domingo, 16 de maio de 2010

Pastor Dunga e a Seleção Invisível

Paulo Júnior (@juniorpest)

Românticos da arquibancada, pervertidos do sofá: unimos-vos! Contra todos aqueles que comem, respiram e devoram nosso planeta chamado Bola.

Pátria de Chuteiras urgente! Capítulo Inicial, do Testamento “daquele que tudo vê”, versículo um. Dunga disse aos discípulos: César Doni Gomes; Maicon Alves Bastos e Beto; Kaká, Elano e os Seis Baptistas. Robson, Nilmar, Fabiano e não Neymar. Palavras da Salvação! Foi glória a voz, senhor capitão...

Chega de Famílias! Chega de me engolir! Agora está na hora de Renascer. Bem vindo à fantástica era de Pastor Dunga e a Seleção Invisível de craques. Dos três zagueiros e trezentos volantes!

Afinal, quem ainda não crê que Os Batistas são melhores do que os jovens da Seara, ou o craque da Bozano, o mágico da Nike e os artistas de tanto outros patrocinadores?

Não, eles não foram abençoados com o poder do Rebanho. São infiéis. Como todos aqueles desprovidos de fé (...) somos pagãos. E pagaremos uma conta muito alta por isso.

Na pior das hipóteses, a crença fascista pelo nacionalismo desenfreado nos deixará cegos na busca de pontos G. Iremos terceirizar no grupo e, após três anos e meio de preparação, iremos adiar nossas esperanças em mais quatro anos.

Mas e se as contas estiverem erradas? Se os românticos estiverem errado? Se essa seleção der certo? Guerreira e dramática, especialistas na academia do um a zero, e se alcançarmos as semifinais? Você teria coragem de apoiar a fantástica fé do Pastor Dunga e a Seleção Invisível? Ignoraria as bênçãos de Ricardo Teixeira, como na utópica, mas viável, Copa do Mundo no Brasil? Vestiria a camisa verde amarela dos Amados Baptistas, os Seresteiros da Pátria?

Eu acredito! Somos quinhentos milhões: Avante Brasil! Salvem a seleção. Salve-a do terrível Messi, do Ronaldo deles e de todos os outros pagãos!

Pastor Dunga

Que ele transforme Júlio em Cesar
Os Baptistas, Kaká em Craque.
Luis em Rei! Pra ele não existe impossível
Pastor Dunga e a Seleção Invisível

terça-feira, 11 de maio de 2010

Injustiçados!

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Acabou a ansiedade. Terminaram as especulações. Dunga convocou, nesta terça-feira (11), os 23 jogadores para a Copa da África. Alegria para alguns, tristeza para outros. Convocação para Mundial é assim mesmo. Não dá para agradar todo mundo.

Com isso, a mídia e a torcida sempre elegem os jogadores “injustiçados”. Aqueles craques, unanimidades, mas que na hora da verdade foram deixados de fora do Mundial. Na convocação para a Copa da África, a maioria dos torcedores cobra de Dunga os motivos para as ausências de Victor (ou Fábio), Paulo Henrique Ganso, Ronaldinho Gaúcho e Neymar.

Mas, Dunga não é o único “injusto” entre os técnicos que já comandaram a seleção. Todo treinador que convoca o Brasil para os Mundiais sente esta mesma pressão. A história mostra isso. A lista de jogadores "injustiçados", que não foram convocados para determinadas Copas, é muito grande.

A mesma pressão aconteceu com Parreira, Felipão, Zagallo... Vai ocorrer com o treinador da Copa de 2014. Afinal, estamos no país do futebol. Terra em que o número de bons jogadores é semelhante ao de políticos corruptos.

É válido destacar, que não estou defendendo o técnico brasileiro. Pelo contrário. Eu levaria Victor (ou Fábio), Paulo Henrique Ganso, Ronaldinho Gaúcho e Neymar nos lugares de Doni, Josué, Elano e Júlio Baptista, respectivamente. É questão de opinião. Enfim, eu entro no time que está chamando o treinador de "injusto".

De fato, os “injustiçados” por Dunga entram em um seleto grupo. Um grupo de jogadores brasileiros que eram unânimes para a mídia e para a torcida. Mas, não eram unanimidades para os “injustos” treinadores.

Vamos percorrer as copas e verificar os jogadores que foram "injustiçados", segundo boa parte da mídia e dos torcedores. A nossa análise termina na Copa de 1958, ano da primeira conquista brasileira.

Copa de 2006

Alex - Para boa parte dos torcedores, o técnico Parreira não deveria levar Zé Roberto e/ou Ricardinho. E sim, o talento de Alex.

Copa de 2002

Romário - Felipão sofreu. A convocação de Romário era uma obrigação. Era consenso nacional. Não adiantou. Talvez, para o treinador brasileiro, o Baixinho seria sinônimo de conflito na harmoniosa "Família Scolari".

Djalminha - Sem dúvidas, um craque. Mas, ao mesmo tempo, indisciplinado. A cabeçada que o jogador deu no então técnico do La Coruña, Javier Irureta, foi essencial para a não convocação para a Copa. Para muitos, Djalminha é mais um “injustiçado”.

Copa de 1998

Marcelinho Carioca - Para muitos, não teve muitas chances na seleção. Para outros, Marcelinho não conseguia render o mesmo futebol no seu clube, o Corinthians. Zagallo ficou com os outros.

Copa de 1994

Evair - Um jogador frio. Vivia grande fase no Palmeiras. Foi convocado várias vezes para as disputas da Copa América de 1993 e das eliminatórias. Mas, na hora da convocação do Mundial dos EUA, Parreira preferiu Viola, Ronaldinho e Paulo Sérgio.

Copa de 1990

Neto - A não convocação do meia desagradou, principalmente, a imprensa de São Paulo. Para os paulistas, o confuso Sebastião Lazaroni preferia os jogadores cariocas. Neto vivia sua melhor fase no Corinthians. Mas, o treinador brasileiro optou por Bismark, do Vasco.

Copa de 1986

Renato Gaúcho - Principal jogador na conquista do Mundial Interclubes pelo Grêmio, em 1983, o atacante era nome fácil na lista da Copa do México. Mas, dias antes da convocação, fugiu da concentração para ir a uma festa. Para o disciplinador Telê Santana, o suficiente para cortá-lo. Para muitos, uma extrema injustiça.

Copa de 1982

Leão - Então com 33 anos, era o goleiro ideal para aquela mágica seleção. Telê Santana preferiu Valdir Peres, que engoliu um frango contra a União Soviética. Falha que aumentou as reclamações sobre a não convocação de Leão para a Copa.

Copa de 1978

Falcão - Aos 25 anos, era um dos meias mais talentosos da geração pós-Pelé. Era dono do meio-campo do Internacional, onde já havia conquistado vários títulos. Mas, o técnico Claudio Coutinho preferiu a raça de Chicão, do São Paulo, ao invés da categoria de Falcão.

Copa de 1974

O torcedor brasileiro foi o mais "injustiçado".

Copa de 1970

Dirceu Lopes - Craque, mas nasceu em uma época errada. Tinha uma concorrência desleal. Pelé, Tostão, Rivelino, Jairzinho e Gérson. João Saldanha e, depois, Zagallo cortaram o jogador do Cruzeiro. Olha que Dirceu Lopes tinha sido chamado em todos os jogos preparatórios. No lugar dele, foi o irreverente Dadá. O então presidente Médici teria obrigado Zagallo a convocar o Peito de Aço.

Copa de 1966

Djalma Dias - Zagueiro de técnica refinada. Não foi o suficiente para garantir a convocação para aquela Copa. Também ficaria de fora quatro anos depois, no México. Pior que isso, é saber que o filho, Djalminha, 36 anos depois, passaria pela mesma situação.

Copas de 1958 e 1962

Evaristo de Macedo - Atuou em apenas 14 partidas pela Seleção. Mesmo assim, ele ainda estabeleceu um recorde. Foi o único jogador a marcar 5 gols em uma única partida pelo Brasil. Insuficiente para disputar uma Copa do Mundo. Evaristo foi um dos jogadores brasileiros pioneiros no futebol europeu. Por incrível que pareça, é idolatrado na Espanha pelas torcidas do Barcelona e do Real Madrid.


Como já deixei claro, é questão de opinião. Outros nomes poderiam entrar ou sair da lista acima. Mas, com esta viagem no tempo, é possível fazer uma constatação: entre os treinadores que passaram pela Seleção, Dunga pode ser considerado o mais "injusto". A lista de "injustiçados" para a Copa da África parece ser a maior na história das Copas. Tomara que eu esteja enganado...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Acho que vi um campeonatinho começar...

Thiago Ricci (@thiricci)

Não, não foi impressão ou um devaneio da sua mente. Sim, no fim de semana, as 20 principais equipes do Brasil deram início ao torneio de futebol entre clubes mais equilibrado do mundo. Sim, os maiores vencedores do torneio se enfrentaram na primeira rodada! Sim, quatro times jogam a sorte no maior campeonato das Américas no meio da semana.

Chega a ser cômico o início do Brasileirão. Como Luciano Dias (@jornlucianodias) bem frisou no texto abaixo, o público foi decepcionante e oito times (ou 40% das equipes) jogaram incompletos. Não é justo culpar somente a mentalidade do público, que, após sete anos desde a implantação dos pontos corridos, já entende bem a importância de todo jogo.

O grande responsável? A querida Confederação Brasileira de Futebol, conhecida pela alcunha CBF. Neste ano, em que a Copa do Mundo acontece, a confederação fatura, somente com publicidade (declarada, obviamente), R$220 milhões. Para efeito de comparação, o Corinthians, detentor do maior patrocínio brasileiro, ganha, ao todo, R$41 milhões por ano. E o alvinegro tem uma estrutura física e pessoal enorme para manter.

É responsabilidade da CBF, sim, divulgar o campeonato mais disputado e emocionante do mundo. E, com uma boa administração da confederação e dos clubes, seria questão de tempo para o Brasileirão ser o melhor tecnicamente. Propagandas em revistas, jornais, telejornais; publicidade em outdoors; ou qualquer outra ação de marketing. Nada disso foi visto. Toda a promoção do Campeonato Brasileiro foi feita pela própria imprensa, bem mais interessada do que a CBF, preocupada somente em angariar dinheiro em cima de jogadores superstars pagos pelos próprios clubes.

É responsabilidade da CBF, sim, pensar em um calendário mais inteligente. Além de a Copa Libertadores e a do Brasil estarem na fase final (quartas-de-final e semifinal, respectivamente), é insano ver quatro favoritos ao título (tanto que estão na Libertadores) se enfrentarem na primeira rodada. Flamengo, atual campeão, pegou São Paulo, que venceu três dos últimos quatro campeonatos.

O torcedor acredita estar diante de um déjà vu, mas, na verdade, é um filme repetido exaustivamente. E assim será até que as conhecidas pessoas interessadas em encher o bolso e atrasar a evolução do futebol brasileiro saiam do poder.

Nada como um Brasileirão...

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Começou neste domingo o campeonato nacional mais disputado do mundo. A primeira rodada do Brasileirão foi até equilibrada. Com exceção do Avaí que, como um tsunami, castigou as estruturas do Grêmio Prudente: 6 a 1 na Ressacada. Os outros vencedores da rodada conseguiram suas vitórias por apenas um gol de diferença.

Veja todos os resultados:

Botafogo 3 x 3 Santos - Engenhão
Palmeiras 1 x 0 Vitória - Palestra Itália
Atlético-GO 0 x 0 Grêmio - Serra Dourada
Flamengo 1 x 1 São Paulo - Maracanã
Atlético-MG 2 x 1 Vasco - Mineirão
Internacional 1 x 2 Cruzeiro - Beira-Rio
Corinthians 2 x 1 Atlético-PR - Pacaembu
Ceará 1 x 0 Fluminense - Castelão
Guarani 1 x 0 Goiás - Brinco de Ouro
Avaí 6 x 1 Grêmio Prudente - Ressacada

Como podemos ver, a única equipe que venceu fora de casa foi o Cruzeiro. O curioso é que oito clubes entraram em campo com times repletos de reservas. Cruzeiro, Inter, São Paulo, Flamengo, Santos, Atlético Goianiense, Grêmio e Vitória. A prioridade, por enquanto, são os campeonatos simultâneos. A Copa do Brasil e a Libertadores.

As redes balançaram 27 vezes na abertura. Média de 2,7 gols por partida. É a terceira melhor média da "Era Pontos Corridos". Perde apenas para 2007, que teve média incrível de 3,9 gols por jogo, e 2005, que teve média de 3.

Destaques para o Avaí, que marcou seis gols, e para Botafogo e Santos, que marcaram três vezes cada. O que, para o Peixe, é rotineiro. O único jogo que não teve gols foi Atlético-GO e Grêmio. Também pudera. O goleiro Victor fechou a goleira Tricolor.

Favoritos à artilharia, como o gladiador Kléber, o Fenômeno Ronaldo e o Coração Valente Washington já deixaram as suas marcas. Mas, quem roubou a cena na abertura não foi um atacante. E sim, um zagueiro. Emerson marcou três gols contra o Prudente. Nada mau para um defensor.

A média de público desta rodada (10,6 mil/jogo) não agradou muito. Assim como na média de gols, Atlético-GO e Grêmio, disputado no Serra Dourada, também colocou a média de público para baixo. Apenas 5.647 assistiram o duelo. A única partida que teve mais de 20 mil pagantes foi Botafogo e Santos, no Engenhão. Todos querem ver os "meninos da vila", mesmo com desfalques.

Não parece, mas o Brasileirão 2010 já começou. Um início ruim pode fazer muita falta no final. Coincidência ou não, nenhum dos rebaixados dos dois últimos campeonatos venceram na primeira rodada, em 2008 e em 2009. Confira (em negrito, os rebaixados):

2009
Palmeiras 2 x 1 Coritiba - Palestra Itália
Santo André 1 x 1 Botafogo -
Goiás 3 x 3 Náutico - Serra Dourada
Sport 1 x 1 Barueri - Ilha do Retiro

2008
Portuguesa 5 x 5 Figueirense - Canindé
Inter 1 x 0 Vasco - Beira Rio
Ipatinga 0 x 1 Atlético PR - Ipatingão


Mas, os dois últimos Nacionais também mostra um lado muito bom ao ser derrotado na estreia. Tudo porque os campeões de 2008 (São Paulo) e de 2009 (Flamengo) perderam na primeira rodada. Veja:

2009
Cruzeiro 2 x 0 Flamengo - Mineirão

2008
São Paulo 0 x 1 Grêmio - Morumbi

Se analisarmos o Brasileirão deste ano a partir das coincidências dos últimos dois campeonatos, já podemos tirar algumas conclusões. Os vencedores desta primeira rodada não serão campeões e nem rebaixados. Alívio misturado a tristeza para torcedores de Palmeiras, Cruzeiro, Corinthians Avaí, Ceará e Atlético-MG.

Mas, Brasileirão é Brasileirão. Um campeonato que a palavra surpresa é redundante. Vamos esperar os próximos 37 capítulos.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

¿Qué es el Corinthians? Escriba en Google

Paulo Júnior (@juniorpest)

Amigo da arquibancada, torcedor de sofá! Unimos-vos! Felicidades para vocês que comem, respiram e devoram esse planeta chamado Bola. O mundo penitenciário acordou mais triste nesta quinta feira...

Da mesma maneira que, cheio de dúvidas, perguntou uma jovem estrela argentina. “¿Qué es el Corinthians?”. “Escriba en Google”, respondeu o empresário dele. Foi desta maneira que De Federico deve ter entendido pela primeira vez a grandeza e a importância da "Sociedade Esportiva Corinthians".

Uma coisa é certa. A derrota preta e branca não tornou o Timão um time inferior. Nem manchou a história do clube. Não desmerece sua torcida. Nos cem anos de Corinthians, o time nunca teve sequer um título que criasse uma tradição em Terrenos Latinos. Não dá para ficar pior. A derrota contra o Flamengo apenas comprova o fantasma que persegue a equipe. Não significa que durará para sempre. Significa que durará, pelo menos, mais um ano.

Projeto Libertadores 2010

Mas o que é um para quem já esperou cem? Muita pouca coisa. Todo centenário deve ser um planejado com antecedência. O do Corinthians até que foi, alias, foi demais! Houve um super planejamento, resultando em uma cobrança acima da qualidade do próprio time. Desde a contratação do treinador Mano Menezes, ainda na Série B, só se fala do título sulamericano de 2010.

Em 2008, com um orçamento superior ao dos adversários, Mano construiu uma super equipe, vencedora da Copa do Brasil no ano seguinte. Time que foi desmantelado pela própria diretoria, visando o orçamento necessário para cobrir o projeto Ronaldo 2010. Os custos eram altos e o negócio bastante arriscado.

Muitos jogadores chegaram, mas, mesmo assim, Mano não teve o mesmo tato em construir uma equipe com o grandíssimo elenco desta temporada.

Projeto Ronaldo 201,0 kg

Mas e o Ronaldo? Bem, eram 20 minutos do segundo tempo e a torcida ainda sonhava com um “lance bonito como Lukscolor”. Ou um lançamento melhor do que o presto barba da Bozano. Ou o vigor físico como o dos jogadores nas propagandas da Nike. Nem “um bando de loucos”, como foi dito na apresentação do Ronaldo:

- Vamos ganhar, porra!

Deve ter sido este o grito que faltou ao jogador. Não se via nele (ou na evolução de sua forma física, ou do seu rendimento nos jogos...) um comprometimento. Ou você viu nesta temporada alguma arrancada dele, como a que ele fez com o André Dias na partida contra o São Paulo no Paulista de 2009?

Bem, “respeito aos ídolos”, retruca o gordo! Ronaldo não é ídolo do Barcelona. Não é do Real Madrid. Nem do Milan ou do Inter de Milão. Em 2006, também deixou de ser ídolo da Seleção Brasileira. Só restou um clube que aceitasse crer em um mito sem seguidores.

Todo Poderoso Corinthians


A Fiel. 30 milhões em ação. A derrota de ontem não irá abalar a fé corinthiana. Nem esfarelar toda a grandeza do clube. Corinthians é tudo aquilo que você viu ontem. É pressão da torcida. É o êxtase da mídia. Os gritos e os choros na arquibancada.

O Corinthians vai continuar na a elite do futebol Paulistano, entre os mais fortes do Estado. Um dos mais tradicionais clubes brasileiros. Não só de torcida vive um clube. Ela não faz dele grande. Nem os títulos. Eles, única e desprezivelmente, não servem para nada, além de histórias para contar. Nem um gigantesco estádio serve para tornar grande um clube de futebol.

O que faz de um clube, e do Corinthians também, grande, é o efeito que a camisa dele causa no adversário. É o fato de só a presença fazer dele favorito ao título do torneio. É a mobilização que a vitória dele, ou a derrota, causa ao redor do mundo. O Corinthians é tudo isso: no Brasil. No resto do Planeta Bola, a notícia ontem não era a derrota corintiana, mas sim a do Ronaldo.

Cuidado para que não haja confusão. A história do Timão é linda. Deixa a Portuguesa com água na boca. Mas ainda há uma página em branco dentro de um livro alvinegro... até o ano que vem!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Apagão no Pitágoras/Minas pode deixar os mineiros fora da decisão

Paulo Marques (@paulo16marques)

O Novo Basquete Brasil (NBB) está em sua reta final. As quatro melhores equipes da primeira fase (Universo/BRB, Flamengo, Vivo/Franca e Pitágoras/Minas, na respectiva ordem) já começaram o confronto dos playoffs, da melhor de cinco partidas.

Nesta fase da competição, prezar pelos fundamentos básicos do esporte pode garantir certa vantagem sobre os adversários. E justamente neste sentido o Pitágoras/Minas ruiu. O time mineiro esqueceu de usar o fator casa, teve erros primários causados pela falta de concentração e fracassou na partida contra o Universo/BRB, na última terça-feira, na Arena JK, em Belo Horizonte, onde os visitantes venceram por 106 a 97.

Na partida, que iniciou a série de playoffs, a equipe mineira até esboçou que começaria o confronto com vitória, mas os constantes erros de passes, o pouco aproveitamento nos rebotes e a inconstância no ataque fizeram com que a equipe de Brasília vencesse com um pouco de facilidade.

O técnico Flávio Davis mostrou que ainda está inseguro com sua equipe. Vendo seu time perder muitos rebotes, o técnico do Minas não usou o banco de reservas para tentar sanar o problema. O ala/pivô Leandro (6 pontos), que tem um ótimo aproveitamento nos rebotes, foi pouco usado pelo treinador. O armador Sucatzky (18 pontos), esperança de bons lances, foi um dos poucos lúcidos na partida, mas no final acabou sentindo dores na coxa e teve que deixar a quadra.

Já pelo lado do Brasília, o armador Nezinho, cestinha da partida com 26 pontos, e o ala Alex (11 pontos) fizeram a diferença, tudo deu certo. O treinador Lula de Oliveira soube usar as ferramentas nos momentos certos e confundiu a defesa do Minas, que não estava em uma noite inspirada. Murilo, pivô da equipe mineira, também terminou a partida com 26 pontos.

Contando com a boa movimentação dos pivôs, principalmente do grandalhão Guilherme, o Universo/BRB manteve-se constante na partida, o que não facilitou muito a vida do treinador Flávio Davis. Os contra-ataques deliberados pelo armador Valtinho (19 pontos) e os rebotes do pivô Estavam (13 pontos) também foram fundamentais para o sucesso dos visitantes.

Na seqüência da série, os mineiros têm que vencer pelo menos uma das duas partidas que acontecem na casa do Universo/BRB para forçar o quarto confronto, em Belo Horizonte. De acordo com o regulamento da competição, as duas equipes melhores colocadas jogam a segunda e a terceira partida em casa e, se necessário, também jogam o quinto e último jogo em seus domínios. A vantagem de três vitórias garante a equipe na final do NBB.

Abaixo a relação dos próximos jogos:

(1º) Universo/BRB/Financeira Brasília 1 x 0 Pitágoras/Minas (4º)

Jogo 01 – 04/05 (terça-feira) Universo 106 x 97 Minas, em Belo Horizonte (MG)

Jogo 02 – 07/05 (sexta-feira), às 19h, em Brasília (DF)

Jogo 03 – 08/05 (sábado), às 18h30, em Brasília (DF)

Jogo 04 – 11/05 (terça-feira), às 19h, em Belo Horizonte (MG) – se necessário

Jogo 05 – 14/05 (sexta-feira), às 19h, em Brasília (DF) – se necessário

Filme repetido

Luciano Dias (@jornlucianodias)

Mais uma decepção corintiana em Libertadores. Desta vez, no ano do centenário. Depois de fazer a melhor campanha da fase de grupos, o Corinthians foi eliminado pelo Flamengo nas oitavas de final da competição.

Culpados? Neste momento, vários são apontados como vilões. Alguns culpam Ronaldo, que não se encontrou em 2010. Outros destacam os reforços que não vingaram, casos de Tcheco, Iarley e Danilo. Para alguns, a falta de padrão de jogo de Mano Menezes foi essencial.

De fato, todos estes fatores prejudicaram. Mas, a obsessão pela Libertadores foi determinante para o fator psicológico do time, culminando com a eliminação precoce. Mais uma vez.

Eliminações diferentes, mas todas com um sabor - muito amargo por sinal. O River Plate, em 2003 e 2006, não sai da cabeça da Fiel. Agora, o Flamengo também não vai sair tão cedo. Qual corintiano que esqueceu das eliminações para o Palmeiras em 1999 e 2000? Com certeza, nenhum. Duas vezes nos pênaltis.

A palavra chave para o corintiano é Libertadores. É um título que os rivais têm. O Timão não. Todo grupo que entra nessa competição com a camisa do Corinthians sente essa obsessão. A pressão é muito grande e isso prejudica muito.

Olha que o elenco atual é muito experiente. Jogadores rodados. Alguns, campeões do mundo e da Libertadores. Roberto Carlos, Ronaldo, Danilo, Iarley...

Mas, muitas vezes experiência não é tudo. Tranquilidade para trabalhar conta muito. A história do Corinthians na Libertadores sempre atrapalhou esta busca de tranquilidade. Para muitos, o Timão sempre entra como favorito, mas sempre decepciona.

Vamos fazer um giro histórico e acompanhar as decepções corintianas na Libertadores:

1977: eliminado na primeira fase, no grupo onde estava Internacional (BRA), El Nacional e Deportivo Cuenca (EQU);
1991: eliminado nas oitavas de final para o Boca Juniors (ARG): 1 x 3 (F) e 1 x 1 (C);
1996: eliminado nas quartas de final para o Grêmio: 0 x 3 (C) e 1 x 0 (F);
1999: eliminado nas quartas de final para o Palmeiras: 0 x 2 (N) e 2 x 0 (N) - Palmeiras 4 x 2 nos pênaltis;
2000: eliminado nas semifinais para o Palmeiras: 4 x 3 (N) e 2 x 3 (N) - Palmeiras 5 x 4 nos pênaltis;
2003: eliminado nas oitavas de final para o River Plate (ARG): 1 x 2 (F) e 1 x 2 (C);
2006: eliminado nas oitavas de final para o River Plate (ARG): 2 x 3 (F) e 1 x 3 (C) ;
2010: eliminado nas oitavas de final para o Flamengo: 0 x 1 (F) e 2 x 1 (C)

terça-feira, 4 de maio de 2010

O salvador das torcidas e dos incompetentes

Thiago Ricci (@thiricci)

Claramente baseados em interesses políticos, os estaduais ganham a cada ano mais inimigos. Tabelas inchadas, disparidade técnica entre os times assombrosa, despreparo dos times grandes, sem tempo para pré-temporada, falta de interesse do público são alguns motivos óbvios para o extermínio desses torneios.

Mas o que seriam dos dirigentes corruptos e incompetentes sem os salvadores estaduais? E os pobres torcedores desses times, comandados por irresponsáveis? Para não se estender à outra polêmica, foram analisados os 20 clubes pertencentes ao Clube dos 13:

Atlético-MG - Nem toda a recente adoração pelo "salvador" Alexandre Kalil seria capaz de amenizar a ira alvinegra. A massa atleticana, nacionalmente conhecida pela paixão incondicional, teria, certamente, um impacto negativo. Nada menos do que 40 troféus seriam reduzidos da estante preta e branca. O último caneco de alguma expressão seria o da extinta Conmebol, em 1997. E mesmo assim de valor duvidoso, já que o CSA, da Alagoas, foi vice-campeão e o Talleres, atualmente na terceira divisão argentina, abocanhou o título.

Atlético-PR - Menos 22 taças para o currículo dos paranaenses. Entretanto, o time mais forte do Paraná não ficaria completamente órfão, graças às competentes conquistas dos últimos anos. Os vices da América, em 2005, e do Brasil, em 2004, além do título brasileiro do início do século, em 2001, deixariam os rubro-negros, que têm um dos estádios mais modernos do país, tranquilos.

Bahia -A supremacia no estado continuaria por causa do único título nacional, mas os torcedores perderiam 43 motivos para importunar os rivais. A comemoração mais importante ficaria na década de 80, com o Brasileiro de 1988. Além do solitário troféu, os dirigentes poderiam se escorar nas três conquistas da Copa do Nordeste (1997, 1999 e 2003), talvez a saída para substituir os desinteressantes campeonatos estaduais.

Botafogo - O atual comandante do alvinegro carioca odiaria a extinção dos estaduais. Sete cariocas seriam subtraídos do currículo de Joel Santana. O questionado time do Botafogo estaria completamente na berlinda, ao ser eliminado da Copa do Brasil. E os dirigentes precisariam fazer duas estátuas: uma para o atacante Túlio e outra para o árbitro Márcio Rezende de Freitas. O primeiro pelos 23 gols e o último pelas trapalhadas na partida final que ajudaram a dar o único Brasileiro ao Fogão, em 1995. A estante botafoguense teria que dar adeus a 19 taças.

Corinthians - Perderia a supremacia paulista ao ver 26 taças sumirem. Mas o alvinegro paulista, sustentado por parcerias suspeitas, provavelmente conseguiria manter o maior número de torcedores no estado. Apesar do rebaixamento em 2007, os quatro títulos brasileiros (1990, 1998, 1999 e 2005), as três Copas do Brasil (1995, 2002 e 2009) e a Copa do Mundo organizada pela Fifa, em 2000, conseguiriam fazer com que os fãs corintianos esquecessem a incompetência administrativa.

Coritiba - Sem 34 títulos estaduais, a torcida do Coritiba perderia, provavelmente, um dos únicos argumentos para zombar os rivais atleticanos. O recente rebaixamento no Campeonato Brasileiro e o longínquo Campeonato Brasileiro de 1985 provavelmente causariam a fúria dos coxas-brancas.

Cruzeiro - Carinhosamente apelidado de campeonato rural pelo presidente, o Cruzeiro aparentemente não sentiria falta do Campeonato Estadual. Os cruzeirenses somente lamentariam a chance de alcançar o número de títulos do rival. Desde 1990, ganhou o dobro do que o Atlético (12 contra 6 conquistas). Uma visão mais pessimista diria que o período de sete anos sem títulos nacionais (em 2003, o Cruzeiro venceu o que chama de tríplice coroa: Estadual, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro) é extenso para um dos clubes mais organizados do Brasil.

Flamengo - A disputa particular com o Fluminense (tricolor tem 30 títulos e, o rubro-negro, 31) acabaria, mas é provável que o Flamengo continuaria com a maior torcida do país. O título brasileiro do ano passado e a Copa do Brasil em 2006 são conquistas que continuam frescas na memória do torcedor.

Fluminense - Sem 30 taças na Sala de Troféus, o Fluminense provavelmente perderia adeptos. A torcida teria que ficar satisfeita com a Copa do Brasil de 2007. Com exceção da conquista há três anos, só os trintões conseguiriam vangloriar-se de um título nacional: em 1984, um Campeonato Brasileiro.

Goiás - O time alviverde perderia a supremacia goiana, com 22 troféus a menos. Mas o impacto ficaria restrito a isso, já que não venceu títulos de importância nacional. As últimas taças seriam a da Copa Centro-Oeste, em 2001, 2002 e 2003.

Grêmio - Sem os 36 títulos estaduais, o Grêmio precisaria voltar há quase uma década para comemorar uma conquista importante: a Copa do Brasil de 2001. Pouquíssimo para um time de tanta tradição quanto o tricolor gaúcho.

Guarani - O curioso é que o Guarani ficaria intacto com a eliminação dos títulos estaduais. Única equipe do interior a vencer um Campeonato Brasileiro, em 1978, o Bugre nunca ganhou um Campeonato Estadual.

Internacional - Os colorados não ficariam satisfeitos em perder um dos motivos para ridicularizar os rivais: sem as 39 taças, a supremacia estadual iria por água abaixo. De qualquer forma, a boa administração desta década acalmaria os torcedores. Além de sediar a Copa do Mundo em 2014, o clube tem nada menos do que cinco copas internacionais recentes: Mundial e da Libertadores em 2006, Recopa no ano seguinte, Sul-Americana em 2008 e Suruga no ano passado. Falta, somente, o Brasileiro. O último foi em 1979.

Palmeiras - Se o alviverde paulista já é um turbilhão com 22 campeonatos estaduais, a situação com certeza não melhoria sem eles. Ainda com a recente perda do Campeonato Brasileiro, a torcida não perdoaria ser o único time paulista sem títulos importantes no atual século. Restaria aos palmeirenses lembrar da década de 90: Copa Libertadores (1999), bicampeonato brasileiro (1993 e 1994), Copa Mercosul (1999) e Copa do Brasil (1998).

Portuguesa - Time simpático, é difícil acreditar que os poucos torcedores que tem existem por causa dos distantes campeonatos estaduais de 1935, 1936 e 1973. Provavelmente não teria impacto algum no número de simpatizantes.

Santos - Ninguém gostaria de perder 18 títulos - ainda mais um com menos de uma semana de conquista. Mas é praticamente certo que a torcida não depende dessas taças. Além de ter encantado o Brasil com um time em que o maior futebolista da história jogou, o Santos aprendeu a viver sem o Pelé. Os únicos campeonatos brasileiros foram vencidos nesta década, em 2002 e 2004.

São Paulo - Outro time que provavelmente passaria imune à retirada dos estaduais (21 títulos a menos). A administração, com certeza, comemoraria a derrocada da inimiga Federação. Dono do maior estádio particular do país, o São Paulo ainda tem fresco na memória o tricampeonato brasileiro (2006, 2007 e 2008) e dois títulos internacionais (Copa Libertadores e Mundial em 2005).

Sport - 38 taças e a supremacia estadual absoluta a menos desagradariam os rubro-negros. O que salvaria a pele dos dirigentes seria a Copa do Brasil, vencida há dois anos. Fora essa conquista, sobrariam o contestado título nacional de 1988 e a Copa Nordeste, de 1994 e 2000.

Vasco - Talvez o maior símbolo de vítima de uma administração corrupta, o Vasco aumentaria o jejum sem os 22 campeonatos cariocas. A torcida, ávida por um título, provavelmente ficaria ainda mais insatisfeita. Ninguém se esqueceu das conquista do final da década de 1990 (Libertadores em 1998, Campeonato Brasileiro em 1997 e 2000, Mercosul em 2000 e Rio-São Paulo no mesmo ano), mas é pouco para um clube como o Vasco.

Vitória - Sem os 26 campeonatos estaduais, sobrariam para o Vitória as conquistas da Copa Nordeste (1997, 1999 e 2003). Três títulos para um time tradicional provavelmente não sustentariam a torcida que o Vitória tem. De qualquer forma, a aparição mais forte do time baiano no cenário nacional foi em 1993, quando disputou o Campeonato Brasileiro com o Palmeiras.



Com essa rápida constatação, é possível observar que muito time brasileiro ficaria praticamente sem títulos nas últimas décadas. O efeito dos campeonatos estaduais é claramente maléfico para o futebol cada vez mais profissional e competitivo disputado atualmente. Mas é difícil negar a importância desses campeonatos para a distribuição de torcedores. É possível que, sem eles, ficássemos parecidos com os países europeus, com um grupo extremamente restrito de clubes potentes.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Extra, extra!

Thiago Ricci (@thiricci)

Os tempos sombrios acabaram. Alívio, alegria e empolgação são alguns dos sentimentos ao poder escrever a excelente notícia. Após o Acréscimos ficar um longo período dependente do nosso herói da resistência Luciano Dias (@jornlucianodias), temos o prazer de anunciar que o projeto volta ainda mais forte e ambicioso.

Faltam alguns ajustes para que todas as novidades sejam divulgadas, mas vocês já poderão se desfrutar, nesta semana, da volta dos textos de Paulo Henrique Marques (@paulo16marques), Pedro Rotterdan (@protterdan), Rafael Rebuiti (@rafaelrebu), Thiago Ricci (@thiricci), além da novidade Antônio de Paulo (@juniorpest), com suas ácidas palavras. São aguardadas duas assinaturas para a equipe ficar ainda mais abrilhantada.

O pacote também abrange outras áreas, não somente jornalísticas. Mas, como foi dito, elas serão explicitadas logo mais. Além da volta daqueles que estavam adormecidos, esta semana já apresenta novidade: o acompanhamento de jogos pelo twitter do Acréscimos (@acrescimos). Sigam-nos! Amanhã, com jogos da Copa Libertadores, será dado o pontapé inicial desta nova ferramenta.

Aguardem, sigam, leiam, opinem!

domingo, 2 de maio de 2010

São Paulo Foot-Ball Porto Alegrense

Luciano Dias

Oito jogadores. Este é o número de ex-são-paulinos no elenco do Grêmio. Quase um time inteiro. O objetivo gremista deve ser adquirir o espírito vencedor do São Paulo dos últimos anos.

A receita está dando certo. O Grêmio levou o Gaúchão deste ano. O Tricolor dos Pampas não ganhava nada desde 2007, quando conquistou o Estadual. Aliás, naquele ano, foi vice da Libertadores.

São oito atletas, que em sua maioria, alternaram bons e maus momentos com a camisa do São Paulo. Alguns jogadores nem brilharam tanto. Casos de Joilson e Fábio Santos. Mas, um fato é comum entre esses atletas: todos ganharam títulos no Tricolor Paulista.

O treinador do Grêmio, Silas, também brilhou no São Paulo. Não como técnico, mas como um exímio meio-campista.

A avalanche de ex-são-paulinos coloca o Tricolor dos Pampas novamente no caminho das conquistas.

Confira a relação de ex-são paulinos no Grêmio:

- Rodrigo: o zagueiro atuou em duas temporadas pelo São Paulo – 2004-05 e 2008-09. Conquistou o Brasileirão de 2008 com o Tricolor. Recebeu a Bola de Prata do Nacional daquele ano. No ano passado, teve dificuldades para superar uma embolia pulmonar e um problema na mão direita. Vinculado ao Dínamo de Kiev, não acertou a renovação de empréstimo com o São Paulo. O Grêmio, em uma boa jogada, acertou;

- Joilson: Versátil (lateral-direito e meio-campo), jogou no São Paulo em 2008. Não repetiu as boas atuações dos tempos de Botafogo. Também não está bem no Grêmio. Foi dado como dispensável em 2009, mas Silas ainda insiste com ele no elenco;

- Fábio Santos: Revelado no São Paulo, foi eterna moeda de troca do clube paulista. Nunca caiu nas graças da torcida são-paulina. Mesmo assim, tem no currículo um Paulista, uma Libertadores e um Mundial com o São Paulo;

- Lúcio: No Tricolor, ficou por uma temporada e conquistou o Brasileirão de 2006. Não teve grandes atuações como nos tempos de Palmeiras e Ituano. Foi negociado no ano seguinte;

- Souza: Irreverente e polêmico, o apoiador ficou cinco anos (2003-08) no São Paulo. Teve altos e baixos. Com boas atuações em 2006, levou a Bola de Prata do Brasileirão daquele ano. O currículo é recheado de títulos no Tricolor Paulista. Um Mundial, uma Libertadores, dois Brasileiros e um Paulista;

- Hugo: O armador surgiu no Tricolor paulista disputando a Copa São Paulo de Júniores de 2000. Era um time que tinha Kaká no banco. Mas, Hugo teve que rodar o Brasil e o mundo para ter reconhecimento no São Paulo. Na segunda passagem pelo clube paulistano, atuou entre 2007 e 2009. Colocou no currículo dois Brasileiros;

- Leandro: Pupilo de Muricy Ramalho, o guerreiro, como é apelidado, atuou no São Paulo entre 2006 e 2007. Mesclando raça e categoria, conquistou dois Brasileiros com o Tricolor Paulista;

- Borges: Para muitos, injustiçado no São Paulo. Para outros, não tinha futebol para se firmar como titular no Tricolor Paulista. Essa foi a realidade de Borges entre 2007 e 2009. Tempo para conquistar dois Nacionais. Mesmo assim, não ficou satisfeito na última temporada. O Grêmio, quase um São Paulo, foi a escolha para respirar novos ares. Está muito bem no Sul. Os gols estão saindo com frequência;

- Silas: Ainda não teve a chance de treinar o São Paulo. Mas, como jogador, foi ídolo no Tricolor Paulista, nas décadas de 80 e 90. Conquistou três Paulistas (1985, 87 e 98) e o Brasileirão de 1986.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Internazionale da Itália?

Luciano Dias

Barcelona 1 a 0 sobre a Internazionale de Milão. Um belo jogo. Mesmo com o revés, o time da Itália se classificou para a final da Liga dos Campeões. A Inter é uma equipe que mostra a força e a frieza do futebol italiano.

Não é bem assim. Tudo certo que a Inter é uma das principais potências da Itália. Mas os jogadores da Azurra estão em último plano no elenco do time de José Mourinho. O jogo desta quarta-feira (29) é um belo exemplo. Dos 14 atletas que entraram em campo, simplesmente não havia nenhum jogador italiano.

A Internazionale, que também está prestes a conquistar o escudeto em seu país, é um verdadeiro desfile sul-americano. Mais precisamente de brasileiros e argentinos. Contra o Barça, entraram em campo nove jogadores da América do Sul, sendo quatro brazucas, quatro hermanos e um colombiano.

Por incrível que pareça, apenas dois europeus jogaram contra o clube espanhol: o holandês Sneijder e o romeno Chivu. Inclusive, havia mais africano do que europeu. Três no total: o camaronês Samuel Eto´o, o queniano Mariga e o ganês Muntari. Só lembrando que o treinador, José Mourinho, também não é italiano. Trata-se de um "simpático" português.

O elenco da Internazionale mostra que o futebol está cada vez mais importado. Mostra também a importância de jogadores brasileiros e argentinos pelo mundo.

Mas, a parte Giuseppe Meazza de Milão não quer nem saber quem entra em campo. Quer que os títulos sigam para a Internazionale - um time italiano, mesmo não parecendo.

Veja os jogadores da Inter que entraram em campo contra o Barcelona:


- Júlio César - brasileiro
- Maicon - brasileiro
- Lúcio - brasileiro
- Samuel - argentino
- Zanneti - argentino
- Cambiasso - argentino
- Thiago Motta - brasileiro
- Chivu - romeno
- Sneijder - holandês
- Eto´o - camaronës
- Diego Milito - argentino

- Mariga - queniano
- Muntari - ganës
- Ivan Cordoba - colombiano

- José Mourinho (técnico) - português

terça-feira, 6 de abril de 2010

Onde estão os pentacampeões?

Luciano Dias

O que andam fazendo os pentacampeões de 2002?

Se aposentaram? Continuam atuando em grandes clubes? Ainda vestem a camisa da seleção? Foram esquecidos? Todas estas perguntas ajudam a formular a resposta.

Muitos já devem ter esquecido os jogadores que deram ao Brasil o quinto título Mundial. Era a famosa "famíla Scolari". Dos 23 convocados para a Copa disputada na Coreia e no Japão, apenas Kaká não ultrapassou a casa dos 30 anos. Curiosamente, ele é a maior esperança brasileira para a conquista do hexa, na África do Sul.

Seis heróis do penta disputam o Paulistão deste ano. Marcos, pelo Palmeiras; Roberto Carlos e Ronaldo, pelo Corinthians; Rogério Ceni, pelo São Paulo; além de Roque Júnior e Juninho Paulista, pelo Ituano.

Dois já se aposentaram. Ou melhor, apenas Vampeta se despediu dos gramados oficilamente. Cafu ainda tem dúvidas se quer voltar ou não. Sem clube apenas o rodado atacante Luizão.

Mas, quem continua firme na seleção? Bem, firme mesmo apenas Lúcio, Gilberto Silva e Kaká. Kleberson vem sendo lembrado nas últimas convocações. Já Roberto Carlos, Ronaldo e, principalmente, Ronaldinho Gaúcho ainda alimentam as esperanças para disputar o Mundial da África.

Abaixo, um comparativo dos pentacampeões. Como esles estavam em 2002 e como estão hoje. Confira:

1 - Marcos, 36 anos (Palmeiras): O clube é o mesmo de 2002. Mas, é inegável que os cabelos e a agilidade do goleiro caíram nos últimos oito anos;

2 - Cafu, 39 anos (aposentado?): O capitão do penta ainda não se decidiu sobre a aposentadoria. Este ano, ele quase foi contratado pelo Grêmio Prudente e pelo Santo André. Mas Cafu preferiu esperar um pouco mais. Lembrando que o último jogo oficial do lateral foi pelo Milan, em maio de 2008. Será que Cafu ainda aguenta mais alguns anos?

3 - Lúcio, 31 anos (Inter de Milão): Em 2002, quando atuava pelo Bayer Leverkusen (ALE), era um dos jogadores mais criticados do elenco da seleção. Hoje, Lúcio é fundamental e se transformou em um dos melhores zagueiros do mundo;

4 - Roque Júnior, 33 anos (Ituano): A única semelhança do jogador de 2002 para o cenário atual são as cores da camisa do time: rubronegra. De campeão do mundo pelo Milan, hoje Roque Júnior é uma das decepções do Ituano;

5 - Edmilson, 33 anos (Zaragoza-ESP): Preterido pelo Palmeiras nesta temporada, Edmilson tenta recuperar o futebol dos tempos de Barcelona. Muito difícil, pois a agilidade do jogador está longe de ser a mesma. Em 2002, o zagueiro, que também faz as vezes de volante, atuava pelo Lyon (FRA);

6 - Roberto Carlos, 37 anos (Corinthians): Se o futebol não é o mesmo, o marketing do jogador continua igual ao dos tempos de Real Madrid. Após a sua saída de seleção, a lateral-esquerda do Brasil ficou sem dono. Roberto Carlos ainda sonha em beliscar uma vaguinha para a Copa da África. Sonho que não é impossível;

7 - Ricardinho, 33 anos (Atlético-MG): Em 2002, Ricardinho, um dos destaques do Corinthians, foi chamado de última hora para a Copa, após o corte do volante Emerson. Se na época a vaga caiu no colo do armador, hoje o que caiu, e muito, foi o seu futebol. Em resumo, Ricardinho é um pensador cada vez mais lento;

8 - Gilberto Silva, 33 anos (Panathinaikos-GRE): Uma das surpresas em 2002, Gilberto Silva é titular absoluto da seleção atual, mesmo criticado pela imprensa e por torcedores. Se há oito anos o jogador era considerado versátil, hoje tenta se desvencilhar do rótulo de volante pragmático;

9 - Ronaldo, 33 anos (Corinthians): Artilheiro da Copa do Mundo de 2002. Uma carreira invejável. Os gols e a agilidade caíram. Mas Ronaldo continua sendo um jogador diferenciado... Dentro de campo, na mídia e no marketing. Os números ($$) dele no Corinthians, atual clube, mostram isso. Ronaldo ainda sonha com uma vaga para a Copa da África. De fato, vai ficar só no sonho;

10 - Rivaldo, 38 anos (Bunyodkor-UZB): Um dos melhores jogadores do mundo em 2002, Rivaldo não conseguiu encontrar o bom futebol após aquela Copa. Atualmente, o jogador até brilha. Mas brilha no apagado futebol do Uzbequistão;

11 - Ronaldinho Gaúcho, 30 anos (Milan-ITA): Foi um dos destaques da Copa de 2002. Hoje, é preterido por Dunga. Após a Copa da Coréia/ Japáo, a carreira de Ronaldinho decolou. Foi rei no Barcelona e melhor do mundo em 2004 e 2005. O fracasso na Copa de 2006 culminou com a queda de rendimento do craque. Atualmente, no Milan, o jogador está recuperando, aos poucos, o futebol. O que para este blogueiro é o suficiente para garantir um lugarzinho na seleção na disputa da Copa da África;

12 - Dida, 36 anos (Milan-ITA): Perdeu a posição para Marcos meses antes da Copa de 2002. Teve a sua chance no Mundial seguinte, em 2006. Decepcionou. Aliás, vem decepcionando também a torcida do Milan nos últimos anos. São os prenúncios do fim da carreira;

13 - Belleti, 33 anos (Chelsea-ING): Em 2002, era um dos destaques da equipe do São Paulo. Pode-se dizer que Belleti é um jogador competente, mas a sorte é a sua principal qualidade. Por exemplo, foi o herói do título da Liga dos Campeões conquistado pelo Barcelona, em 2006. Mesmo reserva, sobrevive no Chelsea, simplesmente um dos times mais ricos do mundo;

14 - Anderson Polga, 31 anos (Sporting Lisboa-POR): Uma das surpresas da Copa de 2002, quando vivia grande fase com a camisa do Grêmio. Depois do mundial, foi para o Sporting Lisboa, onde teve grandes atuações. Mas, hoje a fase não é das melhores e é constantemente vaiado por sua torcida;

15 - Kleberson, 30 anos (Flamengo): Campeão brasileiro pelo Atlético Paranaense, Kleberson foi a melhor surpresa da Copa de 2002. Foi um dos últimos convocados, mas terminou o mundial como titular absoluto. Depois de passagens frustradas pela Europa, o volante reencontrou o bom futebol no Flamengo, em 2009. Como prêmio, vem sendo nome constante nas últimas convocações de Dunga. A chance de disputar uma segunda Copa é muito grande;

16 - Júnior, 36 anos (Atlético-MG): Outro pupilo de Felipão. Na época da Copa de 2002, não estava na melhor fase no Parma, da Itália. Mas, as belas atuações no Palmeiras, no final da década de 90, foram suficientes para credenciar o jogador para o Mundial daquele ano. Hoje, no Galo, atua mais na armação de jogadas. Obviamente, não aguenta mais voltar para marcar;

17 - Denilson, 32 anos (Kavala-GRE): Com uma habilidade invejável, era o 12º jogador da Copa de 2002. De lá pra cá, seu futebol caiu assustadoramente. No ano passado, atuou no modesto Itumbiara, de Goiás. Atualmente, ainda ganha dinheiro na Grécia. Mas futebol que é bom... nada;

18 - Vampeta, 36 anos (aposentado): Irreverente e em grande fase, Vampeta foi muito importante na disputa das Eliminatórias para o Mundial de 2002. Depois do penta, apareceu, principalmente, em declarações polêmicas e na cambalhota na rampa do Palácio do Planalto. Encerrou a carreira em 2008, vestindo a camisa do Juventus, de São Paulo. Este ano, Vampeta iniciou a sua trajetória como treinador no modesto Nacional, clube da capital paulista;

19 - Juninho Paulista, 37 anos (Ituano): Rápido e habilidoso, Juninho tinha tudo para ser uma peça fundamental no esquema de Felipão na Copa de 2002. Mas não se adequou e perdeu a posição para Kléberson. Após o penta, Juninho rodou pelo mundo e atuou, inclusive, no futebol australiano. Atualmente, é presidente e meio-campo do Ituano. É outro que já está preparando as malas para se despedir da vida de jogador e se mergulhar na vida de cartola;

20 - Edilson, 39 anos (Bahia): Fundamental nas Eliminatórias, o "capetinha" entrou em quase todas as partidas no Mundial de 2002. Depois de ter anunciado aposentadoria em 2008, Edilson não resistiu e voltou aos gramados este ano. Ele veste a camisa do Bahia com o aval do técnico Renato Gaúcho. Sem querer afastar o "capetinha", o fim está muito próximo;

21 - Luizão, 34 anos (sem clube): O estoque de gols parece ter acabado. Deve ter distribuído nos mais de 15 clubes que passou. Em 2002, Luizão só não foi titular porque Ronaldo se recuperou. Com todo respeito, ainda bem. Mesmo não parando em nenhum clube, trata-se de um atacante com vários títulos no currículo. O que parece não ser suficiente para Luizão conseguir um bom contrato nos dias atuais;

22 - Rogério Ceni, 37 anos (São Paulo): Mesmo sem a mesma elasticidade de 2002, Ceni ainda é considerado um grande goleiro. É de fato o comandante Tricolor em campo. Não será surpresa se, em breve, Ceni se transformar em cartola são-paulino;

23 - Kaká, 27 anos (Real Madrid-ESP): O único que não chegou à casa dos 30 anos. Kaká foi para o Mundial de 2002 para apenas respirar o clima de Copa do Mundo. Sábia percepção de Felipão. Kaká é hoje fundamental na seleção. Mesmo sem viver grande fase no Real Madrid, a torcida e a imprensa brasileira depositam no craque a esperança de se buscar o hexa para terras canarinhas. Será que a Copa da África é a Copa de Kaká?

- Luis Felipe Scolari, 61 anos (Bunyodkor-UZB):
Super valorizado após a Copa de 2002, Felipão recebeu propostas de grandes clubes e de várias seleções. Preferiu Portugal. Utilzando a mesma fórmula dos tempos de seleção brasileira - a união -, fez um belo trabalho por lá. Em 2008 e 2009, teve uma passagem, sem muito sucesso, pelo Chelsea. Hoje é comandante do Bunyodkor, do Uzbequistão. Muito pouco para um treinador pentacampeão do mundo.

domingo, 14 de março de 2010

Alonso vence a primeira em temporada de mudanças

por Pedro Rotterdan

E começa a temporada 2010 da F1, sem reabastecimento e com novo sistema de pontuação. O GP do Bahrein foi vencido pelo espanhol Fernando Alonso, que estreou pela Ferrari ao lado do brasileiro e segundo colocado na corrida Felipe Massa. Foi uma corrida tranquila. Alonso largou em terceiro e, logo na largada, conseguiu passar o companheiro de equipe. Na metade da prova, a dupla da Ferrari ultrapassou, de uma só vez, o alemão Sebastian Vettel, da RBR ,que estava com problemas no carro. O pódio foi completado pelo inglês da McLaren, Louis Hamilton.

A corrida também contou com várias novidades na pista. Além das novas regras, dois pilotos voltaram para a competição. Felipe Massa, que ficou oito meses afastado das pistas por causa de uma mola que se soltou do carro do também brasileiro Rubens Barrichello na temporada passada. Felipe Massa fez uma boa corrida, regular durante toda a prova, largou e chegou em segundo lugar. O outro retorno, também muito esperado, foi do heptacampeão Michael Schumacher. Ele havia se aposentado no final da temporada de 2006 e voltou correndo pela Mercedes, antiga Brawn, e terminou a corrida em sexto lugar. Assim como Massa, o alemão fez uma corrida tranquila, sem erros, foi pouco agressivo sem arriscar nas ultrapassagens. Outra volta muito boa para a F1 foi a da equipe Lotus, que Ayrton Senna defendeu nos anos 80. A equipe conta com o veterano Jarno Trulli, da Itália, e o finlandês Heikki Kovalainen.

Rubens Barrichello, da Williams, terminou a prova em 10º lugar e marcou um ponto. O carro não é o que todos esperavam. Faltam muitos acertos para a Willians ser competitiva e disputar pódio. A equipe é apenas a quinta força entre as 13, ficando atrás da Ferrari, McLaren, Renault e Mercedes. Mesmo assim, está lado a lado com RBR e Force India, que também querem ser a quinta força.

Duas equipes estreantes trouxeram estreias de dois brasileiros. Eles não conseguiram muita coisa. Lucas DiGrassi, da Hispania, e Bruno Senna, da VTR, abandonaram a prova. Bruno largou dos boxes após uma decisão da equipe. Mesmo assim, ele conseguiu algumas ultrapassagens, mas, com o carro muito lento, abandonou a prova ainda com 15 voltas. Essas duas equipes, ainda sem muito planejamento, podem ser boas para que eles ganhem experiência. Eles devem manter a calma. Todo início é complicado. Eles devem se espelhar no caso de Nelsinho Piquet na temporada passada. Eles devem focar na carreira e ficar bem longe de polêmicas.

O que muda em 2010

Entre as novidades está a nova regra de pontuação, fim do reabastecimento. Todas essas regras vão deixar a competição mais disputada. Confira as principais mudanças para 2010.

Fim do reabastecimento

Depois de 16 anos, chega ao fim o reabastecimento. Isso vai deixar os pit stops mais rápidos, apenas para troca de pneus. Assim todas as equipes entram em igualdade na pista, todos com o mesmo peso. Aí o que vai falar mais alto é a força do motor. Os tanques ficaram maiores e assim, os carros mais pesados. Vai atrapalhar as ultrapassagens? Só a temporada pra dizer. Os mecânicos mais rápidos vão deixar a equipe mais perto da vitória.

Nova pontuação

A nova regra de pontuação vai permitir que mais pilotos pontuem, assim a briga pelo título pode ficar mais emocionante. No antigo sistema pontuavam do primeiro ao oitavo colocado. O primeiro marcava 10 pontos, o segundo 8, o terceiro 6 e seguia 5-4-3-2-1. Agora o primeiro leva 25 pontos, 18 para o segundo, 15 para o terceiro e seguindo até o décimo 12-10-8-6-4-2-1.

KERS

O fim do KERS, sistema de recuperação de energia usado nas ultrapassagens, chegou a ser discutido pelas equipes. Elas até haviam entrado em um acordo sobre isso. Mas ele permanece na F1 como uma opção. As escuderias combinaram em não usar. Mas, caso alguma queira ,pode optar pelo equipamento, já que a FIA autorizou. Mas times grandes, como Ferrari e McLaren, devem optar por utilizá-lo novamente.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Camisas que pesam em Copa do Mundo

Luciano Dias

Podem falar o que quiser. Que a Alemanha não tem grandes jogadores. Que a Itália não vive bom momento. Que a seleção brasileira não vai longe com Dunga no comando. Mas, raramente, uma dessas três seleções não chegam na final da Copa do Mundo.

Em 18 edições, apenas duas vezes Brasil, Itália e Alemanha não apareceram na decisão. No prmeiro Mundial, no Uruguai, os donos da casa venceram a Argentina no último jogo. Já em 1978, na Argentina, nossos hermanos derrotaram a Holanda na final.

Brasil e Alemanha chegaram em sete decisões. Já a Itália chegou à final em seis oportunidades. Não há dúvidas que a Espanha está jogando um grande futebol. Mas, em Copa do Mundo, as camisas de tradições pesam e, geralmente, prevalecem.

Vamos resgatar, por exemplo, os dois últimos mundiais. Em 2002, quem acreditava no Brasil, que fez péssima Eliminatórias, e na previsível Alemanha na final? Em 2006, algúem imaginava que a questionada Itália seria tetracampeã?

Faltam menos de 100 dias para a Copa da África. Não dúvide da presença de brasileiros, alemães e italianos na decisão.

Todas as finais de Copa do Mundo:

- Copa de 30 no Uruguai: Uruguai 4x2 Argentina
- Copa de 34 na Itália: Itália 2x1 Tchecolsováquia
- Copa de 38 na França: Itália 4x2 Hungria
- Copa de 50 no Brasil: Uruguai 2x1 Brasil
- Copa de 54 na Suíça: Alemanha 3x2 Hungria
- Copa de 58 na Suécia: Brasil 5x2 Suécia
- Copa de 62 no Chile: Brasil 3x1 Tchecoslováquia
- Copa de 66 na Inglaterra: Inglaterra 4x2 Alemanha
- Copa de 70 no México: Brasil 4x1 Itália
- Copa de 74 na Alemanha: Alemanha 2x1 Holanda
- Copa de 78 na Argentina: Argentina 3x1 Holanda
- Copa de 82 na Espanha: Itália 3x1 Alemanha
- Copa de 86 no México: Argentina 3x2 Alemanha
- Copa de 90 na Itália: Alemanha 1x0 Argentina
- Copa de 94 nos Estados Unidos: Brasil 0x0 Itália (3x2)
- Copa de 98 na França: França 3x0 Brasil
- Copa de 2002 na Coréia do Sul e no Japão: Brasil 2x0 Alemanha
- Copa de 2006 na Alemanha: Itália 1x1 França (5x3)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Botafogo oferece vagas para renegados em 2009

Luciano Dias

Eis aqui uma postagem atrasada sobre o Botafogo, campeão da Taça Guanabara, no Rio, há duas semanas. Podemos dizer que o Fogão é um time sofrido, com poucos títulos na última década. Um time longe, mas muito longe mesmo, daqueles das décadas de 50 e 60. Uma equipe que não chega nem perto da campeã nacional em 1995.

O time da estrela solitária deixa os torcedores cada vez mais solitários. Em algumas ocasiões (poucas), surpreende. O exemplo é o título da Taça Guanabara deste ano.

Se não é a primeira opção dos jovens que sonham em brilhar no futebol, pode-se dizer que o Alvinegro é a oportunidade para jogadores renegados em 2009. Do atual elenco botafoguense, nove atletas tentam mostrar que ainda tem futebol para atuar em um time grande. O próprio treinador, Joel Santana, tenta mostrar que ainda tem capacidade.

Sem mais delongas, vamos à lista dos atletas que não foram bem em 2009 e tentam resgatar dias melhores no alvinegro. O primeiro passo já foi dado. Boa parte dos renegados venceram a Taça Guanabara.

Jancarlos - Atuou pelo Cruzeiro em 2009. Começou como titular na Raposa, mas, com partidas irregulares, perdeu a posição facilmente para Jonathan;

Marcelo Cordeiro - Jogou pelo Inter em 2009. Pelo Colorado, disputava posição com Kléber. Uma concorrência desleal;

Fábio Ferreira - Corinthians, Grêmio e Vitória não aguentaram a irregularidade do jogador. Quem sabe o Botafogo aguenta. Pelo menos, fez o primeiro gol na decisão da Taça Guanabara contra o Vasco;

Antônio Carlos - Zagueiro preterido por Antônio Lopes no Atlético Paranaense. Busca um lugar ao sol no Fogão;

Danny Morais - Eterna promessa colorada. Nunca conseguiu se firmar como titular;

Sandro Silva - Atuou pelo Palmeiras em 2009. Teve várias chances com Luxemburgo e Muricy, mas não conseguiu se firmar como titular no Verdão;

Renato Cajá - Sempre moeda de empréstimo do Grêmio;

Lúcio Flávio - Em resumo, só joga bem no Botafogo. No Santos, em 2009, não se firmou;

Edno - De ídolo na Portuguesa se transformou em menos um no Corinthians. Não aguentou ficar fora da lista da Libertadores do Timão e procurou o Botafogo para recuperar o futebol;

Joel Santana - Já virou lenda no Rio de Janeiro. Pode-se dizer que, com um inglês envolvente, também virou lenda na África do Sul, equipe que treinou antes do Botafogo.