato Brasileiro culminaram com a demissão de Adilson Batista. Para o lugar do comandante, Cuca foi o escolhido.
Além da mudança no comando técnico, a diretoria trouxe alguns jogadores que foram importantes para a arrancada cruzeirense no Brasileirão. Destaque para o argentino Montillo, que conquistou rapidamente a torcida estrelada.

O Cruzeiro chegou a ficar nove jogos invicto no Brasileiro. Brigou pelo título com Fluminense e Corinthians ponto a ponto até a última rodada e acabou ficando com o vice campeonato. De quebra, conseguiu a classificação direta para a fase de grupos da Libertadores de 2011.

Para muitos cruzeirenses, a perda do título é depositada na atuação do árbitro Sandro Meira Ricci, na derrota para o Corinthians, no Pacaembu, pela 35ª rodada.

Uma curiosidade do Cruzeiro no Brasileirão é que o time mandou seus jogos em quatro estádios diferentes. Além do Mineirão, que começou a ser reformado para a Copa de 2014, o time celeste jogou na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, no Ipatingão, em Ipatinga, e no Parque do Sabiá, em Uberlândia.

Sim, o time profissional não conseguiu nenhum título este ano. Mas a equipe de 66, campeã da Taça Brasil, conseguiu o Bi do Brasileiro. A CBF agora reconhece oficialmente que os Torneios Roberto Gomes Pedrosa e Taça Brasil, disputados entre 1959 e 1970, valem como títulos brasileiros.

Também é válido destacar os garotos do sub-20. Eles também conseguiram o bi campeonato Brasileiro da categoria.

Entre fracassos e reações

O 2010 atleticano se resume no projeto fracassado de Vanderlei Luxemburgo e numa bela arrancada com Dorival Júnior na reta final do Brasileirão.

Luxemburgo chegou ao Atlético com carta branca para contratar, dispensar e implantar a gestão que quisesse. O projeto era, em dois anos, fazer o Galo conquistar títulos importantes.

Além de trazer uma comissão técnica extensa, o comandante pediu as contratações de jogadores renomados, como Diego Souza, Obina , Fábio Costa, Réver, Caceres, Daniel Carvalho e Edison Mendez . Com a exceção de Réver e Obina, as contratações não vingaram.

O título que veio foi o Campeonato Mineiro contra o Ipatinga. A conquista foi coroada com um gol do ídolo Marques, que semanas depois anunciou a aposentadoria.

Na Copa do Brasil, o time vinha fazendo uma boa campanha até encontrar com o badalado Santos, nas quartas de finais. No primeiro jogo, o Galo venceu 3 a 2. Mas, o time não resistiu a pressão dos meninos da Vila na partida de volta e perdeu por 3 a 1.

O Brasileirão com Luxemburgo foi um desastre. Nada dava certo e as desculpas dadas pelo treinador irritavam a torcida. Mas não teve como continuar com Luxa no comando, principalmente após a goleada de 5 a 1 sofrida para o Fluminense, no Maracanã.

Com Luxa no Brasileirão, o Atlético disputou 24 jogos. O aproveitamento foi muito negativo. Apenas seis vitórias, três empates e 15 derrotas. O time ficou 22 das 24 rodadas na zona de rebaixamento. Luxemburgo ainda deixou o Galo com a pior defesa da competição, com 45 gols sofridos.

Dorival Júnior foi a solução encontrada por Alexandre Kalil. E que solução! O treinador chegou e arrumou a casa. Uma das principais mudanças foi apostar no jovem Renan Ribeiro no gol. Antes, Luxemburgo havia apostado em Carini, Aranha, Marcelo e Fábio Costa. Mas não deu nenhuma oportunidade para Renan.

Dorival focou o trabalho para o Brasileirão. Para a Copa Sul-Americana, o treinador utilizou um time repleto de reservas. Fato que pesou na eliminação diante do Palmeiras, nas quartas de finais.

Eliminado na competição continental, o Galo teve uma bela arrancada no Brasileirão. Um dos jogos que simbolizou a recuperação foi o clássico contra o Cruzeiro, em Uberlândia. Numa partida movimentada, o time desbancou o favoritismo do rival e venceu por 4 a 3.

Se com Luxemburgo foram 21 pontos em 24 jogos, com Dorival foram 24 pontos em 14 jogos. O dobro do aproveitamento. Resultado: o Galo escapou do temido rebaixamento e, de quebra, conquistou uma vaga na Copa Sul-Americana de 2011.

O Atlético ainda comemorou este ano a eleição da Cidade do Galo como o melhor Centro de Treinamento do Brasil. O levantamento foi feito por iniciativa do canal Sportv, em parceria com o Curso de Especialização em Futebol da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

O retorno à elite

O Coelho não conquistou nenhum título em 2010. Mas, não importa. 2010 foi o ano em que o América renasceu. Afinal, o time conseguiu o sonhado retorno à elite do futebol brasileiro.

O primeiro semestre não foi tão bom para o Coelho. No Campeonato Mineiro, o time foi eliminado nas quartas de finais para o Atlético. O lateral-direito Danilo, um dos destaques do América na competição, foi vendido para o Santos.

A alegria americana em 2010 veio na disputa da Série B. Com uma campanha muito regular, se mantendo sempre entre os primeiros colocados, o Coelhão ficou em quarto lugar e conseguiu o retorno à primeira divisão após nove anos.

Depois da vitória na penúltima rodada contra o concorrente Sport, o time comandado por Mauro Fernandes precisava apenas de um empate no último jogo, contra a Ponte Preta, em Campinas. E foi o que aconteceu. A torcida americana compareceu em peso e, num jogo nervoso, a partida não saiu do 0 a 0.

Festa americana! O mercado distrital do bairro Santa Tereza, por exemplo, foi um dos pontos de encontro dos americanos em BH.

O atacante Fábio Júnior foi o destaque do Coelho na temporada. Ele terminou a Série B como o vice-artilheiro, com 19 gols. E como presente para os americanos, o atacante e o técnico Mauro Fernandes continuam em 2011.

Caminhos opostos

Ipatinga e Ituiutaba tiveram trilhas completamente diferentes em 2010. O Tigre fez uma grande campanha no Campeonato Mineiro. Terminou em segundo lugar, eliminando, inclusive, o Cruzeiro nas semifinais. Mas, na Série B, o time foi uma decepção. Esteve sempre entre os últimos colocados.

Resultado: acabou na penúltima posição e rebaixado para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro. O único consolo foi Alessandro que terminou a competição como artilheiro, com 21 gols. Inclusive, ele foi o artilheiro de Minas na temporada, com 28 gols.

Já o Ituiutaba foi rebaixado no Campeonato Mineiro. Ficou em último lugar. Em compensação, o Boa conseguiu dar a volta por cima na disputa da Série C. Com uma bela campanha, o time ficou em segundo lugar e conseguiu o acesso à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.

Entre a alegria e a tristeza

O Uberaba também merece destaque este ano. Afinal, o Zebu sagou-se bi-campeão da Taça Minas Gerais. Mas, nem tudo foi alegria para o time do Triângulo. O atacante André Nascimento foi assassinado em aparentemente por um crime passional, segundo a Polícia Civil. O jogador, de 28 anos, morreu baleado quando voltava de carro para casa por um homem mascarado que o aguardava.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Crise no Villa Nova

Luciano Dias (@jornlucianodias)

O Villa Nova, um dos times mais tradicionais do futebol mineiro, está em crise. Funcionários com salários atrasados, falta de verba...

O Leão do Bonfim, como é conhecido, tem 102 anos. É o segundo time mais antigo de Minas Gerais, ficando atrás apenas do Atlético Mineiro por causa de três meses de diferença. É um time que tem no currículo cinco campeonatos mineiros e é o primeiro campeão da Série B, feito conquistado em 1971 (foto).

Imagem: Villa Nova

De fato, o Villa é uma equipe que sempre incomoda as equipes da capital. A história mostra isso. Afinal, quem não se lembra da campanha no Estadual de 1997? O time eliminou o Galo nas quartas-de-finais e deu muito trabalho para o Cruzeiro na decisão.

Mas, hoje a realidade é bem diferente. O último título foi a Taça Minas Gerais, em 2005. O presidente Zuca, que tenta fazer milagres, pode ser considerado um "tampão" no cargo após a saída do então presidente Adão Gomes. Os salários dos jogadores e dos funcionários estão atrasados.

O goleiro Alex, que está no clube há quase um ano, é uma das vítimas da crise. Ele não recebe há dois meses. A situação dos outros funcionários (jardineiros, cozinheiros, faxineiros, porteiros etc) é ainda pior, segundo o goleiro. "Tem funcionário que não recebe desde o início do ano", destaca.

Alex foi revelado no América, em 2005. No ano passado, foi um dos destaques do Democrata de Governador Valadares na disputa do Campeonato Mineiro. O goleiro chegou ao Leão do Bonfim em dezembro de 2009. Este ano, disputou o Estadual e a Taça Minas Gerais pelo time de Nova Lima. Mas uma goleada sofrida para o Uberaba, por 6 a 1, nas semifinais, tirou o sonho do título.

Alex está de férias até o dia 7 de dezembro e, segundo ele, o seu contrato termina no final do estadual de 2011. Mesmo com os salários atrasados, o goleiro deve continuar no clube.

De fato, a crise deixa os rúgidos do Leão cada vez mais decadentes. Mas, há expectativa de dias melhores com as eleições para novo presidente, no dia 14 de dezembro.

Assista ao drama de funcionários e o descaso no clube:

Programa: Esporte Record
Repórter: Maíra Lemos
Produção: Luciano Dias e Samuel Venâncio


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Qual o segredo de Dorival Júnior?

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Imagem: Atlético

Dorival Júnior teve boas passagens em todos os clubes que passou. No Galo, a história não é diferente. Se o time alvinegro vencer o Palmeiras neste fim de semana, Dorival iguala o número de pontos conquistados por Vanderlei Luxemburgo neste Brasileiro no comando do Atlético com a metade de jogos.

Luxa assumiu o Galo nas 24 primeiras rodadas neste Campeonato Brasileiro. O retrospecto foi muito negativo. Foram apenas 21 pontos. A goleada, de 5 a 1, sofrida para o Fluminense foi um prato cheio para ele ser demitido.

Mas, os ventos são outros. Quem comanda o Galo agora é Dorival Júnior. E, com ele, o Atlético já conquistou 18 pontos em apenas 11 rodadas.

Veja a comparação:

- Era Dorival: 11 jogos - 18 pontos
- Era Luxa: 24 jogos - 21 pontos.

A boa fase deixou o Atlético fora da zona de rebaixamento nas últimas rodadas.

Dorival, que volta à Araraquara, sua cidade natal neste domingo, teve boas passagens em vários clubes do país, inclusive no maior rival do Galo, o Cruzeiro.

Ele pegou o time celeste em princípio de crise após a perda do Campeonato Mineiro de 2007 para o Atlético e o classificou para a Libertadores do ano seguinte. Outra campanha de destaque foi no Vasco em 2009, quando Dorival conquistou a Série B daquele ano.

No Santos, este ano, veio a glória. Ele conseguiu os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil com o Peixe. Mas, os atritos com o atacante Neymar foram essenciais para a demissão de Dorival.

Dorival também pode ser considerado um especialista em estaduais. Ele foi campeão catarinense (Figueirense-2004),cearense (Fortaleza-2005), pernambucano (Sport-2006) e paranaense (Coritiba-2008). Além disso, foi vice-campeão paulista com o São Caetano, em 2007.

Afinal, qual o segredo de Dorival Júnior?

Confira a resposta na matéria do Esporte Record:


Reportagem
: Sálua Zorkot
Produção: Luciano Dias

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Zica 2010

Luciano Dias (@jornlucianodias)

O maior ídolo do Flamengo ficou apenas quatro meses no cargo de diretor executivo do clube. Zico anunciou a sua saída na madrugada desta sexta-feira (01), em uma carta divulgada em seu site. O Galinho alegou que tem sido atacado injustamente dentro do Flamengo e que não seria possível fazer o que planejava.

De fato, a volta de Zico era o sonho dos flamenguistas. Para muitos torcedores, ele tinha moral suficiente para colocar o Flamengo nos eixos depois de um primeiro semestre pífio.

Inclusive, no mesmo período, outro ídolo rubronegro saiu pelas portas dos fundos. Andrade não resistiu à pressão pelos resultados negativos e a divisão do grupo. Olha que ele era o técnico do impressionante título do Campeonato Brasileiro do ano passado.

O Rubronegro parece está sem presidente. As inúmeras brigas políticas fortalece ainda mais a falta de um comando firme. Ainda na carta, Zico afirma que há pessoas no Flamengo atuando como se fossem donas do clube e que tomará medidas judiciais contra elas.

Um desses donos é o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro. É um tal de Capitão Léo, ex-chefe de uma torcida organizada do Flamengo. E a presidente Patrícia Amorim nesta história? Bem, parece ser uma boa pessoa, mas, por enquanto, despreparada e sem firmeza para comandar o time de maior torcida do Brasil.

Neste tempo que ela esteve a frente do clube, deu para observar uma série de confusões que não foram muito bem contornadas. Prisão do goleiro Bruno, saída pelas portas dos fundos de Andrade e Rogério Lourenço, saídas de Vágner Love e Adriano, contratações equivocadas (leia-se Val Baiano, Borja, Jean etc)...

Dentro de campo, o time está rachado. Declarações equivocadas do técnico Silas e de jogadores. É válido destacar que Zico tem participação em algumas contratações. Mas, o ídolo eterno do Flamengo não merece esse tipo de pressão.

O resultado das confusões: crise que parece interminável. O Flamengo só venceu um dos últimos 12 jogos e ocupa a 15ª colocação do Campeonato Brasileiro, bem próximo da zona de rebaixamento.

Uma verdadeira zica rubronegra, que passa por um triste capítulo com a saída de Zico. De fato, o final desta história está longe de ser feliz como no ano passado.