quarta-feira, 1 de abril de 2009

Altitude X Futebol

Por Rafael Rebuiti

“É muito fácil colocar a culpa na altitude”. Esta foi a frase mais ouvida na última segunda pela mídia esportiva, depois do empate que o Brasil trouxe de Quito, no Equador, jogo este que nossa seleção foi pressionada 90 minutos pela inferior seleção equatoriana.

O fato foi que os craques brasileiros, como Robinho, Ronaldinho, Marcelo e companhia não conseguiram correr com os dispostos jogadores da seleção do Equador. Quem pegou o jogo na metade, deve ter se confundido qual equipe era qual, já que o time deles também joga de amarelo.

Não foi normal o que aconteceu no último Domingo. O Brasil empatou não foi com a equipe do Equador mais com os 2850 metros da cidade de Quito.

Passado o dia pós jogo, a imprensa esquece deste detalhe e se concentra na próxima rodada. Porém a partida desta quarta entre Argentina e Bolívia nos mais de 3000 metros de La Paz, veio comprovar que a altitude pode fazer diferença mais do que craques como Kaká, Messi, Tevez, e Robinho. A goleada de 6 a 1 sofrida pelos nossos hermanos vai entrar para a história do futebol mundial e evidência que é um absurdo contra, primeiro, a saúde dos jogadores e contra a arte do futebol a realização de jogos nestas cidades.

Pensando fisicamente podemos fazer a seguinte relação quando mais alto, menos pressão atmosférica, quanto menos pressão atmosférica, mais complicado é respirar, quanto mais difícil de respirar fica mais difícil fazer atividade física e quanto mais difícil fazer atividade física menos futebol terá quem não é acostumado com esta situação.

Um fator externo que pode fazer duas das maiores potências do futebol mundial entrar em crise. Caso o Brasil não consiga um resultado positivo contra o Peru no Beira Rio, no jogo de hoje, tenho quase certeza que Dunga e sua trupe de intrometidos vão dar adeus a seleção.

E o caso da Argentina de Maradona ainda é mais complicado, no segundo jogo oficial no comando da equipe, e ele já iguala a pior goleada sofrida na história do país. Será que a fama do ex-craque vai permitir que ele tenha credibilidade e continue seu trabalho.

Agora o que fazer para que a altitude não entre em campo e decida partidas a favor das seleções destes países que mandam suas partidas nestas cidades? Já foi cogitado pela FIFA o fim dos jogos realizados em locais acima de 2500 metros do nível mar. Mas será que eles pensaram que lá também tem torcedor que quer ver seu time numa competição sul-americana, ou o maio erro é realmente dos times que não se preparam adequadamente para enfrentar os desafios destes lugares que volto a repetir, não são propícios para a prática esportiva.

Um comentário:

mathaus disse...

Afinal qual sua posiçao nesse texto? contra ou a favor? que coisa,
é inadmissivel alguem colocar culpa na altitudade Será que os principais jogadores bolivianos jogam em seu respectivo pais? Se sim q tenho certeza que nao e a nível do mar eles nao tem dificuldades? Seria justo jogar com eles? É evidente que a discrepancia tecnica existe e nao é querer criticar ninguem, mas e os jogadores que entraram no segundo tempo? Nao correram pq já que so tinha no maximo 15 min de jogo.