Luciano Dias (@jornlucianodias)
Fim de Copa, início de Brasileirão. Com o término do Mundial, encerra-se também a responsabilidade da FIFA nos estádios. A pergunta que fica é: o que ficou de legado nas arenas brasileiras?
Fim de Copa, início de Brasileirão. Com o término do Mundial, encerra-se também a responsabilidade da FIFA nos estádios. A pergunta que fica é: o que ficou de legado nas arenas brasileiras?
Aliás, esta foi a minha missão no jogo entre Cruzeiro e Vitória, na
última quinta-feira (17), no Mineirão. Em um jogo com público de cerca
de 25 mil pessoas, será que as mudanças impostas pela FIFA continuaram?
Como o torcedor fez para chegar ao estádio?
Chegada ao estádio
Quem escolheu ir ao Mineirão pelo transporte coletivo MOVE, criado há
três meses em Belo Horizonte, reclamou da distância para chegar ao
estádio. Os torcedores andam cerca de 20 a 25 minutos.
Quem foi de carro, mais reclamações. Problemas para estacionar o
veículo. É proibido deixar os carros nos arredores do Mineirão. Quem
estacionou (ou tentou estacionar) dentro do estádio, reclamou do
engarrafamento na Avenida Abraham Cahan.
Os torcedores que foram de taxi reclamaram do preço, que ficou ainda maior por causa do engarrafamento no entorno do Mineirão.
É válido lembrar que durante a Copa os torcedores também tiveram que
andar cerca de 25 minutos para chegar ao Mineirão, já que era proibido o
tráfego de veículos particulares nos arredores do estádio.
Arredores do Mineirão
Durante a Copa, entrou em vigor a regra da Fifa para que os os locais
das partidas tivessem barreiras em seu em torno a uma distância de 2,5
km. A medida tinha como função principal isolar cambistas, vendedores
ambulantes e torcedores sem ingresso. Mas, numa rápida volta nos
arredores do Mineirão, foi possível vê-los de volta.
Reclamações dentro do Mineirão
Muitos torcedores que estiveram em jogos da Copa sentiram falta da
cerveja na partida do Brasileirão. Com a proibição, muitos torcedores
ficavam do lado de fora do Mineirão minutos antes de começar a partida
para consumir a bebida.
Com isso, faltando 10 minutos para começar o jogo, houve certo
tumulto para entrar no Mineirão, já que os torcedores esperaram o tempo
máximo do lado de fora.
As reclamações sobre a desobediência em relação aos lugares marcados
continuaram. Neste caso, a mudança é cultural e deve ser feita aos
poucos. Os torcedores também ficaram irritados com as filas das
lanchonetes. Em um dos setores do Mineirão (F inferior), o feijão
tropeiro acabou, tirando a paciência dos cruzeirenses.
Os torcedores reclamaram da falta de informações para se chegar ao
setor indicado para acompanhar a partida. Eles também sentiram falta dos
replays nos telões. Acostumados com a Copa, muitos olhavam para os
telões após os gols e se decepcionaram rapidamente.
Elogios dentro do Mineirão
A limpeza dos banheiros, a qualidade da alimentação, os serviços de
telefonia e internet foram quesitos elogiados pelos torcedores.
Gramado
Por causa do Mundial, o gramado do estádio foi trocado. O que já era
bom antes da Copa, ficou ainda melhor. Elogios do técnico Marcelo
Oliveira e dos jogadores cruzeirenses. Segundo o zagueiro Léo, a grama,
que era um pouco rala, está um pouco mais alta.
Mudanças para a imprensa
Voltamos ao que era antes do Mundial. A parte boa é a volta do feijão
tropeiro ou pizza + refrigerante gratuitos para os jornalistas. Durante
a Copa, os preços eram absurdos. Outro elogio é a sala de imprensa,
mais ampla.
A parte péssima é a localização das tribunas de imprensa, não mais centro do gramado, como na Copa.
Que os elogios continuem. E que as críticas sejam construtivas para deixar o palco sagrado do futebol mineiro ainda melhor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário