quarta-feira, 6 de maio de 2009

Raio-X do Brasileirão - Parte II

Luciano Dias

Sport Clube Corinthians Paulista

O Timão tem motivos de sobra para comemorar em 2009. O clube volta à elite, é o atual campeão Paulista e contratou Ronaldo. A equipe, além de manter a base que conseguiu o acesso, contratou peças importantes para reposição. Mesmo assim, arrisco em dizer que o Corinthians não é um candidato ao título do Brasileirão.

Destaque: Ronaldo
Ponto negativo: lateral-direita
Aposta: briga pela Copa Libertadores


Coritiba Football Club

De fato, o ano do centenário do Coxa não começou como a torcida esperava. O time ficou em 3º lugar no Estadual e já trocou de treinador. Saiu Ivo Wortmann e entrou Renê Simões, o mesmo técnico que conquistou a Série B em 2007. Para aumentar o poder ofensivo, que diminuiu com a saíde de Keirrison no inicio do ano, a diretoria contratou Marcelinho Paraíba, que estava em baixa no Flamengo. Ano passado, o Coxa apresentou um bom futebol, mas ficou apenas em 9ª lugar.

Destaque: Marcelinho Paraíba
Pontos negativos: laterais e ausência de um camisa 9 de qualidade
Aposta: briga pela Copa Sul-Americana


Cruzeiro Esporte Clube

O elenco de 2008 foi mantido e reforçado. As contratações de jogadores como Kleber para o ataque e Leonardo Silva para a defesa aumentaram o poder do time celeste. Além disso, pelo segundo ano consecutivo, o Cruzeiro vem motivado pela conquista tranquila do Estadual. A participação na Copa Libertadores pode prejudicar a equipe no inicio do Brasileirão.

Destaques: Kleber e Ramires
Ponto negativo: a lateral-esquerda ainda é uma dúvida
Aposta: briga pelo título


Clube de Regatas Flamengo

O tricampeão carioca manteve a base da equipe que ficou com o quinto lugar no Brasileirão do ano passado. O objetivo deste ano é garantir a vaga na Libertadores. Mas, a ausência de uma dupla de ataque de qualidade pode fazer com que o sonho de disputar a competição continental demore por mais tempo. Os laterais Leonardo Moura e Juan são as válvulas de escape do Rubronegro.

Destaques: Ibson, Leo Moura e Juan
Pontos negativos: ataque e falta de suplentes para o setor defensivo
Aposta: briga pela Copa Sul-Americana


Fluminense Football Club

A temporada não começou como a torcida esperava, ao contrário do ano passado, quando o Tricolor chegou às finais da Libertadores. Para buscar sucesso no Brasileirão e retornar à competição continental, o Flu deposita as esperanças em Conca e nos repatriados Thiago Neves e Fred. Mas, a deficiência, principalmente nas laterais, pode prejudicar o Fluminense na busca de ventos melhores.

Destaques: Thiago Neves e Fred
Pontos negativos: deficiência nas laterais e dúvidas sobre o companheiro de Fred no ataque
Aposta: briga pela Copa Sul-Americana


OBS: A diretoria do Flamengo anunciou nesta quarta-feira o anúncio oficial da contratação do Imperador Adriano. O reforço, sem dúvidas, melhora o setor ofensivo do Rubronegro.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Raio-X do Brasileirão - Parte I

Luciano Dias

Clube Atlético Mineiro

Assim como no ano passado, o Galo começa o Brasileirão com a crista baixa. A equipe perdeu o Campeonato Mineiro de maneira vexatória para o rival Cruzeiro. Para a disputa da competição nacional, a torcida alvinegra deposita as suas fichas no atacante Diego Tardelli e no retorno do técnico Celso Roth. No último Brasileirão, o Galo ficou apenas na 12ª colocação.

Destaque: Diego Tardelli
Pontos negativos: insegurança dos goleiros, irregularidade do setor defensivo e carência de um articulador
Aposta: briga pela Copa Sul-Americana


Clube Atlético Paranaense

O Furacão vem motivado com o título Estadual depois de quatro anos. O Atlético tem uma equipe modesta, mas tem no banco de reservas a inspiração: Geninho, comandante da equipe na inédita conquista do Brasileiro de 2001. A força do time está concentrada na boa fase do He-Man Rafael Moura. Ano passado, o time ficou na modesta 13ª posição.

Destaque: Rafael Moura
Pontos negativos: laterais
Aposta: briga pela Copa Sul-Americana


Avaí Futebol Clube

Os torcedores do Leão da Ilha esperaram 30 anos para verem a equipe na Primeira Divisão. O time entra neste Brasileiro com várias motivações: retorna à Série A, é o atual campeão estadual e ver o maior rival, Figueirense, na Segunda Divisão. O técnico Silas, da nova safra de treinadores, é o principal responsável pela boa fase do Leão. Mas, a falta de jogadores de maior expressão pode prejudicar a equipe na competição nacional.

Destaque: Marquinhos
Pontos negativos: elenco limitado e inexperiência de alguns jogadores
Aposta: briga para não cair


Grêmio Recreativo Barueri

Estreante na Série A, o time da Região Metropolitana de São Paulo não quer repetir a campanha do Ipatinga no ano passado. Para a disputa na elite, o clube, com apenas 20 anos de vida, aposta as fichas nos gols do atacante Pedrão, pretendido por vários clubes do Brasil. O estádio Arena Barueri é um exemplo de organização da Abelha. Mas, o time deve esbarrar na ausência de um elenco forte tecnicamente.

Destaque: Pedrão
Pontos negativos: elenco limitado tecnicamente e ausência de um articulador
Aposta: briga para não cair


Botafogo de Futebol e Regatas

Mais uma vez vice-campeão carioca. Perder para o Flamengo por três oportunidades seguidas não é fácil. Mesmo com a moral baixa após a perda do Estadual e da eliminação precoce da Copa do Brasil, o time entra no Brasileiro com o estilo mineiro de ser: "comer pelas beiradas". Para fazer jus a esse estilo, o alvinegro conta em seu elenco com nove jogadores que já passaram por Minas Gerais, além do treinador Ney Franco. Em 2008, o time assegurou a 7ª colocação.

Destaque: Maicossuel
Pontos negativos: insegurança dos goleiros, irregularidade e ausência de reservas com qualidade
Aposta: briga pela Copa Sul-Americana

Brasileirão 2009: repatriados dão um toque especial ao torneio

Luciano Dias

Fim de linha nos Estaduais. Agora, vamos falar de Campeonato Brasileiro, que começa neste fim de semana. A 39ª edição tem tudo para ser a melhor dos últimos anos. Vários jogadores foram repatriados, casos, por exemplo, de Fred e de Ronaldo.

Algumas singularidades apimentam ainda mais a disputa do torneio. O Brasileirão é um dos poucos campeonatos do mundo que é possível apontar vários candidatos ao título e um dos únicos que revela vários jogadores para o futebol mundial. E a disputa pela artilharia? Essa promete. Além de Ronaldo e Fred, os atacantes Kleber, Nilmar, Diego Tardelli, Washington, Keirrison, Kléber Pereira, Victor Simões, Felipe, Ciro e Rafael Moura devem deixar a briga emocionante.

As novidades desta edição são a ausência do Vasco pela primeira vez, o retorno do Corinthians à elite e a estreia do Barueri na primeira divisão. Para apresentar o torneio serão produzidos raios-x das 20 equipes. As avaliações serão divididas em quatro publicações.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Há 15 anos, o mundo da velocidade perdia brilho

Coluna Pole Position - por Pedro Rotterdan


Na metade da primeira volta, uma curva, um acidente e uma enorme perda. Foi assim que o maior piloto da história do Brasil nos deixou. Ayrton Senna era o líder da competição naquele ano e, mais do que isso, era quase tetra. Era mágico. Era o chefe, assim dizia, o ainda jovem, Rubens Barrichello quando se referia ao tri-campeão do mundo.

Dia 1º de maio de 1994, GP de Ímola, depois de largar na pole Senna passou a mais de 300km/h na curva Tamburella e bateu com muita força. O helicóptero de socorro estava atendendo outro grave acidente e o tri-campeão não resistiu. Naquele dia, naquele instante, parece até que foi ontem, o mundo se calou, uma dor imensa tomou conta de vários corações brasileiros. Lembro-me deitar no colo de minha mãe e chorar assim como tantos outros fãs deste piloto. Mesmo com seis anos de idade sabia a importância dele, o que representava e que faria muita falta. O mundo chorou de leste a oeste, de norte a sul, perdemos o tri-campeão (1988, 1990 e 1991).

No GP da Bélgica, o primeiro depois da morte de Senna, a homenagem feita por Barrichello que passava pela curva e a seguinte frase no asfalto: “Ayrton, como posso te esquecer?”

No dia 17 de julho de 1994 uma das maiores homenagens a um dos maiores pilotos da história. Já se tinham passado mais de dois meses sem Senna e a seleção conquistou, em cima da Itália, o tetra campeonato do mundo, título que Ayrton perseguia na temporada. Homenagem mais que justa. Os jogadores seguravam uma faixa com a seguinte frase: “Senna... aceleramos juntos, o tetra é nosso”. Homenagem que foi prometida antes do início da copa.

Com certeza, Rubens Barrichello foi um dos brasileiros que mais sofreu com a morte do ídolo. Primeiro, Senna era um professor para ele, segundo e mais importante quesito, a responsabilidade de vitórias e títulos ficou a cargo dele, talvez por isso até hoje Rubinho sinta esse peso. É bom lembrar que Barrichello quebrou o jejum de vitórias brasileiras na F1 em 2000, e que Massa quase voltou a dar um título mundial ao país.

Além de ser um grande piloto, com recordes que foram quebrados apenas nos anos 2000 por Schumacher, Senna deixou a generosidade com obras filantrópicas. O Instituto Ayrton Senna, por exemplo, ajuda meninos e meninas carentes. São quase 400 mil crianças e jovens atendidos em todo o Brasil.

E hoje?

O que seria da F1 se Senna ainda estivesse vivo e apenas se aposentado em 94 ou 95? Uma previsão difícil de se fazer. Talvez Barrichello já tivesse sido campeão, Schumacher não teria tantos títulos, Ricardo Zonta, Pedro Paulo Diniz, Felipe Massa, Luciano Burti, Nelsinho Piquet e Barrichello não teriam entrado na F1com a pressão de ter que acabar com o jejum de anos sem troféus brasileiros. O que faltou e falta aos pilotos brasileiros é bater o pé e, se preciso, brigar com o companheiro de equipe – como fez Senna quando era companheiro de Alain Prost.

Números de uma carreira inesquecível

A primeira vitória foi em 1985, GP do Estoril, e três anos depois o primeiro Mundial de Pilotos. Foram três títulos mundiais (1988, 1990 e 1991), todos pela McLaren-Honda. Senna venceu 41 GPs e fez 65 pole positions. Dessas vitórias ele largou 29 na primeira colocação e, de ponta a ponta, foram 19. Em 161 GPs, marcou 614 pontos em 80 pódios. Como líder, Senna deu 2.987 voltas, que totalizam mais de 13.000km na frente. Ao todo, Senna percorreu quase 38.000km em 8.219 voltas. Nos anos de 1988 e 1989, ele conseguiu 13 poles na mesma temporada, sendo que, de um ano para outro, oito foram seguidas nos GPs Espanha, Austrália, Brasil, San Marino, Mônaco, México e EUA (1988) e Brasil (1989).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

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Queridos internautas,

Twitter, para quem não sabe, é uma rápida e gigante rede de comunicação. É um blog instantâneo ou, o mais útil na minha opinião, uma interessante plataforma de notícias.

A partir do momento que você segue algo ou alguém, vê todas as atualizações feitas por ele. Sugiro, para quem gosta de informação, seguir G1, Agência Brasil, Agência Câmara, The New York Times etc.

E, obviamente, os blogueiros do Acréscimos: Thiago Ricci e Pedro Rotterdan.

Todas as atualizações deste blog serão anunciadas no Twitter. Se a adesão for grande, vamos criar um especialmente do Acréscimos.

Verdades e inverdades sobre o Clube Atlético Mineiro

Thiago Ricci

Muito foi falado sobre contundente goleada levada pelo Atlético-MG em plena final do Mineiro. Algumas posições contundentes, outras estritamente jornalísticas. Listo alguns pontos que penso sobre o time e o episódio.

  • Um time se apequenar é extremamente relativo. O que faz um time ser grande? Fluminense, Coritiba e Atlético-PR têm um Campeonato Brasileiro cada. O Furacão foi, entre os três, quem venceu o mais recente e ainda tem um dos estádios mais modernos, se não for o mais, do Brasil. A diferença de torcida não é grande. Mas o carioca é considerado time grande e os paranaenses não.

  • O que acontece é que enorme parte da mídia esportiva acompanha somente os times e campeonatos do quintal de casa. E faz previsões e análises a partir de resultados. A verdade é que houve um enorme oba-oba principalmente da imprensa paulista e carioca em relação ao Galo. Baseado em goleadas contra os vergonhosos times mineiros e gols de Tardelli.

  • Carente, a torcida atleticana também embarcou e acreditou que tinha uma grande equipe.

  • O time do Galo ainda é muito fraco. Começamos com a defesa. Goleiro irregular, não passa segurança. Lateral-direito pode se tornar um bom jogador, mas ainda é fraco para o Atlético. Marcos é risível e Leandro Almeida é no máximo um jogador regular. Ninguém nega que Júnior sabe jogar bola. O que também não pode ser ignorado é que ele não tem mais preparo para jogar 90 minutos em alto nível.

  • No meio, Carlos Alberto e Márcio Araújo não têm qualquer obediência tática. O meia que veio do Corinthians, inclusive, desistiu da marcação no primeiro gol do Cruzeiro. No futebol atual, tática conta muito - vide São Paulo e clubes europeus. Renan é limitado. Acredito que Lopes não precise de análise.

  • Éder Luís atrapalha o ataque, pensa muito pouco.

  • O Atlético sempre enfrenta o Cruzeiro voando, na melhor época do time celeste. Arrisco dizer que, pelo segundo ano consecutivo, o time da Toca é o melhor do Brasil no primeiro quadrimestre.

  • Alexandre Kalil é bem superior aos outros presidentes que o Galo teve nos últimos anos. Em entrevista, ele afirmou que o time jogou sem Fabiano, Élder Granja, Renan Oliveira e Éder Luís. A causa da derrota não foi essa, mas é algo a se relevar.

  • O Galo foi destruído nos últimos anos. É preciso calma e boa administração para retomar o patamar que merece. De qualquer forma, o time é bem melhor do que o que começou o Brasileiro passado, assim como Leão é mais técnico do que Geninho

  • Os outros clubes melhoraram a administração e, consequentemente, o futebol. O nível do futebol brasileiro aumentou e a dificuldade de se reerguer também. Cruzeiro, São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Santos, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Internacional, Grêmio, Sport são mais times que o Galo atualmente.

Aos 536 minutos

Christiano Soares

Na primeira fase da Libertadores, todos os times jogam 540 minutos, sem contar com o tempo extra, ou seja, os acréscimos. Nomalmente, a classificação para o mata mata é apontada como certa com aproximadamente 11 pontos - alguns matématicos calculam que, com 10 pontos, também dá para se classificar. Entretanto, 10 pontos é arriscado, principalmente, em um grupo teoricamente forte.

Há exceções. Em 2007, por exemplo, o chamado grupo da morte tinha Colo Colo (CHI), LDU (EQU), Caracas (VEN) e River Plate (ARG). O útimo colocado, River, terminou a primeira fase com oito pontos, um a menos que o líder, Colo Colo. Ressalto que o time chileno havia perdido nas duas primeiras partidas, para River e LDU, venceu três seguidas e ainda perdeu na última rodada, novamente para o River. Uma classificação incrível. O mesmo posso dizer do Caracas, já que triunfou nas duas primeiras, LDU e River, perdeu duas seguidas para o Colo Colo, venceu o River na quinta rodada, e ainda foi derrotado na última pela LDU.

Naquele mesmo ano, o Audax Italiano (CHI) fez 11 pontos e mesmo assim não classificou. O detalhe é que o time chileno teve a mesma pontuação do 2º colocado, o São Paulo, mas foi eliminado porque tinha um saldo de gols inferior.

Se a classificação do Colo Colo em 2007 foi incrível, a do Cruzeiro em 1997, foi extraordinária. A raposa havia perdido nas três primeiras partidas, triufou as outras três, se classificou com nove pontos, e terminou o torneio campeã.

Mais um time que entrará para as "viradas" é o Palmeiras. A equipe comandada por Wanderlei Luxemburgo começou a Libertadores com o pé esquerdo. Perdeu na estréia para a LDU e em seguida para o Colo Colo. Buscou fora de casa a reabilitação diante do Sport dando esperanças a sua torcida. No quinto duelo, em casa empatou com o time pernambucano. Assim, no último confronto, somente os três pontos classificariam o verdão.

A torcida palmeirense estava desconfiada e com razão. No paulistão, a primeira fase foi sem contestação, classificação em primeiro lugar. Mas na semi-final, a equipe perdeu os dois jogos para o Santos. Junto com o resultado negativo, vieram as cobranças. Cobranças que resultaram em forças para que o time se classificasse, de maneira dramática, ou na sorte - o que não faz diferença.

Jogou fora de casa contra o Colo Colo, que precisava apenas de um empate para se classificar. Aos 17min da etapa final, a situação do palmeiras se complicou com a expulsão de Marcão. Mesmo com um homem a menos, a equipe brasileira mostrou raça e não jogou a toalha - aí estava dramático. Aos 536 minutos, o camisa 10, Cleiton Xavier arriscou de fora da área e marcou o gol mais importante de sua carreira - aí contou com a sorte ou competência? Não importa! Importante foram os três pontos conquistados, que somados com sete dão a classificação ao Palmeiras.


Imagem: Agência AP/ globo.com

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Maus garotos merecem punições severas, mas...

Coluna Pedro Rotterdan - Pole Position

... podem ser esquecidas facilmente com um único pedido de desculpas. Foi o que aconteceu entre a FIA e a McLaren. Bastou somente um pedido de desculpas para a FIA anular a suspensão da McLarens depois da trapaça de Hamilton no primeiro grande prêmio do ano. Mesmo depois da poeira baixada e três vitórias de Jenson Button, a punição terminou em Pizza, parece até o Brasil.

Ninguém imaginaria que a temporada 2009 da Fórmula 1 começaria do jeito que começou. Surpresa de uma novata e trapaça logo primeira corrida. Pois bem, caro leitor aconteceu o que nem o mais louco acompanhante de F1 pudesse imaginar. Até me lembro de quando era criança e na maioria das vezes os alunos novatos que entravam na classe surpreendiam com notas excelentes ou com belas jogadas no futebol e até mesmo com belas piadas, e no final das contas todos ficavam amigos. Foi isso que aconteceu na F1, ninguém esperava uma vitória da Brawn, muito menos uma dobradinha, e de fato o mundo se ajoelhou a essa nova potência que ainda venceria a segundo corrida. Mas ninguém quis amizade com a novata a até brigaram com ela na justiça alegando que os difusores não valiam, que era trapaça. Mas a FIA disse que esses tais difusores, mais modernos não são contra as regras. Todo mundo ficou de mal e vão fazer a mesma coisa, imitar o novo dispositivo, que também é usado por Williams e Toyota. Mas a gente nunca ficava de mal, mas acabávamos imitando as boas maneiras dos colegas novatos.

Ah, a trapaça, me lembro também de como mães, pais e professores (as tias) travam-na, quem fizesse alguma travessura ou mentira éramos severamente castigados, principalmente se essa trapaça fizesse algum mal à imagem de alguém. Cansei de ficar sentado na cadeirinha de pensar, onde, é claro, pensava sobre o que tinha feito e sempre percebia que aquilo era realmente errado. Sempre que alguém me chamava de trapaceiro ficava triste. Mas não foi isso que aconteceu na Fórmula 1, a McLaren trapaceou bonito e deixou que Trulli fosse penalizado, multado além de ter sido visto como piloto sem ética por ter “ultrapassado” Hamilton com o carro de segurança na pista. Mas o italiano estava certo, e dias depois, a FIA divulgou a conversa entre Hamilton e um dos mecânicos da McLaren e falaram coisa do tipo: “Deixa ele ir, depois a organização faz o que precisar” “Deu certo, vão achar que ele estava errado”. Ninguém esperava isso de um campeão do mundo, e aconteceu.

Quando uma das crianças trapaceava os pais eram chamados até a escola e éramos “obrigados” a contar tudo, para depois ser decidido o que fazer. Assim foi feito na F1, intimaram a McLaren a depor e se explicar, cogitou-se até banir a equipe da competição, nunca tentaram nos banir da escola ou do time ou de qualquer lugar, então era sério mesmo. Mas nada foi feito, a equipe nem perdeu pontos na competição, e o mimado Hamilton continua numa boa, pronto pra mais uma. Meninos com históricos sem punição ficavam assim mesmo, mimados e sempre repetiam as trapaças.

Enfim queridos leitores, a trapaça na infância é coisa normal, crianças que não trapaceiam não tiveram infância. Elas aprendem o significado da vida depois de aprenderem com os erros. Até chegar na adolescência o é vivido as mil maravilhas e a trapaça às vezes é vista como brincadeira, depois que se vira gente grande é que as trapaças são sempre para estragar a vida de alguém em benefício próprio, crianças nunca pensam assim querem mesmo é se divertir, elas nem sabem direito o que é benefício próprio.

Derrota do Libertad deixa confronto entre Cruzeiro e São Paulo próximo

Thiago Ricci

Todo o ano é a mesma história: com a proximidade do término da Fase de Grupos da Libertadores, as especulações começam. As previsões são tão divertidas quanto imprecisas. Mas essa, estampada no título do texto, é quase certa. Este blogueiro vos explica.

Faltam oito jogos para começar o mata-mata. Quatro serão realizados hoje (jornada que coloca um fim no sofrimento do Palmeiras) e outros quatro amanhã (quando jogam Nacional-URU e Boca Juniors).

O Nacional uruguaio, com 11 pontos, pega dentro de casa o eliminado Nacional paraguaio. Uma simples vitória coloca o clube do Uruguai à frente de São Paulo e Cruzeiro. Boca, na assustadora La Bombonera, enfrenta o Deportivo Táchira. Neste jogo é possível uma surpresa, já que o time venezuelano ainda está vivo na competição. Se der a lógica, os temidos argentinos também passam os mineiros e os paulistas.

Dessa forma, São Paulo classificaria como 4º melhor 1º colocado e o Cruzeiro viria logo depois. As chaves da Libertadores são formadas assim até as quartas:

1º1º x 8º2º
8º1º x 1º2º

5º1º (Cruzeiro) x 4º2º
4º1º (São Paulo) x 5º2º

3º1º x 6º2º
6º1º x 3º2º

7º1º x 2º2º
2º1º x 7º2º

Se São Paulo e Cruzeiro confirmarem o favoritismo da tabela, se enfrentarão nas quartas-de-finais da Copa Libertadores 2009, com o primeiro jogo no Mineirão e o segundo no Morumbi. Lógico que é especulação, ainda mais que um dos times pode pegar o Palmeiras, caso o Verdão se classifique, e o Cruzeiro pode reencontrar com o cascudo Estudiantes.

Se o clássico nacional se confirmar, este blogueiro acredita em uma vantagem considerável do time mineiro, mais arrumado e melhor técnica e taticamente. Pesaria para o tricolor paulista a experiência. Abaixo, algumas estatísticas do confronto.

TOTAL DE JOGOS: 56
Vitórias do Cruzeiro: 14
Empates: 18
Vitórias do São Paulo: 24

TOTAL DE GOLS: 131
Gols do Cruzeiro: 55
Gols do São Paulo: 76


O Cruzeiro não vence o São Paulo há quase cinco anos ou nove jogos. Se a pequena invencibilidade e a vantagem nos confrontos são são-paulinas, o time celeste ganhou mais decisões:

Recopa Sul-Americana 1993
26/9/93 – São Paulo 0 x 0 Cruzeiro (Morumbi)
29/9/93 – Cruzeiro 0 x 0 São Paulo (Mineirão)
Pênaltis: São Paulo 4 a 2

Campeão: São Paulo

Copa Ouro 1995
24/10/95 – Cruzeiro 0 x 1 São Paulo (Mineirão)
2/11/95 – São Paulo 0 x 1 Cruzeiro (Pacaembu)
Pênaltis: Cruzeiro 4 a 1

Campeão: Cruzeiro

Copa do Brasil 2000
5/7/00 – São Paulo 0 x 0 Cruzeiro (Morumbi)
9/7/00 – Cruzeiro 2 x 1 São Paulo (Mineirão)

Campeão: Cruzeiro


Obs: Para quem não se lembra, o primeiro jogo da final da Copa Ouro de 1995 foi bastante polêmico. Cruzeiro, jogando no Mineirão, teve quatro jogadores expulsos no primeiro tempo, gastou todas as substituições e ainda teve mais um atleta contundido. Com isso, a partida foi suspensa no início do segundo tempo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O curioso caso de JENSON Button

Por Luciano Dias

Calma! O blogueiro Pedro Rotterdan continua no Acrescimos escrevendo a Coluna Pole Position. Mas, não me contive em escrever sobre a Fórmula 1 deste ano, que apresenta um roteiro diferente. Não tem mais domínios da Ferrari e da Mclaren. Nada de Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen ou Felipe Massa. Os flashes estão para a equipe Brawn GP e para o atual protagonista: Jenson Button. O inglês lidera o campeonato com 31 pontos, sendo três vitórias em cinco corridas.

Esta Fórmula 1 está parecendo ficção. Situações inesperadas. Coisa de cinema. Você já assistiu o filme O Curioso Caso de Benjamin Button? Bem, estrelado por Brad Pitt e Cate Blanchett, a obra é uma adaptação de um clássico conto escrito em 1920 por F. Scott Fitzgerald sobre um homem que nasce aos 80 anos e vai ficando mais jovem a cada dia que passa. Neste rejuvenescimento, realiza vontades que antes não eram possíveis.

Associando à Fórmula 1, o nome do filme agora é O curioso caso de JENSON Button. As coincidências não param apenas no sobrenome Button. Se no filme, Benjamin consegue realizar sonhos com o passar da sua vida, o mesmo acontece com o protagonista da F1. Jenson se sente um garoto de 18 anos tirando carteira. Olha que já tem 29 anos. O inglês passou de um mero coadjuvante para o papel principal no automobilismo. A Fórmula 1 está o deixando mais novo. A cada corrida, o rejuvenescimento é visível.

Benjamin e Jenson. Ficção e realidade. Mesmo assim, é uma realidade com cenas de ficção. O bom disso tudo é que esse "filme real" não acabou. Vamos aguardar os próximos capítulos. Ou melhor, as próximas corridas.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Overdose de ex-sãopaulinos na final mineira

Coluna Luciano Dias - Memória e calculadora esportiva

O São Paulo é o time das conquistas nos últimos anos no futebol brasileiro. É também conhecido como o clube mais organizado do Brasil e com uma estrutura fantástica. Não vive a melhor de suas fases. Foi eliminado nas semifinais do Paulistão para o Corinthians. Mas, lidera com tranquilidade o seu grupo na Libertadores e tem "representantes" na final do Estadual de Minas Gerais.

Bem, depois do nariz de cera, vamos ao que interessa. Um fato curioso marca os finalistas do Campeonato Mineiro: Cruzeiro e Atlético. Nove jogadores nos elencos do Galo e da Raposa vestiram a camisa Tricolor. Alguns com sucesso outros longe disso.

Confira a lista:

ex-sãopaulinos no Cruzeiro:

- Jancarlos:
atuou no São Paulo em 2008. Não caiu nas graças da torcida e do técnico Muricy Ramalho. Com a camisa tricolor conquistou o Brasileirão.

- Anderson: Outro jogador que não foi bem no São Paulo. Contratado para ser o substituto do negociado Alex Silva, não conseguiu se manter com a camisa titular da equipe paulista. Fez parte do elenco campeão do Brasileiro.

- Thiago Ribeiro: Jogou no São Paulo entre 2005 e 2007. No auge da carreira, preferiu ser negociado com Al-Rayyan, do Qatar. Resultado: ganhou dinnheiro, mas sumiu no mapa do futebol, até ser repatriado pelo Cruzeiro. Com a camisa do São Paulo conquistou o Mundial Interclubes (2005) e o Brasileirão (2006).

- Kléber: Prata da casa do São Paulo. Apareceu muito bem em 2003, mas foi negociado para o futebol ucraniano no ano seguinte. Assim como Thiago Ribeiro, ficou um pouco sumido da torcida brasileira até ser contratado pelo Palmeiras na temporada passada.

Ex-sãopaulinos no Atlético:

- Júnior: Ficou no São Paulo entre 2004 e 2008. Repatriado do futebol italiano, começou muito bem sua passagem pelo Tricolor. Era considerado uma referência dentro de campo. Mas, aos poucos, foi perdendo espaço com o técnico Muricy Ramalho. Nesta temporada, busca novos ares no Galo. Conquistou vários títulos com a camisa sãopaulina, como o Paulistão (2005), Libertadores (2005), Mundial (2005) e o tri do Brasileirão (2006 - 08).

- Fabiano: Nasceu no São Paulo. Sua passagem na equipe paulista aconteceu entre 1996 e 2001. Nunca teve uma grande sequência como titular. Mas, com a sua versatilidade, foi considerado um jogador importante nas conquistas do Paulistão (1998 e 2000) e no Torneio Rio-São Paulo (2001).

- Renan: Também foi revelado pelo São Paulo. Volante brigador, mas limitado tecnicamente, nunca caiu nas graças do técnico Muricy Ramalho. Suas melhores passagens no time paulista foram com os técnicos Emerson Leão e Paulo Autuori. Conquistou, em 2005, o Paulistão, a Libertadores e o Mundial.

- Éder Luis: Curta passagem pelo Tricolor no segundo semestre de 2008. Não se firmou como titular. Mas, fez parte do grupo campeão do Campeonato Brasileiro.

- Diego Tardelli: Prata da casa sãopaulina. Surgiu como o substituto de Luis Fabiano, mas a sua carreira no time paulsita não foi marcada pelos gols, mas por empréstimos e polêmicas. Sua melhor passagem no São Paulo foi, justamente, com o atual treinador: Emerson Leão. Conquistou em 2005 o Paulista e a Libertadores e , em 2007, o Brasileirão.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um estalo em um insípido e insosso campo

Thiago Ricci

Quando começaria a tempestade de críticas e palpites sobre o desempenho e futuro do maior ídolo sãopaulino, eis que o destino pregou uma daquelas peças que só ele é capaz. Em um lance despretensioso de uma singela recreação ouviu-se um estalo. Estava naquele momento decretada a tristeza dos tricolores, dos amantes do futebol e dos odiadores da trupe do Morumbi. Afinal, qual graça tem vencer o pragmático esquadrão de Muricy sem ver a cara de decepção do arrogante guardarredes?

Ao mesmo tempo, uma reluzente sensação apareceu nos corações dos atuais tricampeões brasileiros. Um flash digno de apresentar a personagem linda, simpática e apaixonante do filme hoollywoodiano. Graças à tragédia reservada ao maior símbolo do time, que, por um capricho do perfeccionista roteirista, passava a pior fase da carreira, criou-se uma comoção vermelha, branca e preta.

Uma grande mistura de sentimentos, todos pró-Ceni. Bateu um aperto, que só é capaz ter quando algo muito querido – e não menos frequente no dia-a-dia – corre o risco de perder-se. Exemplos clássicos não são difíceis de relatar: a importância que só é percebida quando aquela namorada insuportável, o pai chato ou o chefe exigente e mal-humorado vai embora para sempre. A assustadora fratura também causou outra sensação.

O goleiro que carrega uma sobressalente pirâmide nasal estava cometendo constantes falhas – fato incomum na carreira. Mais do que isso, passava insegurança até ao mais distante sãopaulino. De repente, como um estalo, esse mesmo torcedor foi obrigado a fazer uma profunda reflexão, que certamente resultou a uma enorme carga sobre a consciência. Como ele foi capaz de culpar ou duvidar da capacidade do homem que levou ao Cícero Pompeu de Toledo dois Mundiais de Clubes, duas Copas Libertadores, duas Copas dos Campeões Mundiais, uma Supercopa da Libertadores da América, uma Recopa Sul-Americana, três Campeonatos Brasileiros, três Paulistas... Como? Ó torcedor injusto!

Tudo isso é muito bonito, tudo isso é muito belo. Mas a consequência mais nobre que a ruptura de uma estrutura de cálcio causou ainda não foi abordada nesta crônica. Por causa desse trágico e lindo desastre, milhares de tricolores paulistas acordaram de um insolente cochilo, causado por anos de frequentes e sem graça conquistas. Não, este que vos escreve não está menosprezando títulos nacionais e muito menos está louco. Mas alguns fatores, analisados com frieza alemã, levam a essa extraordinária conclusão.

Primeiro, a forma como os troféus foram abocanhados. Apesar de justa e inquestionável, a fórmula de pontos corridos propicia que se conheça um campeão com várias rodadas de antecedência. Fato repetido em 2006 e 2007 – exceção feita ano passado. Além disso, o esquema criado por Muricy, quase incapaz de sofrer revés, é um mar sem ondas, artificial. Se existe a segurança de não sofrer gols inesperados, é perturbadora a certeza da falta de magia em campo.

Além disso, o mundo do futebol brasileiro não está acostumado a grandes hegemonias. Mal comparando, é como se a Faixa de Gaza amanhecesse em uma calma digna de uma manhã fria de Campos de Jordão. Que graça têm as discussões quando um sãopaulino está incluído nela?

Intimidado pela chegada do Ronaldo e pelo fortalecimento dos rivais, o São Paulo pode, enfim, voltar a se gabar da firme presença na mídia. O departamento de marketing, até há pouco limitado a criar camisas extravagantes, pode retornar a fazer belas iniciativas – no domingo já haverá distribuição de 60 mil faixas semelhantes à usada pelo ferido capitão e os jogadores entrarão em campo com a camisa 1. Até atacante esquecido no Japão voltou aos jornais.

Pena constatar que, mais uma vez, o homem precisa receber um grande susto para dar importância às riquezas da vida. Nos resta torcer para que o meioambiente ache alguma alternativa mais branda do que a prevista no filme Fim dos Tempos, de M. Night Shyamalan.

Difusores, críticas e desistências

Coluna Pedro Rotterdan - Pole Position

É impressionante como os tais difusores usados pelas equipes Brawn, Williams e Toyota têm causado rebuliço na F1, aponto de ter piloto desistindo e entregando os pontos antes da hora. Antes da primeira corrida ninguém acreditava na Brawn GP, ninguém imaginaria que Ferrari chegaria na terceira corrida sem pontuar, e que a McLaren faria apenas um ponto, pior que isto, a novata surpreendeu e tem os dois pilotos nas duas primeiras colocações, Button é líder com 15 pontos e duas vitórias, Barrichello tem 10 pontos, chegou uma em segundo e outra em quinto. E o difusor onde entra nesta história? De acordo com as equipes que não utilizam o novo equipamento, ele é ilegal, mas a FIA anunciou esta semana que o difusor é legal e que todas as escuderias podem utilizá-lo. Mais rápido do que um piscar de olhos a McLaren o instalou e deu certo, usando apenas no carro de Hamilton, nos treinos de sexta para o GP da China, a equipe liderou a primeira parte. E a Ferrari... continua caindo de produção dando desculpas de mal perdedores, já que estão acostumados a vencer, afinal a equipe italiana venceu seis dos últimos 10 títulos disputados.

O que mais impressiona, é um piloto campeão do mundo desistir antes da hora. Foi o que fez Kimi Raikkonen da Ferrara, ele disse em uma entrevista que nem ele nem sua equipe vão brigar pelo título este ano. "Não somos capazes de brigar pelo título" essa foi exatamente a frase dita pelo piloto que foi campeão da F1 em 2007. É muito difícil acreditar que um esportista, exemplo para várias crianças, tenha dito isso. Também é impossível imaginar ídolos como Ayrton Senna, Schumacher, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Michael Phelps, entre outros entregar o jogo assim tão facilmente, é de se lastimar. Mas antes de Raikkonen, Massa, Hamilton, Kubica, e diretores já haviam dito que seria difícil ser campeão, mas essa frase dita pelo finlandês, além de não parecer digna de um campeão mundial, desmerece todos os integrantes da Ferrari.

Os comentários de Flávio Briatori, diretor da Renault, foram ainda piores. Ele, que ficou acostumado por vencer temporadas pela Ferrari e pela escuderia atual, disse que as vitórias da Brawn eram semelhantes a chegar na Itália e visse times de menor escalão nas partes de cima da tabela enquanto os grandes ficassem por baixo. Às vezes é bom ver os grande por baixo, melhor ainda é vez os pequenos crescendo, isso obriga os poderosos a mudarem de estratégia, se isso acontece na F1 poderemos ter corridas emocionantes. Mas os brasileiros não devem torcer contra Ferrari e Renault, pois lá estão dois brasileiros que merecem vitórias e tem grandes chances de repetirem feitos como os de Senna, Fittipaldi e Piquet. Mas também devemos continuar torcendo para Barrichello que tantas vezes foi prejudicado por ter o carro inferior que o de Schumacher, agora ele tem um carro bom e não é obrigado a proteger Button.

Então, para os que querem desistir resta a opção de sair fora da competição e deixar os pilotos reservas competirem. Eles querem mostrar serviço e brigar por vitórias.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Futebol respira na terra da rainha

Thiago Ricci

Um verdadeiro espetáculo foi protagonizado hoje no Stamford Bridge, em Londres. Chelsea e Liverpool deram um presente aos amantes do futebol, com oito gols - quatro cada - de aperitivo e, como prato principal, uma prova de que o futebol continua vivo. Mais emblemático ainda a nacionalidade dos times envolvidos e a sede do show: Inglaterra.

O país, conhecido como o criador do esporte, é ironicamente taxado como praticante de um futebol pouco vistoso, baseado nos famosos chuveirinhos. O confronto desta tarde mostrou - assim como as semifinais do Paulista e Carioca - que os atuais futebolistas não são inferiores aos de outros tempos. É preciso, por mais difícil que seja para o homem, deixar de ser saudosista e analisar o jogo praticado com os pés como algo que sofre evolução, igual a tudo na vida.

Podemos sim discutir se o caminho que o futebol está trilhando é positivo, entre outros pontos, esteticamente. Mudança que acontece com todos os esportes. Acredito que seja praticamente unanimidade que o vôlei jogado hoje é muito mais atraente do que o de tempos atrás, que havia a cansativa vantagem. Já não tenho tanta certeza quanto ao tênis - que não sofre nenhuma mudança significativa no sistema de disputa há décadas.

O esporte de origem inglesa perdeu muitas daquelas jogadas quase poéticas de Garrinchas, Djalmas, Ademir's, Friedenreichs, Lêonidas etc. Mas se for fazer uma análise tática, física e do ponto de vista da marcação, o futebol jogado, principalmente até os anos 60, era risível. Da mesma forma que o jogaço de Londres deixou a tática em segundo plano, especialmente no segundo tempo.

Enfim, a discussão é muito ampla e ela deve existir até para forçar que o esporte consiga aliar a evolução (sobretudo física) com a beleza e a plasticidade habituais. O que não pode ser ignorada é a tendência natural de mudar-se, modificar-se, reinventar-se. E torcer para que o pragmatismo sempre fique longe de um esporte tão maravilhoso como o visto hoje - uma pintura, desde a jogada de letra que deixou Fernando Torres na cara do gol até o mergulho heroico de Essien para mudar o destino certo da bola.


Obs.: Até quando o Dunga conseguirá ignorar o futebol de Fábio Aurélio?
Obs.2: Como o jogo seria se o craque Gerrard tivesse jogado?

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Brawn, mito ou realidade?

Coluna Pedro Rotterdan - Pole Position

Em dezembro de 2008 a Fórmula 1 perdeu uma da mais importantes esquipes, a Honda. Segundo os dirigentes, a crise econômica influenciou na decisão de deixar a categoria. Com isso, o brasileiro Rubens Barrichello e o inglês Jenson Button tiveram seus empregos ameaçados. Mesmo assim, todas as equipes da F1 começaram os treinos e a os acertos de carros no começo de janeiro. Até que empresários decidiram apostar e a antiga Honda passoi a se chamar Brawn, sobrenome de um dos donos, Ross Brawn, que apostou nos dois pilotos da escuderia antiga. A partir daí, novas emoções eram garantidas na temporada 2009 da F1. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) criou novas regras para deixar a categoria mais competitiva. Mas pra quem?

De 2000 a 2008, quase todas as mudanças favoreceram a Ferrari que venceu seis campeonatos de construtores e seis títulos individuais, cinco de Schumacher e um de Kimi Raikkonen. Todas as equipes sempre protestaram contras essas mudanças e a Ferrari, muito esperta, ficava sempre quieta. Até que as alterações em 2009 favoreceram uma outra equipe, a novata Brawn, que estreou com dobradinha na Autrália, vitória de Button e Barrichello em segundo, e outra vitória do inglês na Malásia com o brasileiro chegando em quinto, agora os dois são líder e vice-lider. Essas novidades deixaram a escuderia italiana e as demais com uma pulga atrás da orelha. Já existem pedido para mudar isso e aquilo, mas nada. Na verdade as equipes estão querendo, mesmo, é adotar as tecnologias desenvolvidas pela Brawn. Outra verdade é que a novata soube interpretar todas as novas regras, mesmo iniciando os preparativos para a temporada quase dois meses depois das demais equipes. A Brawn tem o melhor carro, palavra de todos os pilotos que temem a supremacia da novata.

Muitos já se perguntaram se algum piloto vai conseguir superar a dupla da Brawn. Mas ainda não é cedo? Não, já que Hamilton, Massa, Raikkonen, Alonso e Kibica já declararam que a nova escuderia e seus pilotos podem vencer todas as corridas e ser campeã no mundial de construtores ainda no meio do ano. Eles estão temendo tanto a nova força da F1 que já estão desistindo antes da hora só porque a equipe ficou em primeiro lugar 14 vezes em 22 treinos . Isso não quer dizer que vão vencer tudo, ou será que os pilotos não conhecem o ditado “treino é treino e jogo é jogo”?

Só vai ser possível saber se a Brawn é mito ou realidade a partir de junho, quando todas as equipes já devem estar com os carros adequados, mas pode ser tarde demais. Por outro lado a novata tem um futuro financeiro incerto, pois está sem patrociadores. Por isso, a cor branca do carro e nos uniformes. A novata já demitiu 270 funcionários, mesmo depois de duas vitórias. Barrichello, Button e funcionários também correm riscos de ficaram sem salários por meses. Será que assim existiria força de vontade para continuar? Então até onde a Brawn vai parar? No título, na esperança ou vai ficar na promessa? Essa resposta só será dada no fim da temporada. Por enquanto uma coisa é verdade, se considerados depoimentos dos demais pilotos, o brasileiro Massa, da Ferrari e o inglês Hamilton da McLaren, cederam o posto de favoritos ao título para dois conterrâneos, Barrichello e Button. Então, 2009 promete.